O cenário pop mundial está cheio de bandas construídas e que fazem um som comercial, daqueles para vender fácil mesmo. Mas, como música é entretenimento, não podemos colocar essas características como algo pejorativo. Existem muitas bandas atualmente que fazem um som bacana e são voltadas exclusivamente para o lado comercial. O Evanescence é uma dessas bandas. Lançando seu terceiro álbum de estúdio (pouca gente conhece o primeiro, lançado em 2000, chamado Origin), com a missão de vender tanto quanto o álbum anterior, Fallen, que foi responsável pela comercialização de 14 milhões de cópias.
Alguns fatores podem ser levantados para explicar o sucesso da banda: uma vocalista com voz bonita (em estúdio, porque ao vivo ela não tem folego), as músicas foram planejadas para apresentar característica que já estavam fazendo sucesso (como os samples que o Linkin Park já estava usando), uma produção maravilhosa para os video clipes e um marketing agressivo para divulgar o trabalho do grupo. Uma banda planejada por executivos da industria musical para fazer um trabalho que não tinha como dar errado. Foi mais ou menos como o Metallica quando lançou o Black Album.Mas, antes que os fãs da banda me apedrejem em praça pública gostaria de salientar que essa operação de marketing não torna o disco menos agradável de ouvir. Muita coisa em Fallen é legal. Diria que é um disco bacana, fácil de ouvir e assimilar, mas não é nenhuma obra prima.

Esse novo álbum chega na medida para quem gostou do disco anterior. The Open Door tem o mesmo timbre de guitarra, as mesmas batidas eletrônicas, a mesma voz melodiosa e umas letras que dão vontade de se matar de tão tristes. Essa característica do lado gótico da banda está mais evidente nesse novo trabalho. Parece que os membros realmente estão mergulhados na mais profunda depressão e adoram isso. Vai ser um prato cheio para a galera emo que vive tristinha também. A banda vai ser elevada a ícone da turma que gosta de música emotiva. Tente ouvir Snow White Queen, Lacrymosa e The Only One, sem pensar em dar fim na vida que você vai saber do que estou falando. Infelizmente, as mesmas características que podem ser citadas como pontos fortes também são a maior fraqueza do disco, pois as músicas são quase todas iguais e com o mesmo clima, o que torna a audição completa do disco uma tarefa um pouco sacal. É um disco que deve ser ouvido em doses homeopáticas.

Independente da qualidade musical temos que dar o braço a torcer a linda capa do disco, bem ao estilo Heavy Metal épico e, para falar a verdade, comprei mais o disco por conta da ilustração de capa, provando que uma boa produção artística já garante alguns consumidores. De resto é um disco simpático, com alguns momentos muito bons e outros muito chatos. Ainda não assisti nenhum vídeo clipe dessa produção, mas se mantiverem o capricho artístico vai ser outro enorme sucesso.

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