Em busca da perfeição


Umas grande revolução foi perpetrada por George Eastman no início do século passado. Eastman, bancário que nas horas vagas se dedicava a arte da fotografia, foi responsável pela invenção do filme de rolo e das primeiras câmeras fotográficas amadoras. Pela primeira vez na história qualquer pessoa poderia fazer uma fotografia, visto que as câmeras existentes até o momento eram enormes e de difícil operação. Eastman fundou a Kodak e continuou inventando coisas que facilitaram ainda mais a vida de fotógrafos do mundo inteiro. Se podemos nos dirigir a uma loja e comprar uma câmera fotográfica sem termos a fotografia como profissão foi graças a ele.
Hoje passamos por uma revolução da mesma envergadura. O advento da fotografia digital facilitou ainda mais o processo eliminando o tempo e o custo da revelação química. A foto fica pronta na hora e, se não gostarmos dela, podemos apagá-la e fazer outra. Tornou a fotografia mais acessível e complicou um pouco mais o processo. Hoje, se quisermos aproveitar totalmente os recursos que as câmeras modernas nos trazem, somos obrigados a saber sobre velocidade do obturador, abertura do diafragma, sensibilidade ISSO e sobre o balanço de branco (White Balance).
Isto foi apenas uma pequena introdução para falar sobre uma coisa totalmente diferente: A busca do corpo perfeito. Andando por bancas de revista podemos ver as capas de revistas masculinas, moda e até de entretenimento, com mulheres lindas, peles brilhantes e perfeitas. Hoje podemos, através da mídia digital e programas de edição de imagem (Photoshop por exemplo), manipular o resultado final da fotografia criando algo irreal, mas que é aceito como sendo verdadeiro. Não existe publicação de grande circulação hoje no Brasil que não altere drasticamente suas fotos para criar a ilusão da beleza.
Antigamente, os fotógrafos necessitavam de um grande trabalho de estúdio para corrigir “defeitos” das modelos. Isso era conseguido com maquiagem, iluminação específica e, em alguns casos, com um leve desfoque da lente para corrigir pequenos defeitos. Essa manipulação quase artesanal era a única trapaça, digamos assim, aplicada à realidade. Hoje o trabalho de pós-produção é o que ocupa o maior tempo. Profissionais especializados em Photoshop podem perder até um dia inteiro para corrigir apenas uma foto (exemplo dos dois modelos colocados neste post). Criam um modelo de perfeição para ser admirado e seguido pelo publico leitor que, na realidade, não existe. No lugar de pequenas estrias ou celulites existentes em qualquer mulher normal, temos a pele com aspecto plástico, parecendo um boneco de cera, e formas perfeitas. Muito pouco pode escapar das pinceladas digitais dos programas de edição. Em breve nem necessitaremos mais de modelos. Os programas poderão gerar as imagens por si só e teremos pulado mais um degrau em nosso mergulho ao mundo digital, virtual e, muitas vezes, irreal.
Não temos como escapar da evolução digital. Ela já dita o padrão fotográfico em quase todo o mundo. O que temos que vencer é a pretensão das publicações de que todos podem ser perfeitos, caso do ensaio de Cissa Guimarães para a revista Sexy de Dezembro de 2005, onde temos que apreciar muito mais a habilidade das correções digitais do que a inegável beleza natural da modelo.
Hoje passamos por uma revolução da mesma envergadura. O advento da fotografia digital facilitou ainda mais o processo eliminando o tempo e o custo da revelação química. A foto fica pronta na hora e, se não gostarmos dela, podemos apagá-la e fazer outra. Tornou a fotografia mais acessível e complicou um pouco mais o processo. Hoje, se quisermos aproveitar totalmente os recursos que as câmeras modernas nos trazem, somos obrigados a saber sobre velocidade do obturador, abertura do diafragma, sensibilidade ISSO e sobre o balanço de branco (White Balance).
Isto foi apenas uma pequena introdução para falar sobre uma coisa totalmente diferente: A busca do corpo perfeito. Andando por bancas de revista podemos ver as capas de revistas masculinas, moda e até de entretenimento, com mulheres lindas, peles brilhantes e perfeitas. Hoje podemos, através da mídia digital e programas de edição de imagem (Photoshop por exemplo), manipular o resultado final da fotografia criando algo irreal, mas que é aceito como sendo verdadeiro. Não existe publicação de grande circulação hoje no Brasil que não altere drasticamente suas fotos para criar a ilusão da beleza.
Antigamente, os fotógrafos necessitavam de um grande trabalho de estúdio para corrigir “defeitos” das modelos. Isso era conseguido com maquiagem, iluminação específica e, em alguns casos, com um leve desfoque da lente para corrigir pequenos defeitos. Essa manipulação quase artesanal era a única trapaça, digamos assim, aplicada à realidade. Hoje o trabalho de pós-produção é o que ocupa o maior tempo. Profissionais especializados em Photoshop podem perder até um dia inteiro para corrigir apenas uma foto (exemplo dos dois modelos colocados neste post). Criam um modelo de perfeição para ser admirado e seguido pelo publico leitor que, na realidade, não existe. No lugar de pequenas estrias ou celulites existentes em qualquer mulher normal, temos a pele com aspecto plástico, parecendo um boneco de cera, e formas perfeitas. Muito pouco pode escapar das pinceladas digitais dos programas de edição. Em breve nem necessitaremos mais de modelos. Os programas poderão gerar as imagens por si só e teremos pulado mais um degrau em nosso mergulho ao mundo digital, virtual e, muitas vezes, irreal.
Não temos como escapar da evolução digital. Ela já dita o padrão fotográfico em quase todo o mundo. O que temos que vencer é a pretensão das publicações de que todos podem ser perfeitos, caso do ensaio de Cissa Guimarães para a revista Sexy de Dezembro de 2005, onde temos que apreciar muito mais a habilidade das correções digitais do que a inegável beleza natural da modelo.