Heroes - Uma análise - Part I

ATENÇÃO. COMO ESSE POST FICOU ENORME ELE SERÁ DIVIDIDO EM TRÊS PARTES QUE SERÃO PUBLICADAS DIARIAMENTE

Acabei de assistir em uma pancada só os 23 episódios da primeira temporada de Heroes. Claro que foram todos na emissora P2P, e todos por conta do trabalho de meu amigo Kadu, o mago da rede pirata, hehe. Acho que todos que gostam minimamente de televisão já devem ter ouvido falar da série. Na história, um bando de pessoas comuns e aparentemente sem nenhuma ligação começam a desenvolver habilidades superhumanas que podem ser o próximo degrau na escala da evolução. Dentro da trama temos pessoas que querem usar esses dons para fins particulares e um geneticista que tenta encontrar essas pessoas para ajudá-las a controlar os seus dons. Permeando essa história temos um vilão super poderoso e cruel, uma conspiração política e um futuro incerto para a cidade de Nova Iorque.

Algo nessa história soa familiar??? Embora Tim Kring, criador da série, já tenha declarado em entrevistas que nunca leu uma história em quadrinhos, é muito difícil não comparar a saga com os X-Men, personagens de histórias em quadrinhos criados por Stan Lee e Jack Kirby em 1963 para a Editora Marvel. Em 1963 estava muito complicado criar novos super-heróis. A maioria dos poderes já existia e todos os acidentes possíveis que justificassem esses poderes já tinham sido usados. Foi nesse ponto que Lee e Kirby se perguntaram: e se os personagens já nascessem com seus poderes? E se eles fossem resultado de uma mutação genética? Estava criado o início do universo mutante que transformaria totalmente a indústria dos quadrinhos.

Querendo ou não, foi nessa fonte que Kring bebeu. Seus personagens são mutantes como os da Marvel e em determinado momento decidem se vão usar esse dom para o bem coletivo ou para interesses particulares. Mas, não existe aquela crítica social dos quadrinhos sobre o preconceito. Tudo é bem mais light na televisão. Mas, não podemos afirmar em momento nenhum que a série é ruim. Mesmo faltando originalidade no enredo (vamos falar disso logo) e de os personagens serem colagens do Universo dos quadrinhos, a série é muito bacana e trás comédia, ação, intrigas e reviravoltas na medida certa. Os fãs de quadrinho se divertem até mais do que os espectadores comuns, pois podem identificar as características de seus personagens favoritos na trama. Vamos ver o que é o universo de Heroes.

Continua…

2 Responses to “Heroes - Uma análise - Part I”

  1. é… não rolou preconceito ainda pois não deu muito tempo… a primatech paper tem feito um bom trabalho :)
    tenho certeza que muitas pessoas em um futuro não muito distante vão reagir assim como o irmão da claire quando ficou sabendo que a irmã era uma espécie de wolverine…

  2. Li suas observações de trás pra frente, e como não tenho conhecimento prévio dos gibis, achei bacana (apesar de Heroes ser sim uma cópia descarada dos dramas humanos vividos pelos mutantes do X-Men) e também fiquei com um gostinho de “fizeram esse último episódio nas coxas”. Vamos aguardar a segunda temporada e a tal seriezinha Heroes:Origins, onde seis novos anormais vão ser apresentados (e votados pelo público). Abração!

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