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Amanhã, sexta-feira 13 (uia!!) é comemorado Dia Mundial do Rock. Milhares de pessoas ao redor do mundo se juntam para celebrar essa data e reverenciar seus maiores ídolos. Aqui em minha cidade a galera se reúne para doar sangue (aliás, recomendo a todos essa caridade, pois os estoques em São Paulo estão no fundo do poço) e depois sempre acontece algum evento com as bandas locais. Independente de ser ou não o dia do rock, para mim é indiferente, pois o estilo faz parte de todos os meus dias. Porém, inspirado pela data, resolvi fazer um pequeno especial aqui no blog. Até domingo vou colocar textos e resenhas de cds que acabaram de chegar em minhas mãos (acho que estou ficando bom nisso), vou falar de bandas novas e algumas veteranas e o último texto do especial vai ser as minhas impressões sobre o novo e aguardado álbum do Nightwish, A Dark Passion Pray (consegui uma versão promo da bolachinha).

Para começar esse dia resolvi voltar a raiz do que significa o nome rock and roll. Quando surgiram os primeiros negros americanos misturando o blues com o country e dando origem a uma música que fazia o corpo dançar, os negros chamaram esse estilo de Rock And Roll, que era uma gíria naquela época para o sexo. Ou seja, a música dava vontade de se mexer e era tão bacana quanto o sexo. Então, veja abaixo os 5 álbuns que me dão vontade de levantar e sair batendo a cabeça pela casa.

rockettorussia.jpg Ramones – Rocket to Russia (1977) – lançado no ano em que nasci (caraca, to ficando velho) esse disco é fenomenal. Ainda demonstrando o que seria o movimento punk naquela época, o quase desconhecido Ramones fazia uma música rápida, crua, mas com muita energia e melodia. Os caras praticamente não sabiam tocar, mas se tornaram ícones de uma época. Uma lição de moral para a garotada que passa anos em conservatórios e não conseguem fazer uma música que preste. Todas as músicas são clássicos e desafio qualquer um a ficar parado ouvindo Rockaway Beach, Teenage Lobotomy, Sheena Is a Punk Rocker ou a mega insana versão para Surfin’ Bird.

metallica_-_kill_em_all.jpgMetallica – Kill’ Em All (1983) – Disco de estréia dessa banda que lançou três álbuns fenomenais, dois discos mais ou menos e depois não fez mais nada que valesse a pena. Mas, no começo eles tinham energia e as músicas demonstravam garra e violência. Era o começo do Thrash Metal nos Estados Unidos e a ordem era ser violento. Claro que grande parte dessa energia se devia a juventude dos integrantes e a participação de Dave Mustaine (esse sim, mestre da violência e das letras ácidas). O disco é tosco e provavelmente gravado com poucos recursos, mas as músicas são incríveis, daquelas que fazem o pescoço doer de tanto balançar a cabeça. Destaques para The Four Horsemen, Motorbreath, Whiplash e a destruidora Seek & Destroy que da vontade de quebrar a casa inteira com o poder do refrão.

616px-acdc_let_there_be_rock.jpgAC/DC – Let There Be Rock (1977) – Mais um álbum com 30 anos de estrada. A galera do AC/DC veio da Austrália para conquistar o mundo. Os caras fazem um rock voltado para o blues e com guitarras afiadíssimas. Vários álbuns poderiam ser citados aqui, mas escolhi esse por dois motivos. O primeiro é que ele ainda tem nos vocais o grande vocalista Bon Scott (que veio a falecer em fevereiro de 1980) e segundo por ter a música mais fodastica da banda, Whole Lotta Rosie, que conta uma experiência sexual do vocalista com uma mulher obesa. Porém os álbum tem vários outros destaques como Let There Be Rock, Hell Ain’t a Bad Place to Be e Go Down.

bon_jovi_cross_road.jpgBon Jovi – Cross Road (1994) – Tudo bem, essa é uma coletânea, mas poucos vão poder discordar do poder das músicas contidas nesse disco. O Bon Jovi pode ser encarado nessa lista como o representante de uma época. Existiram centenas de bandas que fizeram um rock arena competente no final da década de 80 e começo da de 90, mas o Bon Jovi se destacou por ser muito bom. Foi a junção de um frontman carismático, porém limitado, com um guitarrista competente e com rock correndo nas veias. A banda era uma engrenagem que funcionava bem junta e horrível quando seus membros partiam para discos solos. Destaque para as inesquecíveis Livin’ on a Prayer, Lay Your Hands on Me, Bad Medicine e a lenta, porém cativante, Bed of Roses.

602px-blind_guardian_tales.jpgBlind Guardian – Tales from the Twilight World (1990) – Quem ouvir um disco atual do Blind Guardian e depois ouvir esse, vai falar que é uma banda diferente. Aqui a coisa era mais bruta e rápida, sendo que as intervenções clássicas eram apenas sutis e um ouvinte menos atento nem ia notá-las. Mas, pertence a esse álbum algumas das músicas mais bacanas desse grupo de alemães. Assim que o disco começa a rolar no aparelho de som você já senti a força das canções, típicas para fazer a galera pular em execuções ao vivo. Esse disco desperta em mim o Air Guitar adormecido. Destaque para as megafodasticas Welcome to Dying, Goodbye My Friend, Tommyknockers e a incrivel The Last Candle.

Existem muitos outros, mas esses representam bem um pouco de tudo que gosto. Agora, com licença que vou ouvir um pouco de Ramones.

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