Cavalo de Tróia

No fim da década de 70, o escritor espanhol J. J. Benitez, jornalista especializado em ÓVNIS e temas místicos, foi procurado por um ex-major da Força Aérea Norte Americana com uma incrível história. Este lhe confiou o diário de uma experiência secreta das Forças Armadas realizada durante o ano de 1973. Esta operação, batizada de Operação Cavalo de Tróia, consistia na primeira experiência de inversão temporal da história, ou seja, a construção da primeira Máquina do Tempo funcional existente. Esta máquina teria como viagem inaugural uma visita ao ano 30 da era cristã, especificamente entre os dias 30 de março e 09 de abril daquele ano. O local escolhido seria a Jerusalém ocupada pelo exercito romano. O objetivo da viagem era acompanhar a última semana de vida de Jesus de Nazaré na terra bem como seu julgamento e execução.

A partir dessa premissa Benitez lançou em 1984 o primeiro volume de Operação Cavalo de Tróia, fenômeno editorial que vendeu milhões de cópias no mundo inteiro e que deu origem a mais seis continuações do livro original. Na história, dois voluntários do projeto visitam a época de Cristo, conhecem e interagem com o Filho de Deus e os vários personagens que compõem a história de sua última semana de vida. O livro critica veementemente várias passagens da bíblia mostrando versões alternativas para fatos defendidos pela fé católica e mostrando um Jesus muito mais preocupado com o conteúdo de sua mensagem do que efetivamente em criar uma Igreja. Na parte mais interessante do livro temos uma versão alternativa para o discurso da Santa Ceia onde Cristo nunca diz a Pedro que ele será a “pedra onde edificarei minha igreja”, além de outros fatos e curiosidades sobre a vida dos judeus daquela época.

Em verdade vos digo que o livro é rico em notas de rodapé que trazem explicações históricas sobre os fatos citados (algumas chegam a tomar mais de 80% das páginas) e críticas a passagens da bíblia onde os costumes da época vão completamente de contra ao que é escrito. Também sobra uns puxões de orelha a Igreja Católica, acusada de modificar e deturpar os escritos sagrados para poder consolidar sua dominação e sua visão de mundo. Um exemplo é o fato de Jesus ter tido vários irmãos e que foi retirado dos escritos sagrados em um dos Concílios do Vaticano para não ir contra a visão da Santa Virgindade de Maria.

Os exploradores do tempo passam por várias aventuras e perigos nessa jornada. Uma aventura que começa com o rigor científico e, a medida que estes homens vão conhecendo intimamente Jesus de Nazaré, passam a agir com paixão e fé nesse incrível homem. Por incrível que pareça, mais de dez anos depois do lançamento do primeiro volume, a aventura ainda não terminou. Recentemente Benitez lançou o volume 07 dessa história. Nessa nova continuação, levados por seu profundo amor por Jesus, os exploradores temporais resolvem retroceder ainda mais no tempo, por conta própria, e acompanhar Jesus em seus primeiros anos de pregação, para que tenham uma visão mais completa da trajetória do homem que mudou a história da humanidade.

Benitez até hoje jura de pés juntos que tudo o que esta escrito nos livros é fruto desse diário do Major, que os originais estão guardados em segurança em um cofre e que, um dia, o mundo vai se beneficiar dessa tecnologia que esta em mãos dos americanos. Verdade ou não, o governo americano nunca se pronunciou contra a história (esperto eles, pois foi só a Igreja Católica ir contra as informações contidas em o “Código Da Vince”, que todo mundo comprou o livro e acaba até acreditando na história) e nem a Igreja, pois todas as críticas estão fundamentadas em fatos históricos comprovados. Mas, o que importa, é a mensagem que se passa na história. Se ela não é verdade deveria ser, devido a paixão e rigor histórico com que os fatos são descritos. Ainda não li o último volume da jornada, mas para quem não conhece recomendo os primeiros dois livros da história (dois catatais com 600 páginas cada um), pois são os melhores e os que contam com a presença de Jesus. Excelente leitura para esse mês da ressurreição.

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