Halloween – O início
Bem, eu fui adolescente no final dos anos 80 e começo dos 90. Como toda mãe naquela época teimava em proibir os filhos de assistir filmes de terror (eles passavam em uma grande quantidade na TV aberta), eles acabaram se transformando em meu estilo favorito de cinema. Para quem gostava de um bom filme mal feito e com um número de mortes que tinham que ser contadas em uma calculadora científica, três ícones eram os mother fuckers do cinema horror: Jason Voorhees, Freddy Krueger e Michael Myers.
Como em Hollywood tudo se copia e nada se cria, rever as antigas produções é uma boa fonte de lucro. Os fãs antigos vão querer ver e é possível criar uma nova leva de seguidores para as sagas sangrentas. Sexta-Feira 13 já foi refeito e A Hora do Pesadelo está a caminho, mas o que me chegou às mãos agora é a nova roupagem de Halloween, uma de minhas sagas preferidas. O filme original, lançado em 1978 e foi escrito e dirigido pelo mestre do terror John Carpenter e estrelado pela então desconhecida Jamie Lee Curtis. Gerou várias continuações onde algumas foram ótimas e outras muito ruins.
Em 2007, depois de já ter passado por uma tentativa de revitalizar a franquia, o roqueiro Rob Zombie teve a oportunidade de mostrar para o mundo a sua versão de como seria a vida de um dos psicopatas mais famosos do cinema. E foi isso que ele fez com competência. Na história, conhecemos a horrível família do jovem Michael Myers. O padrasto bêbado e inútil que não perde a oportunidade de agredi-lo, a irmã desajustada que não dá a mínima para ele e a mãe dançarina de uma boate erótica. Um belo dia ele simplesmente pira e mata quase todo mundo da casa. Internado em uma clínica psiquiátrica, ele foge depois de 17 anos e a única coisa que ele quer é voltar às antigas práticas e rever o lar doce lar.
A história é básica e não tem muita profundidade de roteiro. Mas, essa versão tenta mostrar um pouco mais como a psicologia do personagem se desenvolveu enquanto ele ainda era uma criança. Essa parte inicial, depois do massacre de sua família, é a mais arrastada, mas depois o filme entra nos eixos e o suspense e a ação (assassinatos) começam a aparecer. Assim como na regravação de Sexta-Feira 13, o aspecto sobrenatural do assassino foi retirado. Porém, colocaram Tyler Mane para interpretar Michael. Para quem não lembra, ele fez o Dentes-de-Sabre no primeiro filme dos X-men e possuí um porte físico avantajado. Outros atores que merecem ser lembrados são Malcolm McDowell que encarna o Dr. Samuel Loomis e a participação especial de Danny Trejo como uma das primeiras vítimas do assassino depois que ele foge da instituição onde está internado.
Como todo bom filme desse estilo, o bacana é ver as mortes e, embora não sejam espetaculares e mirabolantes como nos antigos filmes da série, uma característica forte é o total desprezo de Myers pela vida humana. Em vários momentos ele fica apenas observando suas vitimas agonizarem. Como sempre, o final deixa algumas pontas soltas para uma continuação, que foi lançada em 2009 e ainda não consegui assistir. Mas, esse é um bom filme para você assistir em uma noite romântica com sua namorada.
Eu recomendo.






