Rocky Balboa

Preparem-se. Ele está de volta. O Garanhão Italiano mais uma vez sobe aos ringues para mostrar quem é o melhor dentro do boxe. Quando anunciaram a gravação de mais um exemplar da série Rocky e outro do Rambo, a primeira coisa que veio a mente de todos é que Sylvester Stallone estava acabado como ator e raspando o fundo do tacho de sua carreira. Não demorou muito o próprio Stallone admitiu que estava na lona e que ninguém mais o chamava para fazer um filme. Portanto ele decidiu escrever, produzir e dirigir esses dois filmes que muitos pensavam serem duas bombas.

Abrindo aqui um pequeno parênteses podemos notar a triste situação em que se encontra o cinema de ação norte americano. Os grandes astros da década de 80 nesse segmento estão acabados ou mudaram radicalmente o teor de seus filmes. Jean-Claude Van Damme não faz um filme que presta desde Time Cop. Chuck Norris (o homem, o mito) se aposentou e agora só fala de assuntos religiosos. Steven Seagal só embarca em produções classe Z (como sinto falta de Força em Alerta) e Bruce Willis está envolvido em filmes mais cabeça (mas, vai voltar logo a encarnar mais uma vez o detetive John McCLane). O único que se deu relativamente bem foi Arnold Schwarzenegger que pulou fora do cinema e virou político (não sei se foi uma boa troca). Os melhores exemplos de cinema de ação atual são os dois primeiros episódios da trilogia Bourne, onde Matt Damon é o astro (imagina isso).

Mas, voltando a Rocky Balboa (2006), na história Rocky está aposentado, viúvo e possui um pequeno restaurante. Muitas pessoas freqüentam seu estabelecimento apenas para ouvir as velhas histórias de seus grandes confrontos. Porém, ele não consegue se aproximar de seu filho que se sente subjugado pela sombra do pai famoso. Cansado de levar uma vida suburbana e querendo voltar aos ringues, o único lugar onde se sente verdadeiro, ele é convidado para uma luta exibição contra o atual campeão mundial Mason Dixon (vivido pelo boxeador Antônio Tarver). O resto do filme é a preparação para a luta e o combate.

Esse filme é muito parecido com o primeiro em sua temática. Podemos até dizer que se trata de um drama. Rocky é um homem simples, não muito inteligente, com um grande coração e cuja única habilidade é ser forte e agüentar levar muita pancada. Quando se tira de um homem aquilo que o define como pessoa, não sobra muito. E é isso que é mostrado por esse filme. Um homem a procura de seu propósito. É possível fazer uma comparação interessante entre o que Balboa sente e a atual fase da carreira de Stallone. Os dois estão procurando voltar a fazer aquilo que os definem.

Uma parte interessante do filme é a constatação, por parte do lutador, que sua idade já está atrapalhando seu desempenho. Essa é uma perspectiva que os astros de ação nunca abordam, a não ser o mestre Clint Eastwood, que sempre coloca uma critica a sua idade avançada em seus recentes personagens.

O filme tem a duração de 102 minutos, sendo que a luta dura em torno de 10 minutos. Pode parecer pouca luta para um filme de boxe, mas o importante são os relacionamentos humanos e afetivos envolvidos na história. Enfim, um filme que os fãs de ação não vão gostar muito, mas um prato cheio para os apreciadores de uma boa história e para os fãs do boxeador cinqüentão. Destaque para a interpretação de Stallone (que é um bom ator quando quer), para a bem coreografada luta no final e, claro, para a trilha sonora. A música incidental do personagem deve ser uma das mais conhecidas da história do cinema (principalmente aquela viradinha durante a luta que é para avisar o espectador que Rocky cansou de apanhar e agora ele é que vai dar as cartas). Eu recomendo.

5 Responses to “Rocky Balboa”

  1. Ah, eu sou um fã do Rocky. A nova geração deve odiar, porque não pegaram a fase Rocky quando jovem.. eu adoro!

    E esse filme tá uma beleza! :)
    abraço!

  2. Tenho um amigo que é fã do Rock.
    Eu confesso que assisti a série, mas isso foi há muito tempo.
    De qq forma quem sabe vou conferir.

    abs

  3. Eu assisti pensando em dar boas risadas no cinema mas saí todo arrepiado nos créditos finais (não vou contar pra não estragar a surpresa).

    Pra quem assistiu os outros filmes é recomendadíssmo. :)

  4. hum… vejo ou não vejo?

  5. Quando fiquei sabendo desse filme, juro que pensei que iria ser uma tremenda mer…cadoria… mas, se te levou a escrever esse textão, quem sabe eu não tenha coragem de assistí-lo.
    Abração

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