Zona Morta

Onten (23/01) tive o prazer de assistir ao segundo episódio de “Dead Zone” que o SBT esta transmitindo todos os domingos ao meio dia. Estou aqui hoje para protestar contra o terrível nome que o canal escolheu para colocar em sua versão traduzida (O Vidente). Isto abre um grande leque de discussão sobre nomes horríveis ou subtítulos desnecessários que as redes de TV abertas costumam colocar nos seriados americanos. Sejam pela necessidade de criar um vínculo com o público local (exemplo do subtítulo “As novas aventuras do Superboy”) ou por acreditar que o público brasileiro é retardado mesmo (no caso de o próprio “O Vidente”). Acredito que o nome original da série deveria ter sido mantido, até mesmo traduzida, em respeito pelos fãs de Stephen King. Para quem não sabe, Zona Morta é um dos mais importantes livros de Stephen King lançado em 1979 e conta a história de John Smith, um professor que após ficar em coma durante 5 anos acorda com poderes premonitórios que são encarados pelo personagem como uma maldição. A versão literária é bem mais pesada do que a levada ao ar pela televisão e trás um fim muito triste para o personagem. Para quem ficou curioso e não consegue achar o livro para ler vá até a locadora mais próxima e procure o filme “A Hora da Zona Morta”, filme realizado por David Cronenberg em 1983 e que foi a primeira adaptação da obra de King. Bem parecido com o livro, porém não tão rico em detalhes, o filme traz Cristopher Walken (o anjo Gabriel de Anjos Rebeldes) no papel de John Smith. Os mais velhos, assim como eu, devem se lembrar da obra como um dos campeões de reprise na Sessão da Tarde no final dos anos 80. Para quem nunca assistiu, eu recomendo.

Cena do filme original.

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