
Especial Dia Mundial do Rock
Sempre gostei de escrever resenhas de CDs. Sempre achei bacana a forma de escrever dos redatores da Rock Brigade, principalmente o Ricardo Franzin. Mas, uma coisa é importante dentro desse ramo. O lado do fã nunca pode nublar o pensamento para a análise de um novo trabalho. Isso aconteceu comigo em relação ao novo disco de Michael Kiske. Quando ele foi lançado a minha expectativa é que fosse a redenção desse artista depois de sua maravilhosa participação no projeto Place Vendome. Mas, o disco não pode nem de perto ser classificado como Rock e isso causou minha ira ao declarar que o disco não prestava. Algum tempo depois e com a mente aberta me propus a escutar a bolachinha de maneira imparcial e sem nenhuma expectativa.
Para quem não conhece esse moço, Michael Kiske se tornou mundialmente famoso como vocalista da banda Helloween durante a década de 80. E isso não é pouco, pois esse bando de alemães malucos, que ainda tinha nas guitarras o semi-deus Kai Hansen, foi responsável por criar isso que hoje chamamos de Heavy Metal Melódico (vide artigo abaixo). Artista de extremo talento e de um vocal marcante, Kiske meio que se perdeu depois de sair do Helloween, renegou o Heavy Metal, se juntou a uma seita religiosa prá lá de estranha e lançou vários discos com direcionamentos estranhos. Porém, as maiores repercussões artísticas que ele teve foram em participações especiais em discos de Heavy Metal de outras bandas, como o projeto Avantasia. Ano passado ele participou como vocalista convidado da banda Place Vendome com integrantes do Pink Cream 69. O disco foi um enorme sucesso e trazia o cantor em sua melhor forma em muitos anos executando um cativante Hard Rock com pitadas de pop.
Logo após o término desse projeto Kiske se trancou no estúdio e declarou que ia gravar sua ultima tentativa de ser relevante no mundo da música. Se não desse certo, pelo menos iria se despedir com grande estilo. Toda essa ralação acabou se materializando no disco intitulado Kiske. Como já disse, a primeira audição desse disco foi traumática para mim. Estava animado com o projeto Place Vendome e não estava preparado para o que estava nesse disco. Encostei ele na estante e só agora voltei a ouvi-lo. O disco não é Metal. Nem Rock. São músicas em formato acústico com discretas participações de guitarras em algumas músicas. O que temos é um violão, um baixo e uma bateria, além de participações esporádicas de outros instrumentos mais clássicos como violinos. O vocalista apresenta uma performance tranqüila, com a voz bem suave. Nada de gritos ou passadas mais violentas. O típico disco pop e calmo para se ouvir com a namorada em uma tarde fria (já usei ele para um ensaio fotográfico, mas isso é outra história). Mas, a pergunta principal é a seguinte: o disco é bom???? Sim meus amigos, o disco é muito bom.
As músicas são bem construídas e passam sentimento. Pode parecer estranho para um cara com o histórico dele, mas acho que Michael finalmente achou sua praia. Acho que a única dificuldade vai ser formar um grupo sólido de fãs em relação a seu novo direcionamento musical. É notório que todo fã de Metal é radical. Alguns vão aceitar e continuar acompanhando o cantor, mas outros vão desprezar o novo direcionamento. Sobra para ele tentar arrebanhar novos fãs que não sejam necessariamente oriundos do Heavy Metal.
Dentro do álbum fica díficil destacar alguma canção, pois todas mantém o mesmo nível de qualidade, mas tenho uma certa simpatia por Hearts Are Free, com sua ótima batida e refrão cativante, The King Of It All, bela linha vocal, e Knew I Would, com a batida mais rock do disco. Também merece destaque a bela capa do disco e qualidade da produção. Espero que esse novo projeto de frutos para o vocalista e que sejamos brindados com mais discos dessa qualidade.
Gilson, o meu problema foi ter visto o filme de maior orçamento primeiro, que é fantástico. Eu achei os lobisomens muito parecidos com bichos de pelúcia. Eu ainda não vi Amaldiçoados, do Wes Craven, mas filme de Lobisomem bom é o Um lobisomem americano em Londres. Tinha uns flashs dele no hospital com aquela cara hor´ripilante fenomenais. Eu vi A profecia original esses dias. Os filmes antigos são excelentes… Abs
Gostei do projeto “Place…” e acho que gente ,como nós que “já não cozinham na primeira fervura” entendem que alguns ídolos do Metal tem certas limitações técnicas que os fazem buscar,com absoluta justiça,novos horizontes.Alguns,como Halford,cometem equívocos absurdos(vide Fight),outros não.
Acho que,fora as declarações dispensáveis sobre seus -ex-companheiros e ex-banda,Kiske está certo em tentar algo que o distancie do passado,principalmente se ele percebe que não poderá oferecer aos antigos fãs o mesmo potencial explosivo que oferecia antes.E,se o talento ainda está lá,porque não aproveitá-lo com aslimitações(repito) que o tempo lhe impôs?
Vou buscar mais informações deste disco!
Ah,e valeu pela dica do “Place…”