V de Vingança

O resto do filme se desenrola durante esse ano em que as autoridades tentam capturar o terrorista antes da data limite e a crescente popularidade entre a população dos atos de V. O filme é muito bacana e cheio de frases de efeito. É fácil entender porque os meios de comunicação mais conservadores odiaram o filme. Ele exala subversão. Contesta a ordem vigente e prega que o povo é o governante supremo. a frase de maior efeito no filme é que o povo não deve ter medo de seu governo e sim o governo é que deve ter medo de seu povo. Essa é uma verdade que a muito está esquecida em nossa democracia.
Outro grande trunfo do filme é o perfeito trabalho de todo o elenco. Hugo Weaving (o agente Smith de Matrix) demonstra toda sua veia poética durante os discursos de V e que em momento algum retira a máscara e Natalie Portman que está no caminho para se tornar uma das grandes atrizes do cinema. Outros destaques do elenco são John Hurt (o ditador fascista Adan Sutler), Tim Pigott-Smith (o diretor da seção de torturas Creedy) e Stephen Rea (o investigador de polícia Finch, que ao tentar capturar V fica cada vez mais perto de toda a verdade).

Produzido pelos irmãos Wachovski (da trilogia Matrix) e dirigido por James McTeigue, o filme é basicamente uma história de ação com conteúdo político. Em nenhum momento as cenas de luta são cópias de Matrix, embora um pouco do estilo visual tenha sido preservado.
V de Vingança não é um filme para qualquer um. Uns vão odiar. Outros vão amar. Isso vai depender de como você encara o mundo em que vive. Se você acha que está tudo bem com o mundo vai achar o filme exagerado e totalmente esquecível. Mas, se você acha que o mundo anda meio torto e alienante vai achar o filme uma obra prima e um exemplo a seguir. Não o de atos terroristas, mas simplesmente começar a pensar, questionar e mudar.
