A maioria das pessoas não gostam de cemitérios. Acham um lugar triste e mórbido, visitado apenas no dia obrigatório de Finados. Eu não ligo muito para isso, para mim é um lugar comum. Para falar a verdade até gosto da calma e da tranqüilidade desse tipo de estabelecimento. É um ótimo lugar para pensar e, por que não, fotografar. Talvez tanta insensibilidade se deva ao meu lado Dexter, mas até agora não estou pensando em matar ninguém. No mês passado tive a oportunidade de fotografar dois cemitérios diferentes.

O primeiro foi o Cemitério Japonês do município de Álvares Machado durante a festa conhecida como Shokonsai. Para melhor saber o que é isso é só dar uma olhadinha do texto abaixo:

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Segundo Alberto Yukio Nakada, integrante da Colônia Japonesa de Álvares Machado, SHOKONSAI significa convite às almas e que vem sendo realizado há 86 anos no Cemitério Japonês de Álvares Machado, alias único cemitério japonês fora do Japão, onde se encontra sepultados 784 pessoas entre japoneses e descendentes e também um único brasileiro por nome de Manoel, que morreu defendendo uma família japonesa.

Alberto lembra que o primeiro SHOKONSAI foi realizado em 15 de Julho de 1.920 e atualmente acontece em todo segundo domingo de Julho Yukio Nakada lembra ainda que o cemitério japonês (ohaka) é tombado pelo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turismo do Estado de São Paulo) e é o verdadeiro símbolo do espírito desbravador e destemido dos pioneiros nipônicos, que atravessando oceanos, vieram do outro lado da terra em busca de esperança de dias melhores, mas foram vencidos pelas condições adversas de clima, alimentação e das doenças tropicais e aqui deixaram suas vidas, mas não em vão, pois plantaram para eternidade o exemplo de coragem, honestidade, sabedoria e disposição para o trabalho.
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Fonte: Sinomar Calmona

Interessante ver que os japoneses comemoram o seu dia de finados de forma tão diferente. No local muita festa, comidas e danças típicas. Para esse evento, que é uma atração turística no local, organizamos uma saída fotográfica do Fotoclube Massuo Aoki. Varios membros participaram, mas pudemos ficar apenas na parte da manhã. Perdemos algumas das atividades e a cerimônia das velas, que é quando uma vela é acesa em cada túmulo ao final da tarde. Ano que vem me organizo melhor e fico o dia inteiro.

O segundo cemitério visitado esse mês foi o velho São João Batista. Já havia feito algumas fotos no local junto com o Fotoclube, mas dessa vez fui convidado por meu amigo misantropo Kadu a retornar ao local para fazer novas fotos. Se você é uma pessoa que leva a fotografia como hobby a sério, sempre volte aos locais que mais gostou de fotografar. As imagens sempre serão melhores e mais detalhadas. Isso aconteceu nesse segundo passeio e creio que deva acontecer em um terceiro, de preferência em um dia nublado, por conta da luz, ou pela manhã, visto que nas duas ocasiões fomos na parte da tarde.

Para dar uma olhada nas fotos geradas desses passeios é só visitar os links abaixo.

Para ver as fotos dos outros membros do Fotoclube é só visitar o post sobre o evento no blog do grupo.

Equipamento usado: EOS Elan 7, Filme Kodak ProImage ISO 100 e 200, Objetiva Canon 28-90 mm f/3,5-4,5 e 70-300mm f/4,5-6,2, Flash Canon SpeedLight 540Ez. Todos os negativos foram revelados e escaneados em um minilab Noritsu em definição de 3088×2048 píxels.