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Para mim o kamelot era uma banda desconhecida até o ano de 2003, apesar do grupo existir desde 1991. Embora tivesse visto seus CDs nas lojas nunca me importei por conta de ser uma banda americana, e todos sabem que a galera que nasceu nos Estados Unidos não é muito íntima do Heavy Metal Melódico e do Power Metal. Eles gostam mais de musiquinhas com barulhinhos estranhos e que são classificadas (por eles, claro) de revolucionárias. Mas, um dia isso mudou. No distante ano de 2003 estava em uma loja quando o vendedor me ofereceu o disco Épica (2003). Ao dar uma pequena olhada pelo encarte (uma das vantagens de se comprar um CD original) fiquei sabendo que o disco era conceitual e passeava pela história de Fausto, grande novela escrita por Goethe. Como adoro essa história levei o disco, e não me arrependi. Todo o álbum é um primor de composição e pega o ouvinte desde a primeira música. Uma verdadeira obra prima.

Na esteira dessa descoberta me empenhei em comprar todos os outros discos do quinteto. Nenhum deles possuía a genialidade do Epica, mas mostravam uma banda honesta que estava se desenvolvendo e evoluindo a cada novo lançamento. Logo depois lançaram The Black Halo (2005), que não possuía a mesma força, mas mesmo assim era um bom álbum, supervalorizado por alguns, mas com boas músicas. Um claro destaque desse disco é a participação fenomenal de Simone Simons, vocalista da banda Epica, na música The Hauting, que gerou um clipe muito bacana.

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Agora tenho em minhas mãos o mais novo disco do grupo. Ghost Opera saiu agora em 2007 e se mostra um mistério para mim. É o tipo do disco que tecnicamente é perfeito, mas você ouve do começo ao fim e não dá vontade de escutar novamente. A impressão que tenho é que a banda se perdeu um pouco em sua megalomania, aliás, esse é um problema que vem atingindo cada vez mais bandas do estilo. A banda se mostra competente e cresce muito a cada disco até que atinge um ápice de criatividade. Depois desse momento não tem muito mais para onde inovar e o que temos é uma reciclagem desse álbum magnífico com mais e mais elementos estranhos e, algumas vezes, deslocados. Isso aconteceu com o Blind Guardian e, mais recentemente, com o Sonata Arctica.

Ghost Opera não é um álbum ruim, mas peca em não trazer elementos básicos para uma boa música no estilo em que a banda trabalha. Senti falta de músicas rápidas, com refrões épicos e melodiosos. Daqueles que fazem a gente sair pulando pela casa. As músicas são quebradas e trazem em sua maioria um clima sombrio. Destaques claros são as músicas Rule the World e Ghost Opera. Ainda podemos ressaltar a participação de Simone Simons (Epica) na música Blucher, e de Amanda Sommerville nas músicas Mourning Star, Love You to Death e Ghost Opera. A banda é formada por Khan (vocal), Thomas Youngblood (guitarra), Glenn Barry (baixo), Oliver Palotai (teclados) e Casey Grillo (bateria).

O Kamelot é uma grande banda. Mas, acredito que eles acabaram se perdendo um pouco dentro do próprio estilo pessoal que criaram. Espero que eles acabem se encontrando novamente e nos brindem com mais um grande trabalho. Dessa vez passou apenas perto disso.

Veja o clipe de Ghost Opera.