Manowar - Gods of War

Existem bandas que são amadas por seus fãs justamente por nunca mudarem. Eles passam década fazendo exatamente o mesmo tipo de música e são seguidos por uma legião de pessoas. Longe de parecer falta de imaginação dos referidos músicos isso pode tanto se transformar em um estilo pessoal quanto numa prisão. Sabemos que alguns criam um estilo ao longo da carreira que acaba se transformando em sua marca registrada. Além do mais é o sonho de qualquer músico passar o resto da vida tocando o que gosta e ainda assim receber por isso. Dentro dessa categoria se encaixam bandas como Ramones e AC/DC. No outro lado dessa equação se encontram bandas que até querem mudar, mas se encontram amarradas pelo o que seus fãs esperam encontrar em seus discos. Alguns dizem que os seguidores do Heavy Metal são os indivíduos mais preconceituosos do mundo, mas, convenhamos, se estou pagando por um disco espero encontrar o que gosto e tenho todo o direito de criticar se não gostei. Porém, em vez de agredir a banda em Fóruns pela net, é só não ouvir mais a música do conjunto. Muito simples. Dentro dessa categoria podemos citar o Iron Maiden.
Quem acompanha esse blog há algum tempo sabe que sou fã inveterado da banda de Heavy Metal Manowar. Aliás, gosto de todas as bandas que usem com competência o Heavy Metal misturado com o estilo épico, que é marca registrada do Manowar. Melodias simples, guitarra suja, intervenções clássicas e letras recheadas de batalhas, honra, lealdade e sangue. É o tipo da música que faz você ter vontade de pegar sua espada (vocês não tem uma??) e enveredar por alguma batalha em nome da verdade e justiça (sei que parece meio piegas). Nesse contexto tenho em minhas mãos Gods of War, o novo CD dessa banda que tanto gosto e me vejo diante do impasse mostrado no primeiro parágrafo desse texto. A banda está diferente.

Mas, somente meio diferente. Desde seu primeiro álbum (Battle Hymns) em 1982 a banda mudou pouco e faz exatamente o mesmo tipo de música. E por esse motivo é adorada e seguida por milhares de fãs fanáticos. Porém esse novo disco apresenta características que me desagradaram profundamente. Com 73 minutos de duração o disco apresenta várias faixas narradas e outras apenas como introduções de outras faixas. A primeira música do disco, Overture to the Hynm of the Immortal Warriors, é um tipo de introdução com mais de seis minutos. E a segunda música, The Ascencion, também é uma introdução. A pancadaria só começa na terceira música, King of Kings, depois de 10 minutos de sonífera enrolação. Tirando toda a lingüiça do disco sobram 45 minutos de música. Se fosse somente isso seria o melhor disco da banda. Porém, mesmo dentro dessas faixas existem momentos constrangedores. A música Sons of Odin seria a melhor música do álbum se não fosse os dois minutos finais onde comparece uma narração completamente broxante. No outro extremo temos a faixa Glory Magesty Unity como sendo a coisa mais bizarra que a banda já executou.
Em entrevistas Eric Adams (vocal), Joey DeMaio (baixo), Karl Logan (guitarra) e Scott Columbus (bateria) declararam que esse álbum é algo que nunca tinham feito e que ele representa um passo a frente em sua carreira. Infelizmente, quem vai gostar mais desse disco são pessoas que sofrem de insônia. É fácil dormir em algumas partes.
Ainda não vi nenhuma crítica desse disco em sites ou revistas nacionais, talvez por não ter sido lançado por aqui ainda, mas é fácil achá-lo na Amazon por um preço muito bom e com um DVD de bônus ou pela pré-venda da versão importada pelo submarino. Não existe previsão para lançamento no Brasil.

Sei que muito fãs mais fanáticos vão achar maravilhoso, mas temos que ter um pouco de senso crítico também. O disco peca em vários pontos, principalmente por conta do estilo que representa. Quando compramos um disco do Manowar queremos ouvir músicas do Manowar, que não é encontrada em boa parte dessa obra.
Para quem não sabe o que representa o estilo épico dentro do Heavy Metal dêem uma conferida nessa sátira feita pelo site whiplash.
Não sou muito fã do Manowar (pra falar a verdade não conheço muito bem), mas descobri uma banda que achei muito boa: Amon Amarth (Suécia). É uma mistura de Metal Épico Nórdico com Death Metal Melódico, ou seja, vocal podreira e louvores a Odin. O som é bem executado e vem crescendo em popularidade.
Tu acredita que eu nunca ouvi Manowar? Sempre imaginei que fosse um Kiss piorado. Mas depois desse post vou
baixarprocurar ouvir …Cara, valeu pela informação - e pelo toque da mudança. Gosto bastante de Manowar mas acompanho tão pouco ultimamente que nem sabia desse cd novo. Abraços
Estamos refens de pessoas sem esperança…
Você quer saber o signo da palavra KISS… 081 30841500…
Há uma música sobresalente e, precisamos dela… é mais que uma música é um conseto!
SHALLOM A TODOS!