Vamos pensar sobre o Desarmamento

Posicionamento do
Profº Adilson Dallari.

Adilson Dallari - Prof. Titular de Direito Administrativo da PUC/SP

“Os brasileiros que, nas últimas eleições presidenciais, compraram gambá por lebre, correm o risco de sofrer um novo estelionato eleitoral, desta vez tomando um ônibus “Recolhe” com ponto final no cemitério. Espertamente, para iludir o eleitorado, os inimigos do direito de defesa estão dizendo que, no referendo do dia 23 de outubro, o povo vai decidir se aprova ou não o Estatuto do Desarmamento. Cabe às pessoas honestas e responsáveis esclarecer que, dos 37 artigos do Estatuto do Desarmamento (que restringe drasticamente o comércio de armas), apenas um será objeto da consulta, exatamente o que proíbe totalmente a compra legal de armas de fogo por pessoas de bem, extinguindo o direito de defesa garantido pela Constituição. Mais exatamente, o que os brasileiros terão que decidir é se pessoas com mais de 25 anos, sem antecedentes criminais, com ocupação lícita e residência certa, que tenham comprovado, perante a autoridade policial competente, capacidade técnica e aptidão psicológica para ter uma arma de fogo, poderão ou não adquirir uma arma, para tê-la em casa, visando a proteção da vida e da integridade de sua família. Em síntese: o que vai ser decidido é se aqueles que nunca atacaram qualquer pessoa, mas, ao contrário, são vítimas de roubo, estupro, arrastão e assassinato dentro de suas residências, devem simplesmente se entregar aos bandidos ou, podem, pelo menos, ter uma arma em casa para tentar se defender ou desencorajar os assaltantes. A pergunta a ser respondida é: “o comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?”. Se a resposta for “Não”, a Constituição estará preservada e as pessoas de bem poderão adquirir legalmente uma arma para defesa de seu lar e de sua família; se a resposta for “Sim”, estará institucionalizada a barbárie, pois somente bandidos poderão ter armas.” Adilson Dallari - Prof. Titular de Direito Administrativo da PUC/SP

Sabem, esse assunto do referendo não pode passar em branco. Temos que analisar os fatos e tentar ver por entre a névoa da política o que realmente esta acontecendo. O que posso expor é minha opinião apenas, mas posso afirmar que vou votar no NÃO. Por que? É uma forma de protesto. Protesto pelo governo estar gastando 200 milhões de reais para organizar este referendo, quando a verba anual para equipamentos da polícia de todos os estados não chega a 100 milhões. Protesto porque hoje já é quase impossível para o cidadão comum ter uma arma por conta do alto custo que ela implica. A compra de um 38 comum não sai por menos de 3 mil reais com documentação, além da taxa anual de mil reais para manter o equipamento. Protesto porque o bandido não compra arma em casa de caça e pesca e sim de grandes contrabandistas internacionais. Protesto porque vou continuar tendo medo de sair a noite porque o Estado não pode me proteger e nem garantir que volte vivo para casa. Protesto porque estão tapando o sol com a peneira com argumentos ridículos e ninguém até agora tentou levantar as causas de tanta violência. Quem é culpado pela violência? A arma de fogo ou as condições sub-humanas em que vivem boa parte da população brasileira. Estamos chegando a um patamar perigoso. Estamos tão afundados em impunidades que a população já esta radicalizando o discurso. Cada vez mais ouço que bandido tem que morrer. Logo estaremos defendendo execuções sumárias no melhor estilo das SS nazistas.
Lula, acorda!!! Você veio para trazer esperança e esta afundando ainda mais a coisa. Comece por cima, limpe seu partido, puna os culpados, mostre que a moralidade não é um sonho impossível neste nosso país e, acima de tudo, mostre respeito por nós que colocamos você aí. Mostre dignidade ou este país vai ser da direita por mais 30 anos. Seja a pessoa que nós precisamos.

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