Bravura Indômita – Versão em Blu-Ray

Faz muito tempo que tinha vontade de assistir ao filme Bravura Indômita dos irmãos Coen, principalmente por ser um faroeste que ganhou que foi indicado a 10 categorias do Oscar de 2011, um feito interessante para esse tipo de produção. Ao pesquisar pelo filme descobri que ele é adaptação de um romance escrito pelo jornalista Charles Portis e teve uma versão gravada na década de 1960 com direção de Henry Hathaway com John Wayne no papel principal. Como fiquei curioso sobre a versão antiga, consegui emprestados os dois Blu-Ray para poder fazer uma comparação.

Bravura Indômita possui uma história muito bacana. A jovem Mattie Ross teve o pai covardemente assassinado por um de seus empregados que, após o crime, fugiu para uma área de reserva indígena. Decidida a vingar a morte do pai, e vendo que o xerife da cidade não tem autoridade nos territórios indígenas,  ela contrata o Delegado Federal Reuben “Rooster” Cogburn para caçar o criminoso e trazê-lo para a justiça. Porém, ela coloca como condição ir junto na caçada para ter certeza que o trato vai ser cumprido. Durante o desenvolver da história, junta-se a eles o Texas Ranger LaBoeuf, que também está procurando o criminoso por conta de um assassinato no Texas. Essa é a história principal dos dois filmes, embora existam muitas diferenças entre os dois.

O filme de 1969 possui mais detalhes e passagens que não aparecem no filme de 2010. Isso pode ser visto no fato de ele ser quase 25 minutos mais longo. Porém, é um filme mais light e com aquela trilha sonora constante dos antigos filmes de faroeste. Ao mesmo tempo, tudo é mais limpo e a violência é mais contida. O filme dos irmãos Coen é mais sujo e sinistro e a violência menos estilizada, indo para o lado mais realístico, porém o filme tem momentos de humor mais constantes. Jeff Bridges está perfeito no papel do Delegado Federal e, embora seja basicamente um bêbado, em nenhum momento duvidamos de sua coragem, honra e de como ele se apegou à jovem Mattie Ross. Uma diferença entre os dois filmes é a participação do Texas Ranger, que na produção de 2010 é bem menor, pois foi dado maior destaque para a relação entre o Delegado e a garota.

Em resumo, as duas versões são grandes filmes, com direcionamentos diferentes. Creio que vale a pena ver os dois, principalmente por conta dos finais diferentes. Mas, já fica a dica que a versão de 2010 tem o final mais fiel ao livro.

P.S. – A cena do duelo final entre o Delegado e o bando de criminosos é quase igual nos dois filmes, mas Jeff Bridges se utilizou de duas pistolas, enquanto John Wayne de uma pistola e uma espingarda. Wayne engatilhava a espingarda rodando ela na mão, da mesma maneira que o Arnold Schwarzenegger em Exterminador do Futuro 2. Na verdade, essa foi uma homenagem de James Cameron ao antigo astro dos filmes de Faroeste.

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Drácula – 1º Temporada

Vou ser sincero com vocês. Quando vi o anúncio de uma nova série tendo o Drácula como tema central eu não botei fé na coisa. Quando era adolescente existia uma série chamada Drácula que passava nas madrugadas da Globo (bons tempos onde também tínhamos a Maldição do Lobisomem e a Loja Maldita) que era simplesmente uma coisa absurdamente ruim. Fiquei mais preocupado ainda com a nova série ao ver que o protagonista seria , um ator que tinha visto pouco em ação e que só me vinha a cabeça a sua participação como o vilão Valentine no filme Os Instrumentos Mortais – Cidade dos Ossos. Mas, como não poderia deixar de ser, ao sair o primeiro episódio decidi dar uma olhadinha. E não me arrependi.

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Embora seja um sujeito franzino, Jonathan Rhys Meyers conseguiu impor o respeito necessário para seu personagem. Assim como em Sleepy Hollow (outra série bacana que vou escrever a respeito), o conto do Conde Vlad Tepes foi reescrito para se encaixar em um drama televisivo. Aqui, depois de séculos preso em uma cripta, Drácula é libertado pelo Professor Van Helsing () para que ambos possam se vingar do grupo que destruíram suas vidas: A Ordem do Dragão. Assumindo agora o nome de Alexander Grayson, ambos vão para Londres e colocam seu plano em ação, que consiste levar os membros dessa sociedade (todos aristocratas e empresários) a falência. Porém, as coisas ficam um pouco complicadas quando Grayson encontra Mina Murray () que é praticamente uma reencarnação de sua esposa, Ilona, que foi morta pela Ordem do Dragão antes de ser condenado a ser um Vampiro por toda a eternidade. Junto ao elenco principal, também temos Jonathan Harker () noivo de Mina, Renfield () o fiel escudeiro de Drácula, e Lady Jayne () a chefe dos caçadores de Vampiros da Ordem do Dragão.

A série, que teve apenas 10 episódios, é muito mais complexa do que o livro de Bram Stoker, pois envolve interesses econômicos e subtramas. Drácula tenta manter o plano meticulosamente planejado, mas por vezes deixa transparecer seu lado animal em verdadeiras carnificinas. Então, toda a trama é baseada em um desejo de vingança com momentos bem violentos e a história de amor entre Mina e Alexander. Embora seja um amor proibido, nada poderá ficar entre eles.

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A série teve ótimos momentos de tensão em todos os seus capítulos, mas o último episódio realmente me surpreendeu. Tudo estava caminhando para um desfecho catastrófico, onde o futuro dos principais personagens era incerto, mas tudo aconteceu de forma equilibrada aliando redenção com justiça. A parte mais interessante foi o ótimo gancho deixado para uma próxima temporada, que eu mal posso esperar para começar. Se você ainda não assistiu a nova versão de Drácula, então é melhor correr atrás e não perder essa ótima história.

 

Fotógrafos e as panelinhas nas Igrejas

Nesse último fim de semana acabei aceitando um trabalho que não aceito normalmente. Fotografar uma primeira comunhão. Não gosto do evento, pois tem um monte de fotógrafos que vão lá para fotografar todos e tentar vender as fotos depois do evento. Mas, era uma cliente especial de minha noiva e decidi ir junto. Missa totalmente lotada quando chegamos. Não havia mais lugar para sentar e muita gente já estava de pé. Nos dirigimos para perto do altar e esperamos o momento de trabalhar. Na hora da comunhão, membros da juventude da igreja fizeram uma corrente em volta do altar para não permitir que os pais subissem no altar para fotografar. Dentro da corrente, perto do Padre, estavam 4 fotógrafos que, segundo me disseram, estavam em todos os eventos da Igreja.

Muito calmamente nos dirigimos até o altar. Sei como me comportar dentro de uma igreja, pois já trabalho com isso há muitos anos. Você deve ficar em um local que não atrapalhe a locomoção de nenhum dos envolvidos e se virar para conseguir o melhor ângulo. Foi justamente isso que fiz. Esse não foi o comportamento da maioria dos fotógrafos presentes, visto que um estava quase sobre os ombros do Padre, tampando quase toda a visão. Além de incômodo, uma grande falta de ética para com os outros profissionais envolvidos na cobertura do evento.  Eu estava lá aguardando o meu cliente quando uma das beatas da Igreja (acho que são chamadas assim até hoje) me chamou a atenção e disse que eu teria que descer do altar. Eu perguntei o por quê e recebi a resposta de que o Padre não gostava que ficassem ali e que eu estava atrapalhando. Fiquei atônito, pois haviam outros fotógrafos ali e nenhum deles foi convidado a se retirar. Falei para ela que estava trabalhando e que depois de fotografar meu cliente eu desceria do altar. Não adiantou, fui convidado a me retirar novamente. Ai perdi a paciência e falei para ela que não iria descer do altar e que só sairia se ela tirasse todos os fotógrafos. Ela ficou com cara de paisagem para mim e continuei fazendo meu serviço.

Sei que existem Igrejas em que só entram fotógrafos que fazem parte da lista da paróquia (não vou nem entrar no assunto de como essas listas são formadas), mas até para fotografar uma Primeira Comunhão, um evento importante em uma família católica, existe uma panelinha de fotógrafos que podem subir no altar livremente. Se tivesse a desculpa de que esses fotógrafos passaram por um treinamento e sabem se portar em uma celebração católica, então tudo bem, mas o que vi foi uma turba sem respeito e sem ética tentando fazer sua imagem e, se possível, estragar a imagem do outro. Cada vez mais as Igrejas, independente da religião, possui um dono que determina quem pode e quem não pode fazer as coisas. Muito triste.

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Venda de Discos de Vinil cresce na Amazon – vamos comemorar

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E a Amazon anunciou que a venda de discos de vinil aumentou 745% no último ano. Tudo bem, a notícia não é uma coisa totalmente extraordinária, afinal de contas, mesmo que seja um grande crescimento em porcentagem, é o crescimento de uma coisa que era muito pequena já. Mas, mostra uma direção que deve ser o caminho a ser trilhado de agora em diante. A tecnologia evoluiu e a troca de músicas pela internet, tanto as baixadas legalmente quanto ilegalmente, mostra que muita gente deixou de comprar a mídia física (CD, Vinil, DVD), porém sempre vai existir um público que preza pela qualidade acima de tudo. Um MP3 é ouvido em seu computador ou em seu celular enquanto você está fazendo outras atividades. Poucos param realmente para sentir a música, uma prática cada vez mais esquecida.

O disco de vinil (a velha bolacha) nunca deixou de ser fabricado no mundo civilizado. Não vou entrar na discussão se a qualidade do vinil é melhor ou não do que a do CD, afinal de contas é impossível de perceber isso se você não tem um equipamento de milhares de dólares em sua sala, mas temos que admitir que é algo nostálgico. Fora isso, o CD te traz a oportunidade de ouvir um som mais limpo e com mais qualidade. O fato de você sentar em sua sala, colocar o disco (ou Cd) para tocar utilizando um bom par de caixas de som é um prazer gigantesco para quem realmente gosta de música. Uma coisa que muitos que só baixam MP3 para ouvir no caminho do trabalho nunca vão conhecer. Uma pena.

Assim como a quantidade de fotos impressas vem crescendo novamente, a mídia física também vai ter seu lugar garantido para o grupo que aprecia qualidade acima de tudo. Se dizer que um CD pode durar mais do que qualquer treco eletrônico onde você guarda suas músicas digitais. Tenho ainda na estante os primeiros CDs que comprei em 1994 e todos ainda funcionam perfeitamente. No final, essas mídias estarão disponíveis apenas a um seleto grupo de pessoas que vão continuar colecionando música e apreciando a sua execução com qualidade. Infelizmente, quanto mais seleta é o consumo de um produto, maior vai ser seu preço.

11 de Setembro – uma data para relembrar

Acho que o dia 11 de setembro de 2001 realmente mudou o mundo. Não sei se para melhor ou pior, mas que as relações internacionais sofreram um salto não podemos negar. Depois de sofrerem um grande ataque de Terroristas (não vou entrar na discussão se a coisa é ou não justificada), o Presidente Bush se tornou guardião dos Americanos e conseguiu se manter mais 4 anos no cargo (já que sua popularidade estava decrescendo naquele momento) jogando com o medo da população e fazendo uma guerra absurda contra o Iraque onde os interesses econômicos estavam muito mais em destaque do que qualquer atitude de luta contra um inimigo satânico.

As guerras geradas pelo ataque até hoje não acabaram, muita grana foi gasta, pessoas foram mortas, um ditador foi enforcado, um terrorista executado e muita gente está presa até hoje sem julgamento. Políticos se elegem até hoje nos Estados Unidos prometendo lutar contra o terrorismo e o cinema e as séries de TV ganharam material para toneladas de produções. Mas, no fundo, o que muda realmente? A desigualdade ainda existe, milhões passam fome, uma quantidade quase igual não tem acesso a saneamento básico e água tratada e, como de costume, se um bilhão de pessoas menos favorecidas caíssem mortas agora não fariam a menor falta para o sistema capitalista. Ou seja, nada de muito novo nesse mundinho que continua rodando com suas incertezas, impurezas e objetivos obscuros daqueles que realmente nos governam.

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XI Diálogo Interbacias de Educação Ambiental

Poucas pessoas sabem disso, mas a Geografia foi minha escolha quando foi necessário trilhar um curso superior. Tudo culpa de excelentes professores que tive no ensino médio. Na faculdade, embora não fizesse parte da grade de ensino, a Educação Ambiental foi a coisa que mais gostei. Dentro dessa perspectiva, há exatos 11 anos atrás participei do primeiro Diálogo Interbacias de Educação Ambiental que foi realizado na cidade de Avaré, em São Paulo. O evento foi pequeno, realizado no Hotel Fazenda Berro d’Água e organizado por 4 Comitês de Bacia (UGRI) do Estado. Muito pouco, levando em conta que o Estado possuí 21 Comitês. Na época fui apenas como representante do Centro Paula Souza de Presidente Prudente, mas gostei do que vi. Já na segunda edição estava lá para ministrar um curso de como utilizar a fotografia na Educação Ambiental. Nas próximas edições eu já fazia parte da Coordenação do Evento. Diria que eu realmente vesti a camisa do Diálogo.

Participei de várias edições ajudando na coordenação, apresentando trabalhos de Educação Ambiental, ministrando oficinas de fotografia de natureza e, em minha última contribuição, escrevi o regulamento e ajudei a gerenciar o Concurso de Fotografia que leva o nome do saudoso companheiro Nelson Vieira. Bons tempos, bons amigos e boas histórias para se contar. Depois, por alguns motivos, acabei me afastando de tudo isso. Por conta de frustrações pessoais com a aparente falta de progresso na Educação Ambiental no Pontal do Paranapanema, foquei minhas atenções para a fotografia e os cursos de Fotografia de Natureza na região. Em uma atitude solitária decidi voltar minhas atenções para conscientizar os adultos e digo que consegui um retorno interessante ao mostrar que até a mais desligada das pessoas pode ser sensibilizada quanto a importância do meio ambiente.

E eis que em 2012 eu voltei ao universo do Diálogo Interbacias na posição de prestador de serviços, como fotógrafo oficial do Congresso, papel que voltei a desempenhar em 2013. Tudo está diferente. Tudo se profissionalizou e o financiamento do FEHIDRO garante que o evento funcione como um relógio. Em vez das comissões formadas pelos amigos e apoiadores, agora são empresas particulares que fazem as engrenagens da burocracia do evento rodarem. Ganhamos eficiência, mas admito, lá no fundo de minha alma, que sinto falta dos bons tempos de noites não dormidas organizando listas, imprimindo certificados, montando bolsas e as viagens da organização do Diálogo ao lado do Amigo/Irmão Carlos Camargo. Sei que isso é um saudosismo bobo, mas meu coração sentiu falta disso.

Em 2013 tudo foi perfeito. Palestras, discussões, minicursos, oficinas falando sobre recursos hídricos, cooperação no uso da água, Educação Ambiental e resíduos sólidos. A fotografia também correu tudo bem, com belas imagens de teor jornalístico e algumas com um pouco de poesia artística. Embora ainda esteja envolvido com aquela minha antiga decepção, admito que minha boa vontade e confiança no movimento, e estou com vontade de voltar a participar ativamente das atividades do Comitê. Mas, isso é assunto para um outro texto.

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Trailer Legendado do Novo Robocop

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Sinceramente, eu fui uma das pessoas que não botou fé no novo Robocop assim que foram liberadas as primeiras informações da nova produção. O primeiro Robocop é muito bom. Violento (pelo menos na época em que foi lançado) e com uma deliciosa critica ao mundo das grandes corporações. A nova produção, mesmo sendo dirigida pelo José Padilha, parecia desnecessária e as primeiras imagens do set de filmagem não foram muito animadoras.

Agora temos o primeiro trailer oficial da produção e posso dizer que, ao que parece, eu estava redondamente enganado. A armadura está bacana, o ritmo está frenético e a violência, mesmo estilizada, está presente. Ou seja, parece que teremos um grande filme de ação vindo por ai e com um brasileiro capitaneando a coisa toda. Mas, vamos ficar ainda com um pouco de desconfiança, pois conheço muito filme ruim com trailer bom.

Vejam abaixo o trailer e me digam se não está bacana.

 

Luta Salarial e a Individualidade do Ser Humano

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Além de prestador de serviços dentro da fotografia, eu também tenho um emprego formal, no Centro Paula Souza de Presidente Prudente. Ser funcionário público não é a maravilha que muita gente pensa, pois não temos reconhecimento, possibilidade de promoções (se for puxa-saco pode ser que sim) e estamos fadados a executar o mesmo trabalho para sempre. Os altos salários que vemos as vezes na televisão são alguns poucos cargos dentro do funcionalismo público. A maioria sobrevive com salários que não chegam a ml reais por mês. Digo isso com conhecimento de causa. Os auxiliares administrativos do Paula Souza, que são as pessoas que realmente fazem a coisa funcionar, recebem no fim do mês míseros R$ 750,00 líquidos. Esse é o motivo pelo qual ninguém quer trabalhar aqui e existem várias vagas em todas as escolas que não são preenchidas com concursos públicos. Qualquer loja do comércio vai oferecer um salário melhor e sem a metade da dor de cabeça que temos por aqui.

Porém, mesmo a situação estando complicada para os empregados, os sentimento de coletividade não existe na instituição. Essa é uma constatação que pode ser encontrada em várias instituições públicas e privadas, eu sei, mas me intriga como isso pode acontecer. Existe um sentimento de revolta, mas não há a vontade de mudar as coisas. Vamos aos fatos. Historicamente, toda campanha salarial bem sucedida do sindicato da categoria passou por greves e paralisações. Aliás, acho que essa é a única moeda de troca que temos para com o Governo Estadual, visto que o mesmo utiliza o ensino técnico como uma propaganda forte em suas campanhas, mas não oferece o mínimo para funcionários trabalharem satisfatoriamente. Então, se as vitórias vem da mobilização, o normal é que a categoria seja unida e sempre lute junta não é? Por incrível que pareça isso não é verdade. São mais de 100 escolas espalhadas pelo Estado de São Paulo e cada uma possui uma mentalidade diferente. Não posso falar pelas outras escolas, mas apenas pela unidade onde trabalho e, a meu ver, a coisa está muito complicada.

Talvez, o sentimento de comodidade que permeia a sociedade possa ser a explicação para a falta de sentimento de coletividade, mas no fundo, creio que o problema seja mesmo a nossa individualidade. Vejo que todos pensam apenas em seus problemas, no próximo concurso que vai prestar ou qualquer outra coisa que o aflija. Porém, a única forma de conseguir alguma coisa é todos juntos. Apenas uma pessoa brigando não tem força, mas quando todos estão juntos existe algo a se levar em conta. Creio que isso já tenha se tornado impossível. Todos reclamam da atual situação, mas ninguém faz nada de efetivo. Talvez esperem que alguém olhe para eles e faça alguma coisa, mas isso é conto de fadas. Se você não reclama, então a situação está aceitável.

Mas, esse foi apenas um pequeno desabafo que fiz por ver todos os dias pessoas amarguradas que não se movem para sair da situação em que se encontram. A saída é simples: vamos lutar juntos. Mas, ao que parece, isso é complicado demais para ser entendido. Voltemos a nossa individualidade.