Pop Rock

foos-espg.jpg nickelback-all-the-right-reasons.jpg

Sempre digo que com a idade chega o amadurecimento. Você acaba se livrando de alguns preconceitos e posturas que apenas a inexperiência da adolescência pode explicar. Quando comecei a adentrar no mundo do Rock eu fui mais um dos radicais que infestam o estilo. Apenas o que era pesado prestava, o resto poderia ser jogado fora. O pior é que era uma classificação baseada apenas em uma postura errônea. Bastava uma banda ser classificada de POP que para mim já não servia. Com os anos vem a sabedoria e a certeza de que não precisa ser underground para ter qualidades. Muito do que se produz dentro da grande mídia, embora seja fabricado para agradar ao grande público e vender, pode ser classificado como boa música. Existe vida inteligente no mainstream e adjetivos como pop e comercial não são, necessariamente, pejorativos.

foofighters.jpg

Dentro dessa nova perspectiva de encarar a música tenho em minhas mãos dois discos muito bacanas, mas que em um passado longínquo nem seriam ouvidos por minha pessoa por conta dos já citados preconceitos adolescentes. O primeiro deles é o novo disco do Foo Fighters (Echoes, Silence, Patience and Grace), recentemente lançado pela Sony BMG. A primeira vez que ouvi Nirvana em minha vida foi em 1991 durante o lançamento do aclamado disco Nevermind. Esse meu primeiro contato se deu através do programa Kliptonita, que passava na Rede Record (alguém se lembra disso?). Claro que odiei o disco na época. Hoje eu acho as músicas simpáticas. Mas, sem sombra de dúvida, a melhor coisa que veio da finada banda foi o Foo Fighters, montada pelo ex-baterista do Nirvana, Dave Grohl, em 1995.

Embora não seja exatamente o tipo de música que estou habituado a consumir, tenho que admitir que o Foo Fighters tem um apelo comercial irresistível. Desde seu primeiro disco temos encontrado músicas bacanas como Learn to Fly e Breakout. Esse último álbum da banda, Echoes, Silence, Patiense and Grace, mantém a mesma linha dos discos anteriores com uma guitarra suja, um baixo bem encaixado e um excelente trabalho da bateria. A música é um pop regado a distorção. O tipo da música que dá para ouvir com a família em casa sem problema. Impossível não destacar as músicas Long Road to Ruin (com um refrão bem pegajoso), a baladinha Sumer’s End, a quase setentista Statues (essa você jura que está ouvindo Beatles) e a megafodastica The Pretender (que tem um vídeo clipe fenomenal). Esse vai ficar no aparelho de som por muito tempo.

nickelback_2005.jpg

O segundo álbum que agora está habitando o meu aparelho de som não é exatamente um lançamento, pois está na estrada desde 2005, mas só agora ele caiu em minhas mãos, é o disco All the Right Reasons do Nickelback. A primeira vez que tive contato com o conjunto foi durante a onda pós grunge que devastou o solo americano na segunda metade da década dos anos 90 (embora a banda seja canadense). Os primeiros lançamentos não me atraíram a atenção, mas esse disco se mostrou uma grata surpresa. Embora a banda tenha ganhado os títulos nada agradáveis de banda de boyzinho e de revoltados enlatados, garanto que o som encontrado nessa bolachinha é dos mais agradáveis. Não é nada que vá mudar sua vida ou ficar gravado em sua mente por muitos anos, mas é um Rock competente e feito com muito cuidado para agradar os adolescentes de plantão.

O que temos é aqui são guitarras bem estridentes, bateria ritmada e um baixo que é inaudível. As músicas possuem muita melodia e alguns refrões que vão ficar martelando em sua mente por vários dias. Destaque para a incrível balada Photograph, a bacaninha RockStar, a animada Animals e a emotiva Far Away. Pesquisando um pouco pela internet descobrimos alguns números impressionantes desse disco. As vendas computadas mundialmente já superam a casa dos 15 milhões de discos vendidos, o que o torna o disco de Rock mais vendido desse século, até o momento. Isso não é pouca coisa.

3 Responses to “Pop Rock”

  1. Vc pode ter razão, não sei. O que eu acho é que com o tempo nossas preferências sedmentam-se.Eu nunca gostei de ye ye ye.

  2. Estava assistindo um especial da MTV sobre o Nickelback, e uma coisa que eu descobri é que o compositor de todas as músicas é o vocalista, Chad Kroeger. Em uma das entrevistas ele assumiu que faz música chiclete sim, e com muito orgulho, pois as pessoas gostam, ou seja, vende bem.

    Isso explica a explosão do All the right reasons e seu monopólio do primeiro lugar da Billboard por várias e várias semanas. Outra coisa legal é que como o Chad e o irmão ficaram brigados com o pai por muitos anos no início da carreira, muitas músicas refletem esta situação.

    Eu até renovei meu estoque de podcasts para não gastar mais os arquivos, segundo meu iTunes/iPod eu já executei este álbum mais de 30 vezes :)

  3. Ponto pro Foo Fighters que é uma ótima banda e pro Dave Grohl que é um cara bem aberto e amante do heavy metal também! ;P

    Agora, quanto ao Nickelback, ô banda chata e melosa! Eles ficam nas paradas por causa das baladinhas, mas a música deles é muito massiva e cansa fácil.

    Falando de coisas velhas, bem velhas, já ouviu Elf?
    Abraço!

Leave a Reply


274915 pages viewed, 178 today
163133 visits, 127 today
FireStats icon Powered by FireStats