A Skynet e o fim do Mundo

Acabei de lembrar, vendo esse texto de meu amigo Kadu, que ontem, dia 29 de agosto de 2007, completaram 10 anos da ativação do Skynet e da erradicação de 3 bilhões de seres humanos na guerra nuclear conhecida como Dia do Julgamento. Se você sabe do que estou falando, parabéns, pois você é um verdadeiro nerd. Se não se tocou ainda qual é o assunto, estou falando de uma das melhores sagas criadas na ficção científica para o cinema, O Exterminador do Futuro.
Criado por James Cameron em 1984 o filme mostrava um futuro negro para a humanidade. O supercomputador Skynet foi projetado para comandar todo o sistema de defesa dos Estados Unidos. Ativado em 04 de agosto de 1997 ele aprende em progressão geométrica até se tornar autoconsciente na madrugada do dia 29 de agosto e decide que a humanidade não é digna de continuar existindo. Usando seu controle do sistema de defesa ele dispara todos os mísseis nucleares contra alvos na Rússia esperando que o contra-ataque destrua os empecilhos para seu controle em terras americanas. Nesse dia, 03 bilhões de pessoas morreram.
Os sobreviventes foram sendo sistematicamente dizimados em câmeras de extermínio até que uma pessoa se levantou contra o domínio das máquinas. John Connor organizou os sobreviventes em um exército e, depois de 30 anos de batalhas, a humanidade estava finalmente vencendo. Desesperado, o Skynet envia um exterminador, uma máquina assassina, de volta no tempo para matar Sarah Connor, a mãe de John antes que ele tivesse nascido. Felizmente a resistência consegue mandar um soldado para proteger Sarah e seu envolvimento acaba se tornando crucial para o nascimento de Jonh, no maior exemplo de paradoxo temporal mostrado no cinema.
Os dois primeiros filmes são perfeitos. A história é bem construída e Arnold Schwarzenegger e Linda Hamilton estão perfeitos em seus papeis. No primeiro filme (Terminator, 1984), muito do que está acontecendo no futuro é explicado, mas sem muitos detalhes. No segundo filme (Terminator 2: Judgment Day, 1991) conhecemos os impactos que aconteceram na vida de Sarah e John após a visita do primeiro Exterminador. são mostrados vários detalhes de como o Skynet dominou o mundo e informações sobre a indústria que o construiu. Interessante notar a continuidade entre os dois filmes, com vários ganchos deixados pelo primeiro longa metragem sendo aproveitados no segundo. O terceiro filme (Terminator 3: Rise of the Machines, 2003) é carne de vaca, tendo sido feito apenas para aproveitar a fama da série e conseguir uns trocados nas bilheterias. Até porque esse não esteve sobre a batuta de James Cameron.
Deve-se ressaltar que os filmes, apesar de serem de ação, se enquadram naquela subcategoria de filmes de viagem no tempo. A história, altamente influenciada pela minissérie em quadrinhos Dias de um Futuro Esquecido, e navega pela corrente cinematográfica que afirma que o futuro não pode ser mudado e, por mais que tentemos, todos os atos vão levar inevitavelmente aquela conclusão. Muito diferente de De volta para o Futuro, por exemplo, onde existem as realidades e futuros paralelos diferentes conforme os personagens modificam a história.
Grandes filmes e grande diversão.
Caracas, eu sou nerd viu? Hehehehehe, quando eu vi o título no feed eu já sabia doque se tratava hehehe.
Em 1997 eu não tinha blog, senão teria postado sobre isso, mas lembrei mesmo assim hehehe.
O 3o filme é uma bosta e, infelizmente, vão fazer o favor de filmar um 4o filme só pra desmoralizar mais ainda a franquia … no melhor/pior estilo “trilogia” Matrix …

P.S.: Mais um excelente post!
Prezado Gilson
Valeu a lembrança!