
Antes de iniciar esse post é melhor fazer três pequenos esclarecimentos para os não familiarizados com esse tipo de música:
1) O Helloween é uma banda alemã que surgiu no início da década de 1980 e que foi uma das precursoras do que chamamos hoje de Heavy Metal Melódico. Sua formação clássica era uma rara mistura de talento e egos gigantescos. Os destaques eram claramente o vocalista Michael kiske e o guitarrista kai Hansen;
2) Keeper of the Seven keys volumes I e II são os discos mais famosos da banda. Clássicos absolutos da música pesada e são responsáveis por todo o status que a banda possuí hoje. Características marcantes dos discos são as melodias intrincadas e o bom humor da maioria das músicas;
3) Atualmente apenas dois dos membros originais estão na banda e após passar por um período conturbado e de lançar um disco que não agradou quase ninguém os caras resolveram faturar com o passado e lançaram um disco duplo intitulado Keeper of the Seven keys III – The Legacy. Juntamente com esse disco veio uma turnê onde todos os grandes sucessos do passado seriam executados, deixando os fãs felizes e a banda com grana no bolso.
Com esse pequeno esclarecimento é que me deparo agora com o CD e DVD Keeper of the Seven Keys – The Legacy World Tour 2005/2006. Para falar a verdade não fiquei muito animado em comprar esse CD. Em primeiro lugar pelo fato da banda não ter mais a mesma qualidade apresentada em seus discos anteriores. Em segundo lugar, o disco Keeper III tem toda a cara de ser uma obra encomendada para agradar a gregos e troianos. Ou seja, embora tenha algumas músicas boas, tem um gostinho de caldo requentado. Mas, como tudo na vida está propenso a enganar nossa percepção, digo que esse disco não é uma arapuca completa.

O show que encontramos no CD foi gravado em São Paulo no Credicard Hall em 25 de março de 2006. Das 14 músicas executadas, apenas 4 (Hell Was Made in Heaven, Mr. Torture, If I Could Fly e Power) não fazem parte da trilogia Keeper of the Seven Keys. E ai se encontra o grande problema. Todas as músicas da década de 80 foram interpretadas pelo antigo vocalista da banda, Michael Kiske, que tinha um gogó privilegiado. Andi Deris (o atual vocalista) não tem nem de perto a potência vocal de seu predecessor. Daí o medo de que as antigas composições ficassem deformadas. Mas, por incrível que pareça, até que a banda conseguiu se sair bem. As músicas estão muito bem executadas e o vocal bem adaptado para a nova realidade. Para quem estava no show a apresentação foi um desfile de clássicos como Dr Stein, Future World, Eagle Fly Free e a fodastica I Want Out. Destaque para os dois novos membros da banda, Sascha Gerstner (guitarra) e Dani Loble (bateria) que se mostraram grandes aquisições para o grupo.
No DVD temos no Disco 1 o mesmo show mostrado no CD, com a opção de algumas músicas terem sido gravadas em outros locais. Quando isso acontece aparece uma pequena abóbora na tela e com o controle remoto é possível passear pelos shows disponíveis. No Disco 2 temos cenas dos bastidores (absolutamente toscas e sem graça), entrevistas e os clipes das músicas Mrs God (tanto música quanto clipe são ridículos) e Light the Universe (com a participação da lindíssima e talentosa Candice Night). Demonstrando ser uma distribuidora séria a Hellion colocou legendas em português em todos os extras do DVD. Destaque para as entrevistas onde podemos notar todo o Ego gigantesco dos membros da banda, principalmente nas alfinetadas contra os ex-membros (Andi Deris chega a comentar que tem que cantar de maneira primitiva para interpretar os vocais de Michael Kiske, e Michael Weikath fala que a banda não tinha melodia nenhuma antes dele entrar no grupo). Afi.

Grande pedida para os fãs da banda. Só não fiquem malas como os integrantes.
Por essas e outras, que Helloween perdeu a graça p/ mim.
Sabe que o Helloween tava mantendo uma médiazinha até o Rabbit Don’t Come Easy, mas depois desse Keeper The Legacy, ficou forçado demais, acho melhor eles pararem o Andi pode montar uma banda de hard rock, tipo Pink Cream 69, o Weikath e o Markus podem sumir, ou então entrar no Masterplan.
E o nosso querido Kai Hansen continua headbanger até o talo! ;P
Não me lembro dessa banda (mas não me jogue pedras por isso, tá? hehehe!) – muito provavelmente porque não curto o heavy metal.
E a Michele? Aceitou ou não aceitou? Quero o epílogo! hahaha!
Beijos.
Gilson, como grande fã do Helloween, tenho a dizer que velhas frases se fazem atuais, prefiro hoje, escutar Gamma Ray e esperar a cada dia que o Kiske lance algo novo, assisti a esse show em São Paulo e foi fodástico, mas não passa nem perto do que um dia foi o Helloween, que também lançou belos albuns com o Deris, mas infelizmente acabou: tempos idos que não voltam mais.
O Helloween sofre do mesmo problema de bandas de Heavy Metal dos anos 80…o tempo passa e eles,na tentativa de se manter atualizados,saem de sua fórmula original.Aí ,vêem que deram com os burros n’água e voltam a fazer o que faziam no início.Mas jánão tem a fórmula,então copiam quem os copiou.
Café requentado é uma merda.Andi Deris também.
Acho que todo mundo aqui tem um pouco de razão. O Helloween se perdeu no meio do caminho, mas por culpa das pretenções megalomaniacas do dono da banda, o Sr Michael Weikath. Todo mundo que saiu da banda por conta desse indivíduo montou projetos muito melhores do que o atual Helloween. Para mim a banda tinha morrido com o Chameleon. Quando voltaram com outro vocalista fiquei revoltado. Podiam ter dado outro nome para o grupo, mas não aproveitar as sobras do passado. Mas, depois de The Time of the Oath pensei que os caras tinham acertado a mão e nos brindariam com mais e mais discos de qualidade. Porém, todos nós conhecemos a história.