Queen + Paul Rodgers

Os Queen, banda de rock composta por Freddie Mercury (vocalista), Brian May (guitarra), Roger Taylor (bateria) e John Deacon (baixo), foi uma das mais populares bandas inglesas dos anos 70 e 80, sendo precursora do rock tal como hoje o conhecemos, com magníficas produções dos seus concertos e video-clips das suas canções. Mesmo nunca tendo sido levada a sério pelos críticos, que consideraram a sua música “comercial”, a banda tornou-se a das mais famosas entre o público, graças à sua mistura única entre as complexas e elaboradas apresentações ao vivo e o dinamismo e carisma da sua estrela maior, o vocalista Freddie Mercury.

Freddie Mercury morreu em 2001, sendo vitima da primeira leva de pessoas que a AIDS levou desse mundo. Nesse dia o mundo chorou a perda de uma grande figura e, com certeza, uma das melhores vozes do Rock. Depois da perda de sua maior estrela a banda praticamente acabou. Sem a figura de Mercury os integrantes restantes ficaram fadados a apresentações especiais e comerciais de televisão. Brian May lançou alguns bons discos na Inglaterra, mas infelizmente eles ficaram restritos ao solo britânico. Tudo isso é uma grande injustiça para com os membros ainda vivos. O Queen não era apenas uma pessoa. Ele era composto por um grande vocalista, um ótimo guitarrista e compositor, e uma cozinha (baixo e bateria) perfeita. Ou seja, a banda era o crime perfeito.
Talvez essa injustiça possa ser reparada agora. O Queen está de volta juntamente com o vocalista Paul Rodgers (Free, Bad Company), onde foram realizadas uma série de apresentações e agora acaba de ser anunciado que eles vão entrar em estúdio para composição de novas músicas. Os mais puristas estão de cabelos em pé, pois defendem que Queen sem Freddy Mercury não é Queen. Não é bem assim.

Acabo de ter em minhas mãos o álbum duplo ao vivo que resultou das apresentações recentes da banda. Return of the Champions é um álbum que emociona do começo ao fim o verdadeiro fã do Queen. Todos os grandes clássicos estão presentes (Radio Ga Ga, I want it all, I want to break free, Love of my life, e outras) interpretados de maneira absolutamente perfeita pela banda. O ponto mais crucial seria a performance do vocalista Paul Rodgers e, como fã, posso dizer que ele é um grande cantor e que em momento algum tenta tomar o lugar de Mercury. Ele usa sua própria técnica para interpretar as músicas e eu encaro tudo isso como uma grande homenagem ao falecido cantor. Prova dessa homenagem é a execução da música Bohemian Rhapsody, clássico máximo da banda e composição de Freddie Mercury, onde a canção é executada com uma gravação de Mercury cantando a música e só ao final Rodgers entra para fazer um dueto. Ninguém se atreveria a cantar Bohemian Rhapsody no lugar de Mercury.
Quanto ao resto da banda ela está soberba. Instrumental de primeira qualidade aliado as modernas técnicas de gravação ao vivo. Todos os álbuns ao vivo do Queen foram gravados antes de 1985 em tecnologia analógica. Esse nos mostra o benefício da era digital. Juntamente a Rodgers se encontram o guitarrista Brian May, que aproveita para cantar em várias músicas mostrando o bom vocalista que sempre foi, e Roger Taylor na bateria, provando que ainda massacra impiedosamente o instrumento como a 20 anos atrás. Por motivos não divulgados o baixista John Deacon não quis participar dessa reunião. Uma pena, pois seu baixo com batidas fortes é um dos melhores do Rock.

O disco possuí 22 músicas e é diversão garantida para os saudosistas dessa grande banda de Rock. Compre e ouça sem preconceitos, pois nesse CD está boa parte da história do Rock Pop das décadas de 70 e 80.
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gostaria de ver voçês no brazil tocando.
para todo publico brazileiros.
ABRAÇO de jorge para BRIAN MAY, JONH DEACOM, ROGER TAYLO