Em um passe de mágica

Filmes sobre mágicos não chegam a ser uma categoria dentro do cinema americano. Poucas produções alcançaram sucesso. E poucas conseguiram ser apreciadas pelo público da mesma maneira que nossos sentimentos mais primitivos se sentem fascinados perante uma apresentação de ilusionismo. Talvez, parte da decepção com esse tipo de produção seja que, quase sempre, os truques e mágicas são explicados durante o filme, tirando um pouco da graça de todo o espetáculo.
No ano passado, duas produções sobre mágicos chegaram, quase que simultaneamente, aos cinemas. Nenhuma das duas chegou a causar grande impacto na mídia ou no público, mas as duas são na verdade dois suspenses muito bons, com finais ao melhor estilo de O Sexto Sentido. Outro ponto em comum entre as duas produções é a quantidade de astros envolvidos em sua execução.
O Ilusionista (The Illusionist, 2006), conta a história do mágico Eisenheim, que foge de Viena ainda jovem por conta de um romance proibido com a Duquesa Sophie. Depois de 10 anos de andanças pelo mundo ele retorna a sua terra como um famoso Ilusionista. O filme não é perfeito, pois em alguns momentos o andamento da história é muito lento, quase parando. Esse é um dos filmes em que o trailer bem editado nos faz pensar que o filme tem muito mais ação do que realmente possuí. Mas, a história se segura nas marcantes interpretações do elenco e no clima de mistério que é mantido até o fim da história.

Destaque para as intensas interpretações de Edward Norton, como o ilusionista Eisenheim (e que em breve vai encarnar o Incrível Hulk no segundo filme da série), Jéssica Biel, no papel da Duquesa Sophie, Paul Giamatti, como o inspetor de polícia Uhl, e Rufus Sewell, com sua habitual cara de vilão psicopata no papel do Príncipe Leopold.

O único porém desse filme é que ele não deve ser assistido em sua versão dublada, visto que o trabalho feito pela equipe de dubladores se aproxima do horrível.
O Grande Truque (The Prestige, 2006), traz a história de dois mágicos que levam a rivalidade até as vias do assassinato. Robert Angier (Hugh Jackman) e Alfred Borden (Christian Bale) são dois mágicos iniciantes que são amigos até que um acidente em uma apresentação os transforma em rivais e inimigos mortais. Quando Alfred começa a apresentar um truque revolucionário, Robert se torna obcecado em descobrir como ele é feito.

A narrativa do filme não é linear, pois alterna momentos no passado e no presente. A história é contada, em grande parte, pelos diários dos dois mágicos, que são lidos por seus rivais em momentos distintos da história. Pode parecer complicado, mas em alguns minutos o espectador já se acostuma com a linha narrativa. Embora seja uma história onde não existam heróis é possível desenvolver uma certa empatia pelo personagem de Christian Bale. O final do filme é realmente surpreendente, fazendo com que várias passagens da história passem a ter um novo significado. Um filme para se ver mais de uma vez.

Completam o elenco o sempre talentoso Michael Cane, no papel do inventor de truques Cutter e Scarlett Johansson, como a assistente de palco Olívia Wenscombe, mostrando mais uma vez que é mais bonita do que realmente talentosa.
Eu recomendo as duas produções. É um par de filmes bacanas para se passar o fim de semana.
Pra mim, O Grande Truque é disparado o melhor filme de 2006 e um dos meus filmes preferidos. Os irmãos Nolan (mesmos diretor/roteirista e Aminésia e Batman Begins) nunca me decepcionam.
Vai ver que por esperar um novo grande truque, me decepcionei muito com O Ilusionista à ponto de acha-lo muito ruim, lento e tedioso.
Recomendo assistir na versão inversa da minha hehehe.
Nem vou comentar muito sobre os filmes, mas quero comentar a respeito do wolverine… tá loco, esse moço está em tudo quanto é filme! Ele é tão bom assim?
Comecei a assistir scoop, em que ele faz o papel de um almofadinha… ele tá convencendo mesmo não sendo o perfil de personagens dele.
Abração