Bruce Dickinson

Lembro-me da primeira vez que ouvi um disco do Irom Maidem. Estava na loja “Vicius” aqui em Presidente Prudente. Era uma loja tipo as que se encontra na Galeria do Rock em São Paulo, só que no interiorzão. Isso faz, mais ou menos, uns 14 anos. O disco em questão era o clássico “The Number of the Beast” e, naquela época, o disco já era velho. Fiquei impressionado com a voz do vocalista e a batida forte daquela banda. Claro que levei a bolacha para casa, que por sinal tenho até hoje, e ouvi a mesma até ela furar. É daqueles discos que você escuta todas as musicas e várias e várias vezes seguidas. Daquela época para cá muita coisa aconteceu. O Maidem não é mais a melhor banda do mundo, Bruce Dickinson saiu e voltou da banda e hoje qualquer molequinho de 10 anos que gosta da Pitty se diz fã do Maidem. Se vocês não acreditam em mim basta fazer uma pequena busca pela net e você vai encontrar uns 30 blogs de menininhas de 13 anos cujo principal tema é achar Dickinson gostoso. Nada a ver a parte artística. Mas tratando apenas da carreira solo de Bruce também notamos altos e baixos. O que começou com um disco bem Rock´n Roll (Tattooed Millionaire - 1990) passou por vários discos com sonoridade estranha que não agradou aos fãs. Até entendo a vontade de se desvincular ao som do Maidem, mas infelizmente não colou. Depois de várias tentativas Bruce voltou ao Metal com Accident of Birth (1997), juntamente com o antigo guitarrista do Maidem, Adrian Smith. Nem vou comentar a leve impressão de “to precisando de dinheiro” que me causou na época. Fora pequenas pecuinhas o disco era muito bom. Estava de volta o bom e velho metal dos anos 80. E depois disso melhorou com o próximo disco (The Chemical Wedding-1998). Um puta disco de metal que, em minha opinião, foi a melhor coisa que foi gravada nos últimos anos (claro que minha opinião é meio suspeita, mas como o blog é meu eu falo o que quero). Mas, qual o objetivo deste post? Falar sobre o novo disco de Bruce “Tyranny of Souls”, lançado recentemente pela Century Media no Brasil. O que dizer do disco? Ele não possuí a genialidade de seu antecessor, mas mantem uma linha de qualidade que esta se tornando padrão nos trabalhos solos do vocalista, com uma diferença. O disco esta com um clima muito mais pesado do que os anteriores. Parece que Bruce andou lendo muito a Bíblia (especificamente o apocalipse), mas nada que comprometa a audição do cd. Mas o que fica é, e eu deixo claro que é impossível não se fazer uma comparação, que o material é bem melhor do que o Maidem anda fazendo. Que fique claro, sou um grande fã da banda, a mais de 14 anos, e por isso acho que tenho o direito de criticar, não para avacalhar, mas para mostrar que os caras são bem melhores do que estão nos mostrando. Sei que os tempos são outros, mas todos tem que evoluir. Para finalizar fica minha recomendação. Compre Tyranny of Souls e ouça no volume mais alto.
Defenestrado ao som de “Devil on a Hog” by Bruce Dickinson.

Leave a Reply


286530 pages viewed, 452 today
168378 visits, 332 today
FireStats icon Powered by FireStats