True Blood – Os verdadeiros Vampiros

Vampiros estão na moda. Bem, acho que eles sempre estiveram na moda. Desde que a lenda foi popularizada por Bram Stocker (autor que todo mundo cita, mas poucos realmente leram), o Vampiro se tornou membro efetivo do imaginário pop ocidental.  Mesmo tendo a lenda reavivada e delineada pelos romances de Anne Rice, algumas heresias ainda são cometidas em nome das criaturas noturnas.

As mais recentes bobagens que tivemos foram os personagens adocicados e sensíveis das séries Crepúsculo e Diários de Vampiro. As mais sensuais e mortíferas criaturas já imaginadas por um ser humano foram reduzidas a Emos que ficam chorando e sofrendo pelos cantos, sem falar que brilham igual purpurina à luz do dia. Totalmente deprimente. Se você curte essas duas séries e acha os Vampiros seres fofinhos, eu indico comprar a série completa das Crônicas Vampirescas que foram relançadas no Brasil e se encontram por um preço camarada no Submarino.

Mas, vou falar dos livros de Anne Rice em outra ocasião. O que me levou a escrever esse texto é que finalmente voltei a assistir True Blood. A série, que foi lançada pela HBO em 2008 chegou arrancando críticas positivas e negativas. Baseada na série de livros Southern Vampires da americana Charlaine Harris, o que temos aqui é uma grande mistura de mitos, personagens esquisitos e bizarrices. Por esse motivo é que demorei tanto a retomar a série, mas foi um erro meu.

O True Blood do título é, na verdade, um sangue artificial criado por cientistas japoneses e que proporcionou aos Vampiros a possibilidade de sobreviver sem a necessidade de atacar seres humanos. Por esse motivo, eles se revelam a sociedade e tentam iniciar um período de convivência pacífica com os humanos. Esse argumento é apenas uma desculpa para conhecermos a pequena cidade de Bon Temps, para onde o Vampiro Bill Compton (Stephen Moyer) acaba de se mudar. La ele conhece e inicia um caso de amor com Sookie Stackhouse (Anna Paquin) que na verdade é uma telepata. Pode parecer normal, mas a série pode ser chamada de muitas coisas, menos de normal.

Em True Blood temos como os Vampiros realmente deveriam ser. Misteriosos, sensuais, poderosos e violentos. Criaturas que hipnotizam e ao mesmo tempo causam pavor. Aqui vemos a verdadeira essência do Vampiro. A série, que está na terceira temporada, também nos traz metamorfos, lobisomens, Deuses Pagãos e mais uma série de coisas esquisitas e que aparecem sem serem totalmente explicadas. Mas, isso faz parte de uma trama envolvente para o expectador.

Para você que gosta de Vampiros e só teve contato com o lado fru-fru deles (saudades de filmes como A Hora do Espanto), essa é minha dica para esse fim de semana. Além do mais, quem diria que Anna Paquin (a Vampira dos X-men) poderia ser considerada uma mulher sensual.

Arquivo X – 8º temporada

Se você não sabe por que estou fazendo essa resenha da 8º temporada de Arquivo X, então é melhor dar uma olhada nesse texto antes de continuar lendo. Arquivo X foi uma série revolucionária. Muito do que vemos hoje na TV se deve aos conceitos explorados por Chris Carter (criador e produtor da série). Pode ser que a trama do Monstro da Semana não seja um conceito tão original assim, mas foi a primeira vez que esse tipo de argumento que fez um grande sucesso na televisão.

Um resumo da ópera até esse momento (englobando as 7 temporadas anteriores) dão conta de uma eminente invasão e colonização da Terra por uma raça alienígena. O veículo de dominação dos aliens é um líquido nojento que era chamado de Óleo Negro. Junte a isso uma conspiração governamental de homens poderosos que fingiram trabalhar junto com os alienígenas, mas na verdade estavam procurando uma vacina contra o líquido nojento. No meio disso temos Fox Mulder e Dana Scully que conseguem apenas juntar pequenos fragmentos de toda essa trama sem nunca chegar a ver o quadro todo.

A 8º temporada começa onde a 7º terminou. Fox Mulder é abduzido por alienígenas e vai passar metade dos episódios sob o poder dos alienígenas. Com seu desaparecimento, o FBI monta uma força tarefa para encontrá-lo. Esse grupo está sob o comando do agente John Dogget (Robert Patrick). Como não conseguiu descobrir o paradeiro de Mulder, ele fica encarregado dos Arquivos X até encontrar o agente.

Esse é todo o argumento da nova temporada. Sai David Duchovny, que não queria mais participar da série, e entra o Exterminador do Futuro (hehe, tinha que fazer essa colocação). Gillian Anderson continua em seu papel, mas de uma maneira muito mais chata. Nessa temporada os papéis se inverteram. Dogget é o incrédulo, porém durão agente do FBI, e Dana Scully se torna a pessoa que acredita no lado sobrenatural das coisas. Porém, não é a mesma coisa. Tudo ficou muito artificial nessa temporada. Scully está irritante e o espectador fica até feliz quando ela não aparece. Os episódios se arrastam e, ao contrário do que estava acontecendo até agora, quando a história volta à mitologia alienígena é que as coisas ficam mais irritantes. Muito do que foi contado no passado foi esquecido e agora tudo gira em torno de Super Soldados que são metade alienígenas e metade humanos. Uma droga.

Como a coisa estava indo para o brejo, os produtores resolveram colocar outra agente para fazer par com Dogget. Monica Reyes (Annabeth Gish) aparece para trazer um pouco de equilíbrio a história, coisa que Dana Scully não estava conseguindo mais. A temporada possui bons episódios, quase todos fora da mitologia alienígena e tendo Dogget e Reyes como protagonistas principais. Quando Mulder retorna de seu cativeiro alienígena a coisa toda já estava comprometida. Verdadeiro suplício assistir aos 22 episódios.

Infelizmente, Arquivo X, a 8º Temporada, é uma colcha de retalhos. Muita informação desnecessária e situações que poderiam ter sido evitadas. Mas, era um momento de transição. Os episódios (que até possuem alguns bons momentos) deixaram de ser engraçadinhos e bem humorados e voltaram a focar no suspense e no terror light. Um caminho bacana de ser seguido e que culminaria no trabalho executado na 9º e última temporada. Mas, esse é um papo para o próximo texto.

Mulher Pêra para Deputada

O Clodovil morreu, mas deixou uma herança maldita. Ao ser o Deputado mais votado nas últimas eleições, ele motivou uma legião de pseudo-celebridades a tentarem uma cadeira nas plenárias nacional e estaduais. Com a propaganda política se iniciando na televisão, tivemos acesso ao melhor programa de humor de todos os tempos.

Em que lugar podemos ver candidatos como Batoré, Tiririca, Maguila, Mulher Melão e Marcelinho Carioca desfilando suas figuras públicas e deixando recados totalmente nulos em relação a planos de governo ou conhecimento do legislativo? Se forem eleitos, só fica mais evidente que o Brasileiro usa o voto para avacalhar as instituições públicas e já entregaram o destino do país para Deus, porque nos políticos ninguém mais acredita.

O pior é que a quantidade de nulidades que vão ser eleitas (já estou prevendo essa catástrofe) só mostra o quanto estamos imaturos para votar e pensar o destino de uma nação.

Mas, voltando à nova fauna política brasileira, junto com as garotas frutas que estão concorrendo a um cargo público, encontrei uma que não conhecia. A Mulher Pêra, também conhecida pela alcunha de Suellen Rocha, se vende como sendo uma pessoa do povo, que conhece os problemas da periferia de perto. Outra pérola do site oficial da manceba é que ela se destaca não só pela sua beleza, mas pela inteligência, enorme bagagem cultural e perspicácia. Podemos notar toda sua bagagem cultural em vídeos como A Dança das Cores ou a música baseada em um sonho que ela teve com Michael Jackson ou ainda o ensaio sensual da Mulher Pêra.

Independente da seriedade ou não do candidato ou se é ele ou um assessor bem pago quem escreve no site (essa dá para adivinhar sem muita força só assistindo o segundo vídeo), o que importa é que a Mulher Pêra é candidata (mesmo sendo indeferida pelo TSE e estar aguardando julgamento do recurso) e que a foto que você vai ver na urna eletrônica na hora de apertar o “confirma” revela toda a inteligência, sagacidade e opulência da candidata. E depois dizem que esse é país sério.

O mosh de Lady Gaga

Uma das coisas boas de não assistir televisão e não ouvir rádio é não ficar por dentro do que acontece no mundo das celebridades. Por esse motivo eu nunca ouvi uma música do Rebolation ou qualquer outra moda que esteja assolando o Brasil. Por esse mesmo motivo, levei muito tempo para conhecer a tal Lady Gaga. Para falar a verdade, eu só conheci a pimpolha porque uma cliente queria fazer umas fotos com o mesmo estilo visual dela.

Pesquisei alguma coisa sobre o personagem e descobri que odeio a música que ela faz , mas o estilo visual me atrai muito. Hoje, ao abrir o Estadão, me deparei com uma matéria de página inteira sobre o Stage Diving (eu conheço isso aqui no interior como Mosh) que ela fez durante uma apresentação no festival Lollapalooza. Até ai tudo bem, pois a coisa é antiga e praticada por quase todos os grandes ícones do Rock rebelde, mas o detalhe é que a moçoila estava quase nua.

Ai fica a dúvida: foi um ato que nasceu do calor do momento ou uma peça de marketing muito bem planejada? Independente da raiz da coisa, o episódio rendeu frutos e por um bom tempo vários sites de celebridades e de adolescentes noticiaram o assunto (não acompanho nenhum deles, mas o Deus Google me ajudou nessa empreitada). Digo apenas que rendeu umas fotos bacanas. Também gostei do figurino da moçoila, mas no que diz respeito ao ato em si, eu já fazia isso com 14 anos. Mas, claro, eu não sou famoso e nem estava quase nu (muitos agradecem por isso).

Cleo Pires na Playboy

Esse mês a Playboy me fez fazer uma coisa que não acontecia já há alguns anos. Me fez comprar uma edição da revista. Tudo isso por causa do burburinho e marketing sobre a edição de aniversário que traria a atriz Cleo Pires na capa. Pensei em dar uma colher de chá para a revista e ver se realmente teríamos algo edificante. Infelizmente não tivemos.

Entendam meu lado. A revista tem grana, pode contratar atrizes globais para posar e financiar esse ensaio em qualquer lugar do planeta. Também pode ter a sua disposição os melhores fotógrafos, equipes de produção e editores de imagem (embora algumas experiências trágicas nos mostrem que talvez não seja bem assim). Com todo esse poder de fogo, a obrigação é entregar algo acima da média. E isso não acontece. Complicado quando encontramos no flickr ensaios sem nenhuma produção que ficam muito melhores do que os encontrados na revista.

Voltando a edição de Cleo Pires, o que também me chamou a atenção é que acho-a uma mulher bonita. Uma mulher normal e bonita, dessas que encontramos na rua e paramos para admirar. O desenho do rosto dela é o que mais me atrai. Eu diria que seria até uma simetria quase exótica. As fotos foram feitas em um casarão de São Paulo. Para inovar, dois fotógrafos seriam responsáveis por dois ensaios distintos. Até dois modelos foram contratados para comporem a cena com ela. Tudo estava lá, pronto para ser algo memorável (alguém se lembra do ensaio de Maitê Proença?), e acabou não sendo.

As fotos estão bem construídas, a iluminação está ótima, os efeitos vintage nas imagens estão muito bem colocados e o pós-tratamento não está agressivo, mas falta alma. Não existe uma unidade temática e mesmo a unidade formal às vezes é esquecida. E, acima de tudo, as fotos estão cobertas dos clichês que a própria revista criou. Deve haver um manualzinho que é entregue para os fotógrafos. Assim eles podem repetir as mesmas poses e situações em todos os ensaios da revista.

Mas, acho que estou sendo um pouco exagerado com minha reação. Afinal, segundo meu amigo Walter Carrilho, insistir em ver arte nesse tipo de foto é algo infrutífero. O público alvo da revista só quer ver o corpo nu e pronto. É erotismo e pornografia, não é arte. Quanto mais cedo eu aprender isso, mais cedo vou ser feliz.


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