Ghost Rider

Não é segredo que a industria dos quadrinhos movimenta milhões de dólares nos Estados Unidos. Mas, nos últimos anos, as adaptações de heróis dos quadrinhos para as telas do cinema tem rendido Bilhões. Porém, nem tudo são flores no mundo da sétima arte. As adaptações são problemáticas por possuírem um caráter triplo. Primeiramente é preciso agradar aos fãs do personagem, que não exitam em pichar um filme e destruí-lo pela internet quando muitas características são mudadas ou deturpadas (como por exemplo, no Justiceiro). Em segundo lugar é preciso levar em conta as pessoas que nunca leram nada sobre o personagem e vão ao cinema apenas procurando diversão. A terceira característica, e uma das mais importantes, é que deixar um projeto dessa característica nas mãos de roteiristas e diretores que nunca tiveram um contato ou afeição com o personagem pode condenar um projeto milionário ao fracasso (como foi o caso de Batman Eternamente e Batman e Robin).

Quando essas três características são levadas a sério somos brindados com grandes produções como X-Men, Batman Begins e Superman Returns. Curiosamente as melhores adaptações têm vindo de personagens que são considerados de segundo escalão ou cults. Os melhores exemplos são Blade, HellBoy e Sin City. Agora, chegou a vez de mais um personagem secundário mostrar sua força. O Motoqueiro Fantasma (Ghost Rider, 2007) chegou aos cinemas brasileiros na Sexta-Feira e já mostrou a que veio. Provavelmente, esse se trata do filme mais divertido que assisti nos últimos meses.

Na história, Jhonny Blaze (Nicolas Cage) vende sua alma a Mefisto (o Diabo do Universo Marvel) para salvar seu pai do Câncer. Anos depois o demônio cobra sua divida transformando Blaze no Motoqueiro Fantasma, uma entidade sobrenatural que tem por objetivo cobrar os contratos assinados entre Mefisto e os humanos e de quebra punir todos que pratiquem o mal. Porém, a missão de Blaze é mais complicada. Ele deve impedir que o filho de Mefisto, Coração Negro, encontre um antigo contrato de mil almas e se torne mais poderoso que o pai.

O filme é muito bacana e cumpre com maestria a missão de agradar aos fãs dos quadrinhos e aos espectadores que nunca viram nada do personagem. Embora não venha a se tornar um clássico, o filme é diversão e aventura do começo ao fim. Efeitos especiais muito bem construídos, trama enxuta e bem amarrada, trilha sonora muito encaixada e personagens marcantes. Destaque para as interpretações de Nicolas Cage (embora a revista Veja tenha falado mal dele nesse filme), de Sam Elliot no papel do zelador do cemitério e da belíssima Eva Mendes como o interesse romântico de Johnny Blaze.

O único ponto negativo se encontra em um pequeno problema técnico. No Brasil, o personagem foi batizado como Motoqueiro Fantasma. Pelas normas internacionais de marketing o personagem deve ter o mesmo nome em todas as mídias em que aparece. Na história do filme, ficamos sabendo que Johnny não foi o primeiro Ghost Rider (Cavaleiro Fantasma) e que existiram outros que faziam esse trabalho através dos tempos. É muito desconfortável quando aparece um individuo montado a cavalo e sendo chamado na legenda de Motoqueiro Fantasma. Foi por conta desses problemas (e para não ter que pensar diferentes campanhas de marketing em diferentes lugares) que a DC Comics passou a internacionalizar o nome de seus principais personagens. Por isso que no Brasil o Super-Homem agora também é chamado de Superman.

Mas, nem esse pequeno probleminha tira o grande barato que é assistir a esse filme. Indico para os amantes de um bom divertimento.

2 Responses to “Ghost Rider”

  1. Boa, Gilson. Quando apareceu o cara com o cavalo e chamaram ele de Motoqueiro, eu fiquei abismada… Tenho que falar sobre o filme. O Nicolas, basta darem pra ele uum papel que ele se identifique pra ele fazer coisa boa… Abs

  2. Papai, que ama moto, foi ver. Disse que não é grande coisa, não. Não sei se vou conseguir vencer a birra que tenho do N. Cage e ver o filme.

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