Nightwish - Dark Passion Play

Finalmente Dark Passion Play, novo disco do Nightwish, está chegando às lojas. O lançamento oficial está programado para o dia 28 de setembro, mas várias músicas podem ser encontradas na net e o disco completo, em sua versão promo, também pode ser encontrado com um pouco de paciência. Esse, com certeza, é o lançamento mais esperado dentro do mundo metálico, por conta de toda a polêmica criada com a dispensa da antiga vocalista Tarja Turunen e toda a expectativa criada com a escolha da nova vocalista que só acabou com o anuncio do nome de Anette Olzon.
A banda foi formada em 1996 na Finlândia e trazia a velha fórmula escandinava do rock com influências clássicas. Porém, o grande diferencial do conjunto eram os vocais operísticos de Tarja Turunen. Embora bandas com vocais femininos com influências clássicas existam aos quilos, o Nightwish foi a primeira a levar isso aos limites do estilo. Os três primeiros discos lançados pela trupe são clássicos do Heavy Metal. O violento e cru Angels Fall First (1997), o técnico e progressivo Oceanborn (1998) e a obra prima Wishmaster (2000). Esses três discos mostram uma banda coesa e que produzia um som muito original e voltado para as melodias e acrobacias vocais de Tarja. Eles influenciaram toda uma nova casta de bandas que passaram a investir nessa forma mais clássica de se fazer música, mas acabaram abandonando esse caminho em busca de um som mais cru e comercial nos álbuns seguintes, Century Child (2002) e Once (2004).

Costumo dizer que o Nightwish passou por uma evolução voltada para a lógica do mercado. Mesmo sendo o precursor de um tipo diferente de música, eles passaram a reproduzir aspectos que outras bandas estavam tendo sucesso em explorar, como a guitarra mais estridente, as músicas mais pesadas e a oposição de um vocal masculino mais violento ao vocal feminino lírico. Claro que isso foi um tiro no pé, pois a base de fãs do antigo Nightwish não gostou muito da mudança, mas conseguiram um grupo de fãs que é atento a novidades e aos lançamentos da MTV. Mas, é o tipo de fã que baixa músicas da internet e não o que compra o disco.
Esse novo álbum é uma evolução natural do que a banda já vinha desenvolvendo nos últimos discos. Músicas mais pesadas e com pouco teor clássico e progressivo. O teclado existe apenas porque o dono da banda, Tuomas Holopainen, é o tecladista, pois ele não faz a mínima diferença em nenhuma das faixas. O baixo também está inaudível, mas isso é uma constante nesse tipo de música. Infelizmente, o baixista Marco Hietala, tem muitas participações com seu vocal rasgado e em todas elas ele destrói as músicas. Mas, algumas faixas são interessantes. A música de abertura, The Poet and the Pendulum, tem uma ótima pegada e um refrão grudento que pega na sua cabeça na primeira audição. Mas, a música se perde a partir da sua segunda metade e se transforma em uma colcha de retalhos. Eva é uma baladinha bem bacana, a primeira música a ser lançada como Single, e deve agradar tanto fãs mais antigos quanto os novos. Já Amaranth é a música oficial de trabalho e a primeira a virar clipe. Sua batida é bem comercial e o vídeo é meio patético por conta do comportamento meio bobo da vocalista, mas uma composição interessante que vai animar muita festa de adolescente pelo mundo afora. Last of The Wilds é disparado a melhor música do disco. É um instrumental cheio de referências épicas e dá vontade de sair pulando pela casa. Outras composições interessantes são Whoever Brings the Night, bem animada, e a quase folk The Islander, que parece uma composição saída de um dos discos do Blackmore’s Night.

Agora vamos tratar da questão mais traumática: a nova vocalista. Anette Olzon parece uma colegial recém formada e não possuí a mesma aura dark de Tarja Turunen, mas até que tenta dar conta do recado, e não consegue. O vocal dela não chega a ser ruim, mas padece da falta de um diferencial. A voz da garota é parecida com a de outras trocentas vocalistas que estão por ai. Para piorar colocaram muitos efeitos e sintetizadores na voz dela me levando a lembrar dos discos da década de 80 da Madonna ou da Cindy Lauper. Posso dizer seguramente que se o Nightwish surgisse hoje e Dark Passion Play fosse o seu primeiro álbum, a banda passaria despercebida. Tem muita coisa melhor sendo feita dentro do estilo.
Cabe lembrar aos fãs mais fervorosos da banda que essa é apenas a minha opinião (também de um fã fanático) e convido todos a ouvirem o disco e tirarem suas próprias impressões. Para ter uma idéia do que o disco reserva veja o clipe de Amaranth logo abaixo. Agora com licença que vou ouvir Wishmaster e me lembrar dos bons tempos.
Veja o site oficial da banda.
Veja uma resenha bem humorada do novo disco do Nightwish.
Veja porque é um saco escutar disco promo.
Olá!!
Estou passando por aqui para dar meus parabéns
pela sua indicação, ao prêmio blog 5 estrelas!
Seu blog é muito original, parabéns 2x!
rsrs…
Bom final de semana!
=]
Eu já trombei com os dois loiros na R São Carlos do Pinhal em sampa!!!
grande bosta né hehehehe
Abração
Fala aí Gilson,
Para ser sincero do Nightwish só ouvi mesmo o grande sucesso “Nemo”.
Como andam as coisas por PP?
abs
E pensar que já fui Elza na minha vida =/
Que merda…
Desde que aterrisaram em solo americano,em busca de uma boquinha na trilha aberta pelo Evanescence(que,embora seja seu clone mais comercial,é o mais bem sucedido financeiramente) o visual dos integrnates do Nightwish mudou radicalmente!Porra,olhando esta foto promo pensei tratar-se do Gipsy Kings(Bamboleioooooooo,bamboleiaaaa)!
Ah,ah,ah,mais um ótimo post,dos tantos que você manda,Mr.Defê!Assim que minha fase Dark Metal Gótico mal-assombrada voltar eu vou ouvir esta bolacha nova com a vocalista Cindy Lau…quer dizer…qual é mesmo o nome dela?
Cara, não escutei a nova vocal do Nightwish. Achava a antiga maravilhosa. Abs
Olá.
Estava falando de Nightwish no meu blog tbém, por isso acabei encontrando seu blog (muito bom por sinal). Gostei da sua opinião, bem coesa.
Eu amo Nightwish, por causa do meu encanto com a voz da Tarja é que comecei a fazer aulas de canto lírico tbém (há uns 4 anos), pra ver se um dia consigo cantar ao menos 10 % do que ela consegue. vc pode imaginar então meu desespero (não existe palavra mais adequada) ao saber da expulsão dela da banda. Não creio que a Anette seja substituta à altura, e infelizmente acho que o Nightwish está em ruínas. Anette é bela e tem uma voz agradável, mas fraca, que carece de harmônicos. Ela me lembra um violino tocando uns solinhos agudos num teatro grande demais. Então a comparação com a Tarja é inevitável, pois sua voz poderosa preenchia todos os espaços possíveis. Ouvi algumas músicas e me decepcionei com as melodias tbém. Estão exageradas demais pro Nightwish, que sempre foi (à exceção de Once), econômico nas melodias. Muito coro, muito orquestral, muito exagero! Parece Lacrimosa! O Nightwish do novo cd está parecendo uma das zilhões de bandas que imitam o… Nightwish! =/
Só me resta esperar que a Tarja siga no metal, e que não nos deixe muito tempo sem sua bela voz.
Abraços.
…
Na boa…

Isso é mais revolta.
Acho isso tudo muito patético.
Gostei muito da voz de ANNETTE OLSON (¬¬’).
Diferente da Tarja?
Sim.
E, por Deus, isso é muito bom.
Não tenho nada contra Tarja, muito pelo contrario, acho sua voz belissima, sua presença de palco é magnifica
Mas eu acho que aí já sao cobranças demais.
Annette tem seu estilo, Tarja tem o dela.
Ela não precisa tentar ser igual a Tarja, alias, isso foi o que me encantou nela também.
O clipe Amaranth não ficou muito bom mesmo, mas ela chegou lá com o jeito dela de ser, nao tentando imitar a Tarja.
Bom, é isso
Dark Passion Play é um ótimo álbum, assim como todos os outros.
Esse negócio de comercial ou não…
Acho ridículo.
Se o album é bom, não tem o porquê de critica - lo só porque a banda resolveu partir para esse lado.
Faalem o que quiser
Dei minha opinião
Mais uma coisa…
Tem gente que se diz tão sábia em termos de música, mas ficam aí dizendo que fulano imita beltrano.
Patético
Estranho responder a alguém que tem uma carinha como nome. Autorizei essa comentário sem identificação apenas para esclarecer alguns pontos.
1º - Sou fã da banda desde que surgiu, então acho que tenho alguma autoridade sobre o assunto;
2º - O problema desse disco não é a vocalista e sim a trilha que a banda vem seguindo desde o álbum Centrury Child, onde a musicalidade mudou drasticamente, dando lugar ao modo americano de fazer esse tipo de música. Uma decisão mercadológica pura e simples. Afinal de contasa banda é um negócio e não uma paixão.
3º - A comparação entre as duas vocalistas é obrigatória. Afinal de contas o Nightwish se tornou famoso pelo diferencial do vocal de Tarja, senão seria mais uma de centenas de bandas do estilo;
4º - Anette é inferior a Tarja??? Sim, gritantemente inferior. Isso é ruim? Não se a banda conseguir manter seu caminho sem ligar para a cobrança dos fãs. Mas, como a banda é um negócio e não um lance feito por paixão, a cobrança dos fãs vai ser determinante para ela ficar ou não. Vide o que aconteceu com o Iron Maiden.
5º - os fãs estão errados? Claro que não. O disco é um produto de mercado que é vendido a um preço expressivo. Se compro um produto e não gostei tenho o direito de reclamar. Você pode dizer que é só não comprar, mas o fã de carteirinha vai comprar de qualquer jeito (coisa de coleção) e vai reclamar, pois o disco não é Nightwish.
6º - A banda pode até ser orgulhosa e bater o pé para que Anette fique, mas vai ter que se acostumar com uma base de fãs bem menor ou renovada, com adolescentes que vão começar a ouvir a banda a partir desse disco.
7º - Ser comercial não é ruim. Bon Jovi é comercial e o som é muito bom. O complicado é ser um comercial forçado. Também tem que ter o dom para fazer esse tipo de música. Não é só fazer uma música com refrão bonitinho e grudento para poder colocar na rádio. Tem que ter talento.
8º - Como já disse a banda é um lance mercadológico. E dentro de tudo isso é necessário ter uma postura ensaiada. Até que os próprios membros neguem eles ainda são um representante da linha metal gótico (a pesada maquiagem dos membros masculinos confirma isso). Ser gótico é manter uma postura. Interpretação também faz parte do espetáculo, é necessário criar uma aura gótica. Tarja fazia muito bem isso. Anette não conseguiu no clipe, por isso considero uma falta grave.
9º - Não é questão de imitar ninguém. É um fato básico do mundo da música. Bandas que se destacaram com vocalistas soberbos tem dificuldade de encontrar substitutos a altura. são grupos que, independente dos outros membros, a voz é que dava a conexão com os fãs. Isso aconteceu com o Queen, Judas Prieste, Black Sabbath e Iron Maiden. Agora vai acontecer com o Nightwish. Anette não está a altura de sua predecessora e cabe a banda aprender a lidar com essa crítica. Mas, a prática mostra que os integrantes vão acabar cedendo a pressão (se ela for muito forte, a ponto de levar a uma queda na venda dos discos) e dando um adeus a probre menina.
10º - Tudo que está escrito aqui são minhas impressões, baseadas em mais de 15 anos de amor pela música pesada. Acho que sou suficientemente capaz para analisar um disco tão simples como esse. Mas, é sempre bom discutir com opiniões contrárias, desde que elas sejam embasadas em argumentos sólidos.
é q merda
Oceanborn? ixi ja passo…
quem ouviu ouviu, quem n ouviu, vai escutar o DPP kkkk
nem eu acredito que o Nightwish se torno isso…
Anette, eu pensei q seria a Simone simons rsrsrs me fufu
eu e tudo mundo né que ama o Nightwish..
pow fazer oq é a vida…