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Malditos sejam os Deuses Nordigos do Metal. Como pude me esquecer de tal data? No dia 24 de novembro completaram 16 anos da morte de Farrokh Bulsara, nascido em 5 de setembro de 1946 na ilha africana de Zanzibar (hoje pertencente a Tanzânia) e morto em 24 de novembro de 1991 em Londres, sendo uma das primeiras vítimas famosas da recente epidemia de AIDS. Caso você nunca tenha ouvido falar de Farrokh Bulsara, saiba que ele foi o líder de uma das maiores bandas de rock da história. Era dono de uma voz quase perfeita e inconfundível ainda nos dias de hoje, além de uma presença de palco inigualável. Na Inglaterra, ele adotou o nome artístico de Freddie Mercury e, juntamente com 3 amigos malucos, mudaria completamente a história da música.

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Como líder da banda Queen ele nos mostrou um misto de talento e carisma que valeu a sua banda um status de estrelato que dura até os dias atuais. Uma prova disso é que todos os álbuns da banda são encontrados ainda a venda. De 1970 a 1991 Freddie lançou 15 álbuns ao lado do Queen e mais dois discos solos, fora os álbuns ao vivo, coletâneas e vídeos dos shows. Aliás, as apresentações ao vivo eram o grande forte da banda. Toda a energia das músicas era multiplicada por 10 nessas apresentações, transformando o espetáculo em um evento a ser conferido e relembrado. Claro que Freddie não era o único responsável pelo sucesso do grupo, pois os outros membros eram componentes importantes da química que fazia o sucesso do quarteto. Brian May (guitarra) podia não ser o melhor guitarrista do mundo, mas como principal compositor da banda suas músicas soam perfeitas e harmoniosas e Roger Taylor (Bateria) e John Deacon (baixo) formam uma das cozinhas mais perfeitas e precisas da história do rock.

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Minha história com o Queen é antiga. Um dos primeiros discos que comprei em minha vida era uma coletânea do grupo inglês. De lá para cá tento completar a coleção com todos os álbuns, mas alguns são mais difíceis de achar e outros continuam muito caros, mas um dia chego lá. O que importa é lembrarmos desse rapaz africano que saiu de sua terra natal para se tornar um dos maiores astros que a música já conheceu. Em 23 de novembro de 1991 (um dia antes de morrer) Freddie admitiu publicamente que era bi-sexual e que estava com AIDS. Apenas mais um grande nome que essa doença levou, mas que nunca será esquecido.

Discografia

Com o Queen

- Queen (1973)
- Queen II (1974)
- Sheer Heart Attack (1974)
- A Night at the Opera (1975)
- A Day at the Races (1976)
- News of the World (1977)
- Jazz (1978)
- The Game (1980)
- Flash Gordon (1981)
- Hot Space (1982)
- The Works (1984)
- A Kind of Magic (1986)
- The Miracle (1989)
- Innuendo (1991)
- Made in Heaven (1995)

Carreira Solo

- Mr. Bad Guy (1985)
- Barcelona (1988)

P.S. – Embora muitos puristas achem que o Queen deveria ter encerrado suas atividades com a morte do vocalista, a galera ainda se manteve na ativa fazendo alguns shows beneficientes na Inglaterra e uma antológica apresentação com George Michael, que teve até uma participação especial de Elton John (outro que não tenho vergonha de dizer que gosto). Atualmente o grupo realizou uma turnê com Paul Rodgers no vocal e prometem o lançamento de uma nova música de estúdio para o próximo sábado.

P.S. 2 – Se você não conhece a fundo o trabalho do Queen, aproveite para comprar a ótima coletânea Queen Collection, que foi lançada pela Som Livre, que cobre toda a carreira da banda com seus maiores sucessos. Mas, se for qualquer outro disco do conjunto vai valer a pena, pois tudo é da melhor qualidade.

P.S. 3 – Em recente pesquisa realizada na Inglaterra, Freddie Mercury foi eleito o Rei do Rock.

P.S. 4 – Vamos relembrar o Mestre em um dos videoclipes mais legais Queen: Save Me