Esse disco é do meu irmão

Esse fim de semana estava limpando minha estante de CD’s (aliás, esta demorando para inventarem embalagens anti-poeira para os cd’s) e me deparei com alguns exemplares estranhos no meio da coleção. Estranhos do ponto de vista que não combinam com a maioria dos discos ali existentes. É aquele famoso disco que você compra, tem vergonha de mostrar para os outros e quando alguém vê você joga uma desculpa tipo: “Esse disco é do meu irmão”.
Para fãs de Heavy Metal isso é ainda mais recorrente. Além de um estilo musical temos que encarar a musica pesada quase como um modo de vida. Os jovens são mais radicais e tendem a se utilizar das desculpas esfarrapadas com mais freqüência. Eu tenho um amigo que é um verdadeiro True Black Metal e ao mesmo tempo era fã da Maria Bethânia (?!?). por mais estranho que possa parecer, estas coisas acontecem.
Para mostrar que todos nós cometemos nossos pecados musicais separei os cinco cd´s mais improváveis de minha coleção e vou fazer um pequeno comentário sobre eles.
- Bryan Adams (So Far So Good, 1993) – Esse é de lascar. Campeão das baladinhas melosas, antes que o Aerosmith entrasse nessa categoria, o cantor canadense ficou conhecido mundialmente quando encabeçou a trilha sonora do filme Robin Hood com a musica Everything I do, I do It for You. O disco, que na realidade é uma coletânea, tem todas as cinco baladas que ficaram conhecidas do músico, porem Adams é um cantor de Pop Rock e, como tal, tem algumas musicas bem legais, mas desconhecidas. O exemplo é Summer of 69, uma musica que é puro Rock’n Roll na veia.
- Bee Gees (One Night Only, 1998) – Mestres da musica pop o grupo americano deve ser o único que pode se gabar de ser mais conhecido do que Madonna e Michael Jackson juntos. Parte desse sucesso pode ser creditado ao filme Embalos de Sábado a Noite, que levou os acordes da musica disco para todo o globo. A musica Stayin’ Alive se tornou o hino de toda uma geração. Esse é um disco ao vivo que traz todas as baladas e musicas mais conhecidas do grupo. Para falar a verdade comprei o disco para dar para minha mãe de presente, mas gostei tanto que comprei uma cópia para mim.
- Footlloose (trilha sonora original, 1984) – O que dizer sobre esse disco? Bem, o filme foi clássico absoluto na Sessão da Tarde do final da década de 80 e começo da década de 90. Acho que todo mundo que tem a minha idade (por volta de 30 anos) conhece o filme e já se viu embalado por sua musica principal, interpretada por Kenny Loggins. No mais o disco soa extremamente datado, um legítimo refugo musical da década de 80.
- Oswaldo Montenegro (Oswaldo Montenegro, 1980) – Esse não tem perdão. É o disco que mais me malham quando vêem na minha estante. Até meu pai acha extremamente esquisito quando estou ouvindo ele. Mas, tirando o fato de que o Montenegro é um verdadeiro mala sem alça, esse disco foi sua melhor criação artística e o único que vale a pena ser lembrado. Também ajuda o fato de ter passado horas muito agradáveis ao lado de uma pessoa ao som desse disco. Mas, o que motivou mesmo sua compra foi a musica Bandolins. Um grande achado da MPB brasileira.
- Gabriel, o Pensador (Seja Você Mesmo, Mas não Seja Sempre o Mesmo,2001 ) – Não gosto de Rapp. A música falada e a postura de alguns artistas do gênero me irritam profundamente. Mas, tenho que admitir, que a musica Até Quando? Me cativou pela força de sua letra. Tudo bem que ela esta impregnada daqueles preconceitos que a gente encontra no Rapp em geral (a polícia não presta, o pessoal da favela é injustiçado, etc), mas a mensagem é muito interessante. Gostei tanto desta musica que nunca ouvi o resto do disco. Não posso nem dizer se é ruim.
Bem, essa é minha pequena listinha. Quem nunca gostou de algo extremamente pop que jogue a primeira pedra. Para quem se interessar vai aí o download de uma musica de cada disco.
Bandolins – Oswaldo Montenegro
Até Quando? – Gabriel, O Pensador.