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Hoje, eu fui uma das milhares de pessoas que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio. Claro que não estou terminando o ensino médio agora (na minha época era chamado de Colegial), mas sou mais uma das diversas pessoas que está interessada em fazer um curso superior às custas do governo. Para minha surpresa não estava sozinho nessa. Várias pessoas aparentando mais de 30 anos estavam em minha sala. Todas querendo uma oportunidade que não existia a alguns anos atrás.

A prova foi super tranqüila. Pensei que ia escorregar na maionese nas questões e chutar quase todas as alternativas, mas todas as perguntas se valeram muito mais de raciocínio lógico do que decoreba. Muita coisa sobre meio ambiente e, principalmente, a questão do combustível verde e oi novo impulso das lavouras de cana-de-açúcar. A redação teve um tema muito bacana: “Como conviver com as diferenças”. O texto introdutório levantava a pluralidade étnica e cultural do Brasil e como conviver com essas diferenças.

Resumindo, depois de ter completado o Ensino Médio a 13 anos atrás, acho que vou ficar pelo menos na média. Agora é só esperar o resultado da prova e me preparar para o vestibular de jornalismo no fim do ano.

porém, alguns pontos negativos dessa empreitada devem ser levantados. Primeiro que existe um tal de questionário socioeconômico para preencher com mais de 230 questões. Fiquei mais de duas horas preenchendo quadradinhos. O pior é que pelo menos 40% das questões são ridículas. Por exemplo, quem vai admitir que é racista em um formulário que vai ser usado para garantir bolsa em uma faculdade??? Nem pensar. Outro ponto negativo é que meu corpo não está mais acostumado às malditas cadeiras universitárias. Fiquei duas horas sentado em uma e fiquei com dores por todo o corpo. Sacrifícios que temos que fazer.