X-MEN 3 - The Las Stand

X-Men, os quadrinhos criados por Stan Lee e Jack Kirby, foi o primeiro comics de grande circulação nos Estados Unidos a abordar o tema da descriminação. Os mutantes, humanos evoluídos que nasceram com uma mutação no gene X fazendo-os desenvolver habilidades super-humanas, são alvos de medo e desconfiança por parte do resto da humanidade Para alguns indivíduos essas habilidades são dons, para outros, uma maldição.

É com esse enredo que chega aos cinemas X-Men 3 – O Confronto Final (X-Men 3 – The Last Stand, 2005), trazendo finalmente um grande embate entre humanos e mutantes pela soberania das espécies. O filme é uma continuação direta do filme anterior, onde Jean Grey se sacrificou para salvar a vida de seus amigos, e trás como tema central a criação de uma droga que tem como promessa a cura para a mutação X. Agora os mutantes terão que escolher entre manterem seus poderes ou se livrar deles e levar uma vida normal. Porém, Magneto, prevendo o uso da cura como uma arma por parte dos humanos, organiza um grande exercito para, finalmente, iniciar seus planos de libertação da raça mutante. Tudo seria apenas mais uma batalha se, no meio dessa já complicada equação, Jean Grey não ressurgisse como uma poderosa, porém insana, entidade autodenominada Fênix.

Não posso contar mais do filme sem estragar a diversão de ir ao cinema, mas a película trás incontáveis novos mutantes que vão surgindo e desaparecendo sem muita importância, isso porque é impossível reproduzir todo o universo mutante em apenas um filme. Nos Estados Unidos existem centenas de personagens nas mais de 5 revistas que levam a marca X-Men e, nos três filmes já feitos, foram usados menos de 5% de todos os personagens disponíveis.

Mas, voltando ao filme ele tem como eixo central uma das melhores histórias já produzidas para os quadrinhos americanos. A Saga da Fênix mostra o renascimento de Jean Grey como a Fênix após uma grande batalha contra os sentinelas em uma estação orbital (aliás umas das grandes promessas para este filme que não se realizou, foi a presença dos robôs caçadores de mutantes denominados Sentinelas). A nova Jean Grey tinha poderes que excediam qualquer escala e que foram levando-a, gradativamente, a loucura. Ao final da saga, já como a Fênix Negra, Jean se sacrifica em um momento de sanidade para poupar o universo de sua fúria.

Todos os poderes extraordinários da Fênix são reproduzidos muito bem na telona, assim como dos outros mutantes em destaque. Magneto, talvez a criação mais fascinante do universo dos quadrinhos, demonstra que realmente é um dos mutantes mais poderosos da terra, mas a personalidade do personagem na tela se difere um pouco daquela dos quadrinhos, tornando-o um pouco mais egoísta. Porém, o destaque, como sempre, é a fúria animal de Wolverine. O personagem, que não era um membro da equipe original e veio a integra-la apenas na década de 70, é a razão principal do sucesso tanto dos filmes, quanto das revistas em quadrinhos. Prova disso é que ele é o único mutante que chegou a ter uma revista própria.

Mas pesando prós e contras X-Men 3, é uma boa diversão, tanto para os apreciadores dos quadrinhos quanto da trilogia cinematográfica (embora os conhecedores dos quadrinhos se divirtam mais reconhecendo as inúmeras referências do universo marvel). Ele perdeu muito da ideologia e das cenas estupendas dos dois primeiros filmes (alguém aí se lembrou da fuga de Magneto de sua jaula de plástico ou do ataque de Noturno a Casa Branca), mas ganhou muito em ação alucinante e combates memoráveis.

O filme, que é anunciado como o último da franquia, deixa muito mais pontas soltas do que esclarecimentos que certamente serão resolvidas nos filmes dos personagens que serão lançados (o filme de Wolverine e do Magneto já estão em produção). E para os mais afobados, não saiam do cinema quando os créditos se iniciam, pois logo após existe uma cena muito importante que, infelizmente, só será totalmente compreendida por quem conhece os quadrinhos.

Cena Inesquecível:

Wolverine se aproxima de Jean vencendo seu poder destruidor quando ela lhe pergunta:

-Você morreria por seus amigos?

Wolverine lhe responde:

- Não! Eu morreria por você.

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