Sonata Arctica - Reckoning Night


Sou culpado. Podem me condenar. Admito que sou um grande fã de Heavy Metal Melódico. Isso se deve, em grande parte, a um amigo meu, que não vejo a muito tempo, que me apresentou a banda Helloween no longínquo ano de 1993. De lá para cá é o estilo musical que mais adquiro em minhas compras. Embora haja um certo preconceito dentro do Metal em geral sobre esse estilo (”afeminado” é o adjetivo mais leve que já ouvi), sou atraído pelas construções harmônica, pelos temas característicos (dragões, princesas, lutas heróicas contra o mal) e, principalmente pelas baladas mela cueca de algumas bandas. Adoro baladas de metal. Podem até me chamar de fresco, mas eu não ligo. Continuo fã de bandas como Angra, Helloween, Gamma Ray, Kamelot, Shaaman, Rhapsody e muitas outras. Essa pequena introdução esta aqui porque existem pessoas novas visitando este blog e não gostaria de entrar na critica do referido CD do título sem um pequeno esclarecimento. Bem, estou aqui para falar do novo lançamento do Sonata Arctica. Essa é uma banda relativamente nova. Despontou para o cenário musical em 1999 proveniente das gélidas terras da Finlândia. Garanto que o primeiro álbum da banda “Ecliptica” (1999), não me chamou a atenção por se tratar de um disco comum e muito parecido com que milhares de bandas vinham fazendo. Meu interesse se despertou com o álbum “Winterheart´s Guild”(2003). Grande disco com músicas rápidas, melódicas (como não poderia deixar de ser), uma baladinha muito legal (The Misery) e um vocalista que tem uma voz incrivelmente anasalada (pode parecer estranho, mas é bem legal). Não corri para comprar os discos antigos da banda, porém aguardei com ansiedade o novo lançamento. Eis que tenho em minha mão “Reckoning Night”, disco lançado agora no ano de 2005. A banda conta com Tony Kakko (vocais), Jani Liimatainen (guitarra), Marko Paasikoski (baixo), Tommy Portimo (bateria), Henrik Klingenberg (teclado). Segundo algumas críticas que ando lendo sobre a banda muitos acreditam que ela já desenvolveu um estilo próprio, mas acho que o grande diferencial da banda é a musica extremamente rápida, as letras muito bem construídas e o uso muito original do teclado, que além das partes orquestradas também trabalha com uma afinação muito parecida com a de uma guitarra, fazendo muitos solos no meio das músicas. No mais o novo disco não causa o impacto do seu antecessor. As musicas continuam rápidas, mas não tem aquela pegada característica do “Winterheart´s Guild”. Porém o álbum continua com uma qualidade altíssima e possuí aquela que, na minha opinião, é a melhor música do Sonata Arctica a “White Pearl, Black Oceans” com seus quase oito minutos, é aquela musica que você coloca o repeat e ouve durante o dia todo. Simplesmente maravilhosa. Este disco, infelizmente, não possuí a obrigatória baladinha. Copiando uma crítica que li sobre o disco: “Disco do Sonata Arctica sem baladinha é igual coca-cola sem gelo. A gente bebe mas não mata a cede.” Embora não seja seu melhor trabalho é um disco competente e muito legal. Eu recomendo.

Leia a biografia da banda clicando aqui

Defenestrado ao som de “White Pearl, Black Oceans” by Sonata Arctica.

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