Nokia E71 e falsificações

Hoje Smartphones estão na moda, nem que não sejam as funcionalidades, mas a aparência desses telefones que são verdadeiros pequenos computadores. Eu que sou um cara meio desligado dessas coisas, comecei a perceber essa realidade quando um número enorme de pessoas começou a me perguntar se o meu Nokia E71 tinha televisão. Assustado sempre falava que não, e a pessoa olhava com desprezo para meu celular.

Pô, um telefone que não pode ser considerado barato ser olhado com desprezo porque não tem televisão (coisa dos celulares da China que trabalham com dois chips) é uma coisa que fere o orgulho do indivíduo. Mas, nessa semana eu descobri porque isso está acontecendo. Os fabricantes de celulares genéricos estão copiando descaradamente o modelo dos fabricantes considerados sérios, inclusive a interface gráfica dos menus. O iPhone é o campeão. O que tem de modelo falsificado na praça chega a ser absurdo.

Porém, os modelos genéricos nunca chegaram a ser uma falsificação literal. Eles sempre possuíam nomes parecidos com o original, mas nunca totalmente iguais. Lá no trampo, uma estagiária possui um modelo da Foston muito parecido com o E71, mas recentemente, uma outra funcionária adquiriu, por R$ 250,00, um modelo clonado idêntico. Vejam a foto abaixo comparando o modelo da Foston, o Nokia E71 original e o seu irmão clonado.

O Foston se torna evidente como um modelo genérico pelas cores e no nome da empresa estampado de maneira bem clara no aparelho. Porém, o outro genérico é absolutamente igual ao Nokia E71, inclusive no nome do modelo e com o nome Nokia gravado de forma idêntica. Para os observadores menos atentos, a única forma de identificar o verdadeiro do falso é que o modelo original mostra a hora e a data mesmo em modo de espera e o modelo falsificado tem um ícone de televisão em uma das teclas para acionar esse recurso. Olhando mais atentamente, outros detalhes, como o acabamento das teclas e a qualidade do visor, também são diferentes. Mas, demorei para notar as diferenças.

Não sou contra as empresas xing-ling venderem os seus produtos para os pobres habitantes do terceiro mundo, mas esse tipo de falsificação é uma tremenda sacanagem.

Fica ai o aviso para quem suspeitar de um preço muito baixo para o celular.

Primeira foto de Tessália na Playboy

É isso ai, tem que aproveitar a fama enquanto ela existe. Depois de ter sido odiada por todo o Brasil no programa televisivo mais sem conteúdo da TV aberta mundial, Tessália vai sair nas páginas da Playboy do mês de Março de 2010. A menina, que também não possui muito conteúdo, conseguiu entrar para o programa porque tinha milhares de seguidores no Twitter. O problema é que todos esses seguidores não foram conseguidos por sua inteligência e comentários sagazes, mas por conta de programas que adicionam seguidores zumbis ao seu perfil.

Tirando essa grande trapaça, a moça foi ao programa, só fez coisa errada e foi eliminada no começo com uma porcentagem de rejeição história. Depois do obrigatório ensaio para o Paparazzo (um dos mais sem graça dos últimos tempos) a moça agora morde um cachê grande da maior revista masculina do Brasil (maior em vendagem e não em qualidade). Aqui cabe a explicação que o único motivo dela estar nas páginas da revista é o fato de ser odiada. Se levarmos em conta a aparência física, tiveram moças em outras edições bem mais bonitas e que a revista não se interessou.

O ensaio foi feito pelo Duran, um cara que ultimamente vem se especializando em copiar ele mesmo. Pela foto liberada podemos esperar mais um monte de clichês. Mas, pelo menos fornece material para falarmos mal.

Lanterna Verde – First Fly

Eu sou totalmente a favor da decisão da DC Comics de investir pesado na produção de longa metragens em animação de seus personagens. Já que as adaptações cinematográficas com os peso pesados da editora geralmente rendem verdadeiras bombas (exceção dos últimos dois filmes do Batman e Superman Returns), nada melhor do que um desenho animado que vai manter as características principais dos personagens e ainda agradar aos fãs.

Isso acontece com esse Lanterna Verde – First Fly que tenho em minhas mãos. O filme é apenas um dos diversos lançamentos que a DC tem para os anos de 2009 e 2010 para contar ou recontar histórias de seus principais personagens. Embora tenha crescido lendo histórias da Marvel também, tenho que admitir que minha preferência seja pelos heróis da DC. Principalmente pelos personagens mais clássicos, considerados o time principal da editora.

Hal Jordan, o único e verdadeiro Lanterna Verde da Terra em minha opinião, é o personagem principal desse DVD. Aqui tudo é feito de maneira a agradar ao fã. Mas, o grande mérito do argumento é poder agradar ao fã incondicional e também a quem nunca ouviu falar do personagem. Todo a história do desenho gira em torno do surgimento do personagem. Embora não siga a história clássica, a adaptação ficou ótima e mostra uma pequena introdução dos principais personagens, como Hal Jordan, Sinestro e os Guardiões e nos conta um pouco de como funciona a Tropa dos Lanternas Verdes.

Os pontos fortes do desenho são sua qualidade técnica, que já tínhamos visto na produção Superman Doomsday, e o alto nível do argumento, que se mostra dinâmico e criativo, nos levando por um mundo de fantasia e aventura. Outra grande evolução que estou vendo nesses lançamentos da DC Comics é o aumento da violência. Lanterna Verde tem muita ação e uma batalha final digna de produções japonesas como Dragon Ball Z. Embora alguns possam criticar isso, eu acho que aproxima mais a produção da realidade, afinal de contas, o que temos aqui é a velha disputa maniqueísta entre bem e mal, então o exemplo que damos aos mais jovens não é a violência, e sim o heroísmo de lutar pelo que é certo.

No mundo das histórias em quadrinhos, muito se reinventa para que os personagens continuem atuais. Embora isso seja um processo normal dentro da indústria, foi justamente o destino de Hal Jordan após a saga de ressurreição do Superman que me fez parar de ler histórias em quadrinhos. Transformar o maior Lanterna Verde de todos os tempos em um vilão de segunda categoria foi uma pancada muito forte para mim. Mas, felizmente, esse DVD revive toda a glória de um dos maiores personagens criado pelo Universo DC Comics.

Quem se interessou pelo desenho animado, é possível comprar Lanterna Verde – Primeiro Vôo no Submarino por R$ 19,99.

Carnaval em Presidente Prudente

Sim, meus amigos. Quem me conhece sabe que odeio o Carnaval, mas isso por gosto pessoal e não por uma intriga qualquer. Meu gosto é por Heavy Metal e outras coisas do gênero que não combinam em nada com samba e pessoas pulando marchinhas do século passado. Mas, uma amiga me convenceu que seria interessante fotografar o desfile das escolas de samba aqui da cidade. Mais como uma experiência com uma manifestação cultural do que realmente um gosto pessoal. Bem, aceitei a empreitada, mas não foi exatamente o que esperava.

Para começar, esse foi primeiro desfile desse tipo na cidade em 10 anos. Acontece que uma das promessas do atual Prefeito da cidade para ser eleito foi que ele traria de volta os desfiles do carnaval de rua. Até ai tudo bem, mas todo mundo esquece que é necessário ter certa logística para essa coisa. O local escolhido para o desfile, assim como para todos os eventos voltados para o público na cidade, foi o Parque do Povo. O local até que estava bem decorado, com uma pequena arquibancada montada e iluminação extra com holofotes presos por toda a avenida. Mas, a rua em questão é muito estreita, assim como a  calçada.

Então, o que poderia ser uma festa legal ficou muito bagunçado. A administração, em uma série de atitudes populistas, manchou um pouco o andamento da coisa. A arquibancada, que seria cobrada, passou a ser gratuita um pouco antes do evento. A polícia militar, que fez o possível para manter a ordem, não teve muito sucesso, pois segundo o locutor da festa não existia cordões de isolamento porque eles confiavam no bom senso da população. Isso porque existiam 30 mil pessoas no local. E por falar em locutor, como o cara era chato. Ninguém mais agüentava ele puxando o saco do prefeito. Tudo bem que a festa tinha seu mérito político, mas poderia pelo menos disfarçar um pouco.

E, para finalizar, o desfile foi todo feito sem som. Isso mesmo, no silêncio. Como assim Biau? Não conseguiram transmitir a música do carro de som para todos os auto falantes da avenida. Assim, só ouvia a música quem estava muito perto. A Staner, empresa sediada em Prudente, fez o som do carnaval de São Paulo, e aqui não conseguimos sonorização para um desfile com duas Escolas de Samba.

Mas, temos que ser justos. As duas escolas se esforçaram e fizeram o possível para animar a galera. Por ser uma festa que não acontece há tanto tempo por aqui, até que eles fizeram bonito. Muito colorido, muita alegria e várias fantasias. Mesmo não gostando de carnaval, tenho que admitir que quem faz realmente a festa é quem entende do assunto, mesmo com os tropeços dos administradores e políticos.

Percy Jackson e o Ladrão de Raios

Já faz algum tempo que os cinemas nacionais vêm sendo invadidos pelo trailer de um filme onde um garoto descobre ser filho de um dos mais poderosos Deuses do Olimpo e junto com essa descoberta se abre um mundo de aventuras e perigos. O filme, que deve estrear agora no Brasil, parece ser bem produzido e passa a impressão de ser diversão garantida para quem gosta de aventura e fantasia. Mas, o que eu não sabia até bem pouco tempo, é que o filme é baseado em uma série de livros escritos pelo americano Rick Riordan. Isso é para comprovarmos que somos privados de muita coisa que acaba não chegando por aqui ou chega é não é divulgada.

Com a aproximação do lançamento do filme, a Intrinsica colocou no mercado editorial brasileiro o primeiro volume da série, inclusive utilizando o pôster do filme como capa para o livro. Isso não é novidade. O público brasileiro só voltou a ter acesso ao Senhor dos Anéis, um dos grandes clássicos da literatura mundial, com o lançamento do filme. Porém, cabe lembrar que os 4 primeiros volumes da série já foram lançados em território nacional, mas sem muita propaganda ou alarde. Talvez a própria editora não tenha acreditado no sucesso da série. Grande engano, pois no Submarino o exemplar que comprei já se esgotou.

Mas, voltando ao tema desse texto, Percy Jackson e os Olimpianos (tradução para o Brasil) é o título da saga que se divide até o momento em 5 volumes. O primeiro, O Ladrão de Raios, foi lançado em 2005 e desde lá o autor vem colocando um volume por ano no mercado. O exemplar mais recente, intitulado O Ultimo Olimpiano, foi lançado em março de 2009 nos Estados Unidos e ainda não chegou por aqui. Como tinha simpatizado com o trailer do filme e precisando de um novo livro para substituir o Símbolo Perdido de Dan Brown que estava acabando de ler (próxima resenha), comprei o exemplar pelo correio e não me arrependi.

Na história, Percy Jackson é um adolescente comum que tem problemas em todas as escolas por onde passa. Diagnosticado com dislexia e déficit de atenção, ele se surpreende ao descobrir que é filho de Poseidon, o Deus dos Mares. Pior ainda, que ele está no meio de uma crise no Olimpo que pode levar a uma guerra entre os três Deuses mais poderosos do panteão grego (Zeus, Poseidon e Hades). Incumbido da missão de encontrar o Raio Mestre, o símbolo do poder de Zeus que foi roubado e deu início a toda a crise, ele parte com seus amigos Annabeth Chase, filha de Atena, e Grover Underwood, um Sátiro desastrado, em uma viagem ao mundo subterrâneo para encarar Hades e por fim ao conflito. Pelo caminho eles encontram outros Deuses e enfrentam monstros como o Minotauro, a Medusa, as Fúrias e Gigantes. Uma grande salada mitológica.

Ao começar a ler o livro bateu uma pequena decepção. Não por ser uma história ruim, mas por ser um livro voltado para adolescentes. Letras grandes, construção de fácil assimilação, sem muita dificuldade para entender a história. As 400 páginas do livro duraram apenas 3 dias em minhas mãos. Dessa mesma forma, algumas situações podem parecer bobas para os leitores mais adultos, mas temos que pensar no público alvo da história. A parte mais bacana é ver a adaptação de alguns personagens da mitologia grega para os dias atuais. Como explicado no livro, os Deuses não desapareceram, apenas se adaptaram para os dias atuais.

A história é muito boa, tem aventura e divertimento por todas as páginas, embora algumas soluções e enredos sejam muito simples. Porem, o grande trunfo do livro é que ele não é cansativo como alguns livros que venho lendo nos últimos tempos. Ele é feito na medida certa, e quando acaba a história você quer mais, quer ter todos os outros livros. Isso sim é importante. Talvez não seja uma saga a altura de Harry Potter (até porque não consegui passar da décima página do primeiro livro do bruxo mais famoso do mundo), mas convenhamos, o mundo dos Deuses é muito mais interessante do que o mundo dos Bruxos, pelo menos em minha opinião.


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