A Real Live Dead One

Em 1992 uma bomba caiu no mundo do Heavy Metal. Bruce Dickinson havia anunciado sua saída do Iron Maiden depois de 10 anos junto com a banda. Para falar a verdade essa separação já estava a espreita desde que Dickinson lançou seu primeiro disco solo em 1990, Tattooed Millionaire, onde obteve um certo destaque na mídia especializada executando um Hard Rock agradável e competente. Mas, em 1992 o Mainden lançou o Fear of the Dark (álbum muito conhecido entre os fãs modistas da banda) e o fantasma de uma separação traumática parecia distante. Mas, depois da turnê do disco, o inevitável aconteceu e a banda anunciou uma separação amigável. Porém, não se podia perder a oportunidade de anunciar uma mega turnê de despedida do vocalista. Dessa turnê resultaram dois álbuns ao vivo chamados, respectivamente, de A Real Live one e A Real Dead One.
Lançados a partir de março de 1993 os dois discos faziam uma retrospectiva quase completa da extensa carreira da banda (digo quase completa, pois todo fã vai dizer que faltou alguma coisa essencial). Importante ressaltar que cada disco faz alusão a uma época distinta que, para o Iron Maiden, pode ser classificada como antes e depois do Live After Death.
A Real Live One - Lançado em março de 1993 ele possuí musicas que foram produzidas pela banda entre os anos de 1986 e 1992 (englobando os álbuns Somewhere in Time, Seventh Son of a Seventh Son, No Prayer for the Dying e Fear of the Dark). Para dar um maior respaldo de toda a turnê cada música do disco foi gravada em um local diferente da Europa, sendo que Helsinki, na Finlândia, é a única que comparece com três músicas. Como fã discordo um pouco da seleção das músicas, pois faltaram clássicos absolutos como Estranger in a Stranger Land e Wasted Years. Os destaques vão para as versões de Fear of the Dark (excelente) e Bring Your Daugther…To the Slaughter (mais divertida que na versão em estúdio).
A Real Dead One - Foi colocado a venda um pouco depois que o A Real Live One e é responsável por registrar músicas que foram gravadas entre os anos de 1980 e 1985 (no qual se compreendem os álbuns Iron Maiden, Killers, The Number of the Beast, Piece of Mind e Powerslave). A metodologia desse disco é a mesma do anterior. Músicas gravadas em diversos lugares da Europa. Aqui a coisa é mais complicada, pois o grupo tem a responsabilidade de executar as músicas consideradas clássicos por todos os fãs. Os destaques vão para as que nunca tinham sido gravadas ao vivo antes, como Transylvania e Where Eagles Dare, para a execução de Sanctuary, que por motivos que me fogem a razão não está presente no disco Live After Death, e para o encerramento estupendo com Hallowed be thy Name.
Alguns detalhes técnicos tem que ser levados em consideração. Para o lançamento em CD do disco, os dois volumes foram colocados em um único CD duplo (ao qual tenho em minhas mãos agora). Como a ocasião era muito especial o ilustrador Derek Riggs (antigo colaborador da banda) foi chamado novamente para fazer a capa, onde a arte não decepcionou, mostrando um Eddie com os traços dos antigos discos da banda. Infelizmente, no encarte do CD, embora muito completo, mostrando inclusive as letras de todas as músicas, não aparece a foto do Brasil que estava no encarte do vinil. E por último, mas o mais importante, o disco foi produzido pelo próprio Steve Harris. Pode parecer pecuinha de fã, mas gostava mais da sonoridade dos antigos trabalhos produzidos por Martin Birch.
Eu e a turnê
Embora ninguém tivesse idéia de que Bruce Dickinson fosse pedir as contas do grupo, claro que não perdi a chance de assistir ao grupo quando ele se apresentou em São Paulo em 1992, afinal era a oportunidade de ver essa galera que tanto gostava e que não se apresentava no Brasil a um bom tempo. E foi justamente nesse show que aconteceu a maior falta de sorte da minha vida. Segundo estimativas o show reuniu 70 mil pessoas e eu (com 14 anos na época), estava na fila quando alguns amigos tiveram a idéia de ir ao Mc Donald’s (na época não tinha isso em Presidente Prudente). Eu, por pura preguiça, não quis sair do lugar onde estava e não me animei muito também por conhecer uma lanchonete famosa por lanches pequenos e preço alto. Qual não foi minha surpresa ao saber que os meus maldidos amigos (sim, tenho ódio deles por isso) encontraram na dita lanchonete o próprio Steve Harris em pessoa. Claro que pegaram muitos autógrafos e tiraram muitas fotos. Conheço uma camiseta que não é lavada desde 1992 por conta desse autógrafo. Ano que vem no show da turnê nova eu faço questão de ir ao Mc Donald’s.

Resumindo, o Real LIVE é o bonzinho e o Real DEAD é o mauzão. ;P
Ótima a história do MacDonald’s, não sabia que o mestre Steve Harris era fã de junkie food! Também irei guardar pro resto da minha vida a primeira vez que eu vi o Maiden ao vivo, no Pacaembú no dia 17 de janeiro de 2004, foi lindo!
UP THE IROOOOONS!
Uah,ah,ah.Conheci uma mwnina que foi ao Rock in Rio 1(1985) e tinha acesso ao backstage.Resolveu andar pra procurar os camarins do Queen e passou em frente à um camarim onde havia um cara cabeludo bebendo cerveja.Ao vê-la ele perguntou o que ela fazia ali.Ela não o reconheceu,mas como falava inglês,respondeu que procurava o camarim do Queen.O cara perguntou se ela não queria tirar uma foto com ele,já que não havia encontrado o Fred Mercury e ela,meio que por educação ou falta de opção, tirou…e era o Bruce Dickinson,que à época não era o vocalista enjoativamente bajulado de hoje!
Iron realmente é uma banda de altas estórias … eu tb tenho uma muito particular … só pra resumir … uma vez quandoeu tb tinha 14 anos toquei no cabelo do Steve Harris … ver a banda de perto realmente é emocionante !!!!!!!!!!!!