Todo fotógrafo mais experiente sabe que as câmeras digitais fabricadas pela Sony são bonitas e caras, mas não demonstram grande qualidade. As imagens apresentam muito ruído, aberrações cromáticas e tonalidades lavadas. Também por aqui eu reprovei os equipamentos várias vezes, mas não sou daqueles que fala sobre o que não conhece. Tive algumas câmeras da Sony no inicio da invasão digital. Já tive uma Mavica FD 71 (que trabalhava com disquetes) e uma Cybershot P-71. Fora isso, tive contatos com vários modelos da linha Cybershot e mais profundamente com a H1 e H5 Nenhuma delas me agradou. Não que o equipamento seja uma total porcaria, mas eles custam muito caro pelo que oferecem. Uma vez eu vi um fotógrafo comparando que é a mesma coisa que pagar R$ 200.000,00 em um Vectra. Ele é um bom carro, mas com essa grana é possível comprar algo bem melhor. Porém, a empresa sabe fazer coisas de qualidade quando se esforça. O exemplo é a DSC V3, um equipamento robusto e de grande qualidade de imagem, mas que custava os olhos da cara na época em que foi lançada (agosto de 2004). Hoje dá para achar usada por R$ 1.700,00.

Esse fim de semana fui fazer um book em um parque ecológico aqui da cidade. A modelo, ao contrário do que estou acostumado, era uma mulher mais velha, mais madura, na casa dos 40 anos. Mas, a idade em nada abala sua jovialidade e vaidade. Para falar a verdade foi uma das melhores experiências que tive dentro da fotografia. Ela levou uma amiga junto que tinha uma Mavica CD 500. Para quem nunca viu, ela é sucessora das antigas Mavicas de disquete, só que esse equipamento grava direto em pequenos cds. Embora já tenha visto em propagandas, nunca tinha manuseado uma câmera dessas. E gostei do que vi.

A câmera é grande e com uma ótima pegada. O sensor é um dos maiores entre as compactas (1/1,8”) e as lentes são de boa qualidade. Vários recursos podem ser comparados com os de câmeras profissionais, inclusive uma sapata para flash externo dedicado e um modo manual completo. Como a câmera é meio antiga (fevereiro de 2003) a sensibilidade ISO vai só de 100 a 400 e mesmo assim deve apresentar algum ruído. A lente é uma Carl Zeiss Vario Sonnar 34-102mm (3x de zoom ótico) f/2,0-2,5. O obturador tem uma incrível velocidade (para a época) de 8s a 1/1000s. Outra característica interessante é a possibilidade de produzir imagens na proporção 3:2 que deixa a foto com a mesma proporção das imagens produzidas pelo filme 35mm. Gostei bastante da câmera, inclusive de sua qualidade de imagem.

Mas, como nem tudo são flores, a câmera tem um grave problema. O sistema de gravação em CD é muito lento. Tanto para gravar as imagens quanto para reproduzir no LCD de 2,5 polegadas. Ela demora uma eternidade para ligar, pois tem que fazer a leitura da mídia que está inserida. Foi por conta desses inconvenientes que essa tecnologia foi abandonada pela Sony e só é utilizada em algumas filmadoras, que apresentam o mesmo problema.

Dando uma rápida pesquisada pelo Mercado Livre encontrei uma usada que parece bem conservada. Infelizmente o preço ainda é meio salgado (R$ 1530,00). Com essa quantia daria para comprar uma Fuji Finepix S5200 (5 megapíxels) nova. Mas, quem sabe a Sony um dia aprende.