PULSE

Acho que todos os seres humanos desse planeta que gostam de música já devem ter ouvido falar de uma bandinha chamada Pink Floyd, que seja pelo megasuperhiperplatinado álbum The Wall. A banda foi formada em 1964 na Inglaterra e teve por opção investir em uma vertente do rock em que o apelo pop é muito pequeno: o progressivo. Por quatro décadas esses rapazes nos brindaram com álbuns que nos fazem viajar por mundos conscientes e inconscientes e vislumbrar facetas e características da natureza humana. Embora tenham gravado diversos álbuns os mais famosos são, com certeza, os quatro discos conceituais capitaneados pelo principal compositor e baixista da banda Roger Waters: Dark Side of the Moon (1973), Wish You Were Here (1975), Animals (1977) e The Wall (1977), embora eu também incluísse nesse bolo o disco The Final Cut (1983), ultimo trabalho de Waters com a banda onde o baixista expressa sua relação com o próprio pai.
Não sou um grande fã do grupo. Para mim, fã é aquele indivíduo que conhece todo o trabalho da banda e compra os discos. Em minha estante tenho só os principais, que foram citados acima, e alguns discos ao vivo. O rock progressivo é um estilo para poucos por conta de sua proposta única e características específicas. Se o leitor quiser saber um pouco mais sobre esse estilo eu recomendo o blog do meu cumpadre Sarneba. Agora, mesmo que você não seja fã do grupo tem que admitir que os shows perpetrados pelos sujeitos é um primor de qualidade. Uma verdadeira obra de arte que deveria ser apreciada por toda a humanidade.

Nesse momento tenho em minhas mãos o DVD PULSE que é a compilação de 14 shows realizados na Europa durante a divulgação do álbum The Division Bell no distante ano de 2004 (putz, já fazem 12 anos). Infelizmente, a cópia que tenho em mãos é pirata e gravada com uma péssima qualidade de imagem. Sei que as pessoas podem dizer que comprando produtos piratas estou dando apoio ao crime organizado, mas os leitores antigos desse blog sabem o que penso a respeito da pirataria (se você não sabe o que penso a respeito disso pode ler sobre isso aqui, aqui e aqui).

O show começa com Shine on Your Crazy Diamond, a mega musica com quase 15 minutos e prossegue com Learning to Fly e High Hopes. A primeira parte é bem voltada para os últimos discos da banda onde os pormenores técnicos chamam mais a atenção do que a emoção. O local onde o show se realiza é gigante e está completamente lotado, o show de luzes é espetacular e o som é perfeito e cristalino. A banda de apoio que acompanha David Gilmour (guitarra/vocal), Nick Mason (bateria) e Richar Wright (teclado) é muito competente e eu daria um destaque para as três vocalistas femininas que acompanham a banda. A música mais conhecida dessa primeira parte do show é Another Brick in the Wall que, em minha opinião, nunca ficou legal tocada ao vivo.

Na segunda parte do show tudo muda. A técnica continua perfeita, mas a emoção invade o recinto e fico surpreso ao ouvir a execução integral do álbum Dark Side of the Moom. Emocionante é uma palavra que pouco expressa a energia que emana durante as músicas. Nem parece a mesma banda do começo do show. Destaque para The Great Gig in the Sky que chegou a me arrancar lágrimas. O concerto termina com versões matadoras para Wish You Were Here, Confortably Numb e Run Like Hell.

Em resumo o DVD é muito bacana. A segunda parte é bem melhor que a primeira, mas estou inclinado a comprar o original. Como bônus o DVD traz o clip de Learning to Fly.

Se você gosta da banda eu recomendo.

Compre o DVD PULSE

Visite o Site Oficial da Banda

One Response to “PULSE”

  1. [...] A alguns anos Waters já tinha realizado uma releitura do disco The Wall ao vivo além de outros shows baseados quase que inteiramente em músicas do Pink Floyd. Alguns não gostam da roupagem que ele emprega nas músicas, mas temos que lembrar que ele criou esses clássicos e pode, digamos assim, reinterpretá-los. Quem quiser ter uma idéia do que vem por aí é só assistir ao vídeo Pulse, onde o Pink floyd interpreta ao vivo o mesmo disco em sua íntegra, com a vantagem de ter voz de David Gilmour nas composições. [...]

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