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Estava andando pela rua ontem quando passei em frente a uma locadora que estava fazendo um saldão de suas antigas fitas de vídeo. Qualquer uma estava saindo pelo preço de R$ 1,99. Com o aparecimento do DVD, e a sua eminente substituição pelo Blue-Ray, ninguém mais quer as antigas fitas de VHS. Bem, quase ninguém. Para um saudosista como eu esse tipo de promoção é uma verdadeira viagem ao passado e nos damos conta que nem tudo que existe de bacana dentro do mundo do cinema e televisão foi relançado em DVD (pelo menos nesse país esquecido por Deus). Nessa banca encontrei o episódio piloto (lembram daquela propaganda da Globo quando lançava uma série nova: “O longa que deu origem a série”), de Quantum Leap, que foi batizada no Brasil de Contra-Tempos.

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Na série, o Dr. Sam Beckett (Scott Bakula), inventa uma máquina do tempo que usa um salto quântico para projetar o viajante do tempo dentro do espaço de sua própria existência. Ou seja, o espaço de tempo em que Beckett poderia viajar era apenas da data de seu nascimento até o presente. Forçado a provar sua teoria ou perder as verbas do exército para o projeto, o lider do projeto entra no acelerador quântico ainda não testado. Mas, algo sai errado e apenas a consciência de Beckett viaja no tempo ocupando o corpo de outra pessoa, enquanto a consciência de seu hospedeiro fica em seu corpo no futuro. Nesse longa metragem ele acorda sem memória no corpo de um piloto de testes da força aérea americana na década de 1950. Ele não se lembra quem é e nem o que está fazendo. Sua única certeza é que ele não é a pessoa que vê no espelho.

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Com o passar do tempo ele vai se lembrando de algumas coisas com a ajuda de Albert (Dean Stockwell), um dos participantes do projeto que tem sua imagem projetada no passado na forma de um holograma para tentar reverter a situação. O problema é que Beckett é o principal cientista do projeto e ele se encontra sem memória, deixando todos meio sem saber o que fazer. A teoria criada é que ele tinha chegado a um momento decisivo do continuum temporal, um nó na cronologia temporal que o fez estacionar naquela época durante a viagem. Um grande acidente estava por acontecer e se ele conseguisse evitar os fatos catastróficos eliminando o nó temporal ele poderia continuar a viagem e, quem sabe voltar para casa.

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A série foi ao ar pela NBC entre março de 1989 e maio de 1993 com um total de 95 episódios. Toda semana o Dr. Sam Backett estava no corpo de uma pessoa diferente tentando resolver um novo problema e evitar uma nova catástrofe. As partes mais engraçadas dos episódios são os momentos de adaptação ao novo corpo, sendo que os melhores episódios são quando ele aparece no corpo de uma mulher. Outro momento muito interessante foi um episódio de Halloween onde Beckett enfrentou o próprio demônio, que estava irritado pelo fato de ele viajar pelo tempo evitando as tragédias que ele semeava. Nesse episódio ele convive com um jovem Stephen King, e lhe dá varias dicas de argumentos como de Christine e Carrie.

Infelizmente, a série perdeu o fôlego em suas duas últimas temporadas e o final da quinta temporada não resolveu a situação do viajante do tempo deixando-o perdido e sem a ajuda de seu amigo Albert. Estava planejado para encerrar a saga outro longa metragem que nunca saiu do papel. No Brasil a série foi exibida pelo canal Sony e teve as três primeiras (e melhores) temporadas reprisadas exaustivamente pela Record. Nos Estados Unidos existem caixas com DVDs de todas as temporadas. Por aqui ainda estamos na esperança. Quem sabe um dia.

Veja a abertura oficial da série.

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