Metal com Cérebro?

Por indicação de um amigo acabo de ler a reportagem “Metal com Cérebro” escrita pelo pseudo-jornalista Sérgio Martins para a revista Veja de 4 de outubro de 2006. Na referida matéria são apresentadas bandas de Heavy Metal que estão escrevendo letras com conteúdo, fugindo da já tradicional limitação das letras que o estilo demonstra.

Não tenho palavras para comentar esse texto pois o que ele demonstra é um total desconhecimento sobre o que é Heavy Metal e sobre o público que aprecia esse tipo de música. As bandas citadas como pensantes pelo jornalista são totalmente desconhecidas de minha parte e são apresentadas como salvação da lavoura por fazerem fusão com outros estilos, letras inteligentes e orientações críticas. Ora, isso é o Heavy Metal.

Desde seu início o Metal se mostrou um estilo revolucionário por ser totalmente crítico em relação a sociedade. Várias críticas podem ser encontradas nas letras do Black Sabbath, a primeira banda Heavy da história. Mas, devemos desculpar o jornalista, pois para compreender a sutileza das letras de tal banda é necessário ter mais de 3 neurônios e gostar de rock. Coisa que o senhor Sérgio Martins demonstra não ter.

Alguns podem me acusar de agressão gratuita contra esse indivíduo, mas já faz muito tempo que o referido cidadão vem escrevendo textos totalmente equivocados sobre o Heavy Metal causando a fúria de muitos fãs mais jovens que, provavelmente, já devem tê-lo jurado de morte. Eu geralmente não ligo para isso, pois a grande mídia não entende, nunca entendeu e nem vai entender o Heavy Metal. Tem que conhecer para entender e é mais fácil falar mal do que não se compreende. Mas, quando um grande veículo de comunicação publica um texto onde acusa uma parcela da população de não pensar por causa do tipo de música que ouve, isso é preconceito. Ao que parece a Veja aprendeu bem as lições deixadas por Hitler e seus parceiros.

Se a capacidade de raciocinar de um indivíduo fosse medida pelo estilo musical que ele gosta então o Brasil seria a pior das nações. Afinal de contas, nós temos o pagode, o forró, o funk, o sertanejo meloso. Poderia usar esse blog para falar mal de tudo que eu não gosto diariamente, mas não faço isso, pois respeito é uma coisa básica para se viver em sociedade. Todos somos diferentes e essa é a maravilha de ser humano. Seria muito chato, senhor Sérgio Martins, se todos fossem iguais. Poderia citar para o senhor vários exemplos de superioridade intelectual de várias das bandas que você já malhou, mas para quê? Não vou mudar sua forma pequena de pensar e você não vai conseguir me emburrecer com seus artigos, então estamos empatados. Mas, uma coisa nisso tudo foi boa. De uma vez por todas vou deixar de ler a Veja e isso já é uma vitória.

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