Agora que esta tudo mais calmo em relação a Star Wars – Episódio III, estou aqui para tecer meus comentários sobre este filme. É chover no molhado dizermos que a história desta primeira trilogia não chega nem aos pés dos filmes clássicos, mas podemos encontrar vários pontos positivos em Episódio III. Parte do descontentamento dos fãs se deve a falta de surpresas nos filmes. Afinal de contas, sabíamos antecipadamente tudo que iria acontecer. O que queríamos era realmente vê-las. Foram filmes preparatórios para o grande final, que não dura mais do que cinco minutos, quando o vilão mais amado de todos os tempos aparece com sua respiração artificial e proferindo a tão famosa frase “Yes, Master”. Tenho que dizer que fiquei todo arrepiado neste momento. Os episódios I, II e III, foram filmes de aventura, com doses cavalares de situações românticas entre os protagonistas, e mostraram aspectos da personalidade de Anakin Skywalker que seriam decisivas para o surgimento de Darth Vader. Creio que hoje tal fabula não tenha o mesmo impacto na juventude acostumada com efeitos especiais mirabolantes, mas aceitemos a obra como um todo (os seis filmes) e teremos uma grande narrativa sobre um personagem que teve uma grande ascensão, por amor caiu na escuridão e, novamente por amor, desta vez por seu filho, se redimiu no final. O que mais decepciona nos novos filmes é a falta da mística e da filosofia que a força possuía nos filmes originais. Lembro-me que quando era criança assisti a estréia de O Império Contra-Ataca” na Tela Quente da Rede Globo. Para mim foi um impacto e uma descoberta. O diálogo que Yoda tem com Luke sobre o poder e a natureza da força supera todas as falas do personagem nos três filmes atuais. Uma pena, uma grande falha em uma história tão grandiosa.

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