Heroes - Uma análise - Part II

Atenção. Se você ainda não assistiu a série e quer manter a surpresa dos fatos pare de ler agora.

A história

“Save the cheerleader, save the world”

Com essa frase, Hiro Nakamura mosta a Peter Petrelli que existem muitas variáveis na história e que poucas são conhecidas.

O enredo da série se divide em duas partes. A primeira serve para apresentar os personagens e os poderes que eles estão manifestando. Partes da trama também são apresentadas e sabemos de antemão que uma bomba nuclear vai explodir no centro de Nova Iorque um dia depois das eleições para o senado americano. Alguns personagens estão cientes desse futuro sombrio e cabe a eles convencer os prováveis aliados da veracidade da informação. Também conhecemos o vilão da história, Sylar, um metahumano parasita que drena os poderes de outros indivíduos. Na segunda parte, todos os personagens já estão familiarizados com seus poderes e vemos todos caminhando para um ponto comum no desfecho da história. Nesse momento ficamos sabendo que Sylar não é o pior indivíduo envolvido na trama (diria até que ele é uma vítima da forma como foi criado) e que uma conspiração secreta tenta manipular os personagens para que a bomba realmente exploda.

A história é muito boa, embora reúna quesitos de várias outras sagas da ficção científica e dos quadrinhos. A parte em que personagens do futuro tentam mudar a linha do tempo impedindo a tragédia e um destino sombrio para os metahumanos nos lembra muito sagas como Dias de um Futuro Esquecido e A Era do Apocalipse (ambos dos X-men), a vontade de Sylar em querer eliminar todos de sua espécie nos trás a mente o argumento de “só pode haver um” de Highlander, e todas as conspirações e tramas secundárias nos levam imediatamente a Arquivo X. Também é possível encontrar várias “homenagens” a Watchmen, aclamada história em quadrinhos de Alan Moore, e a história de Corpo Fechado, filme subestimado de M. Night Shyamalan.

Embora tenha se desenvolvido de uma maneira totalmente linear a série desapontou no último episódio. Nesse ponto todos já sabiam da conspiração para que a devastação nuclear se concretizasse e que a bomba seria, na realidade, um dos heróis ( na minissérie Reino do Amanhã, um dos personagens também causa uma catástrofe nuclear ao explodir). Todos estavam presentes no momento culminante e uma batalha entre Peter e Sylar (os dois mais poderosos) deveria ser o clímax do episódio. Mas, em uma decisão errônea dos roteiristas, foi jogado um pouco de água fria sobre a trama e tudo foi focado em um final meio água com açúcar. Dois personagens aparentemente morrem, mas, no melhor estilo história em quadrinhos, eles devem ressurgir das cinzas, visto que os atores já assinaram o contrato para a segunda temporada.

Mas, mesmo tendo um enredo que parece uma colcha de retalhos de histórias que já foram escritas, o forte da série são os seus personagens, que também não podem ser encarados como um primor de originalidade em sua concepção. Vamos ver um pouco dos poderes de cada um e sua provável origem nos quadrinhos.

Continua…

One Response to “Heroes - Uma análise - Part II”

  1. Sabe que eu vejo Heroes. Tenho um fornecedor que me manda episódios direto da 25 de março. Mas sabe, a Nikki, ser´[a que ela será uma heroína ou será da turma do Sylar?

    Abs

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