Dia Mundial da Água
Ontem se comemorou o dia Mundial da Água. Aqui em Presidente Prudente comemoramos com vários eventos educativos na praça 9 de Julho e com um encontro de educadores em defesa da água no Parque Estadual Morro do Diabo organizado pelo Grupo de Educação Ambiental do Comitê da Bacia Hidrográfica do Pontal do Paranapanema. Como funcionário de uma escola técnica estadual e envolvido a mais de dez anos com educação ambiental, participei do referido evento como monitor de uma oficina de análise química da qualidade da água.
Hoje o debate ambiental esta muito na mídia. Falamos desde a água até o Protocolo de Kyoto, passando, é claro, pelo tão falado desenvolvimento sustentável. Mas temos muito o que fazer, pois mudar a situação ambiental depende de uma mudança muito mais séria no modelo de sociedade que possuímos. Enquanto não mudarmos nosso padrão de consumo não daremos a menor chance para o ambiente. Muitos falam do desenvolvimento sustentável, mas sou obrigado a admitir que ele é apenas uma ferramenta de marketing, um termo criado na ECO-92 que nunca foi colocado em prática e que esta fadado a não dar certo. O capitalismo em si não é sustentável, portanto fadado a se autodestruir. Antes de me acusarem de Marxista estremado, gostaria de me lembrar de uma frase a muito dita (década de 70 se não me engano) que dá a seguinte definição: “Qualquer ação de recuperação ambiental que leve a diminuição do padrão de consumo de uma dada população não terá o apoio popular”. Os mais radicais ambientalistas que conheço dizem que quando se trata da sobrevivência da espécie todos temos que fazer sacrifícios, mas como dizer a uma população para abdicar dos confortos da vida moderna para salvar um ambiente que esta tão longe dos cidadãos das grandes metrópoles. Realmente, como disse meu amigo Kadu, é um trabalho de formiguinha, que alguém tem que fazer, mas que, ao meu ver, tem sido feito de maneira errada e sem foco no verdadeiro problema.