Fui enganado

Todos conhecem o Evanescence. Banda formada por adolescentes pseudo-depressivos que devem estar odiando a atual condição de milionários (segundo a revista Rolling Stones eles faturaram 18 milhões de dólares no ano de 2004). Acho a banda até engraçadinha. Um sonzinho meio básico, embora não goste dos elementos de música eletrônica mesclado no som, mas o vocal é agradável. Típica banda para se ouvir no sábado à tarde enquanto se lava roupa. Só por curiosidade resolvi comprar o novo álbum da banda (Anywhere But Home) . Um disco ao vivo que, embora a banda tenha alguns EP’s lançados antes do album Fallen, trás praticamente só músicas de seu último disco. Caça níqueis sem sombra de dúvida. Como brinde você leva para casa um DVD com entrevistas, o show em si e todos os vídeo clipes da banda. Qual não foi minha surpresa ao ver que o show é uma das maiores enganações de todos os meus anos de música. O que a banda interpreta no palco não é o que ouvimos nos falantes da TV. O que eu comprei foi um maldito show dublado (igual ao que os Titãs fizeram no disco acústico). Prova disso é que a câmara não focaliza a vocalista em nenhum momento em que canta, dando a impressão que ela apenas esta representando um número. Sabemos que as maiorias das bandas de rock que estão na estrada agora usam algum tipo de maquiagem para deixar seus álbuns ao vivo mais atraentes para o público. O Edguy fez isso com seu disco”Burning Down the Opera” e o Black Sabbath também com “Reunion”. Mas é o tipo de coisa que mutila a obra e deixa o consumidor que gastou uma grana com o produto extremamente decepcionado. Perde-se o impacto, a energia, enfim aquilo que chamamos de ROCK. Sei que os milhares de adolescentes revoltados que são fãs do grupo não querem nem saber se foram os próprios caras da banda que tocaram ou não no referido disco ao vivo. Para eles o que importa é a imagem, a pose, o marketing. Para não dizer que tudo é uma porcaria, sobram os vídeo clipes, que são muito bem feitos e possuem uma direção de fotografia soberba, principalmente “My Immortal”. Depois da decepção me resta apenas retirar da estante o meu Live After Death (Iron Maidem) ou talvez o Live at Hammersmith (Twisted Sister) para me lembrar como foram feitos os grandes discos ao vivo.

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