Mega Post de lançamentos metálicos - Part II

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Todo ano é a mesma coisa. O ano acaba e eu não consegui escrever sobre todos os discos bacanas, ou não, que tive acesso. Então aqui vai mais um mega post sobre lançamentos de 2007 de forma bem resumida.

Freedom Call - Dimensions

O Freedom Call é mais conhecido por ser a banda paralela de Daniel Zimmermann, baterista do Gamma Ray. A banda sempre foi conhecida por executar um Heavy Metal extremamente melódico e calcada em passagens épicas. Seria uma mistura de Stratovarius com Manowar. Embora o lado épico tenha sido o principal atrativo nos primeiros lançamentos da banda, esse sexto disco de estúdio está primando muito mais pelo lado melódico. Do ponto de vista técnico tudo é perfeito e irrepreensível. Zimmermann é um dos melhores bateristas da atualidade e o vocalista Chris Bay, embora não traga nenhuma inovação no vocal, mostra muita competência e não deixa a peteca cair. Nas composições temos muita energia e melodia. Talvez nisso tenhamos o principal problema da banda. Em algumas músicas é possível sentir o gosto do açucar de tanta melodia que a composição contém. Porém, o saldo é muito positivo. Destaque para as músicas Mr. Evil (que parece saída de um álbum do Helloween), Light up the sky (épica e rápida), a balada Words of endeavour e a emocionante Blackened Sun. Nota 07.

Apocalyptica - Worlds Collide

Esse é o primeiro disco que ouço do Apocalyptica. Embora adore música clássica, por alguma razão inexplicável, odeio Heavy Metal instrumental. Não consigo ouvir discos de guitarristas e de bandas instrumentais. Acho sempre necessário ter um vocal nas composições. Por conta disso nunca me animei em ouvir a banda. Mas, esse último lançamento acabou de cair em minhas mãos. Embora não tenha gostado de todas as músicas, achei que é um trabalho muito interessante. Muitas músicas instrumentais permeadas pelos violoncelos que acabam seguindo uma mesma linha de composição com guitarras pesadas e uma linha bem melódica para os instrumentos clássicos. O que me surpreendeu foram as músicas com vocais, que são completamente diferentes do resto do disco. I’m Not Jesus, por exemplo, parece uma música saída de um álbum do Nickelback, usando e abusando daquele pop rock americano. Já a música Helden tem um pouco de Heavy Metal Gótico, ao estilo do Therion. Ou seja, uma verdadeira salada musical. Mesmo assim recomendo a audição. Nota 7,0.

Vainglory - Vainglory

Esse é apenas o segundo álbum dessa banda e, embora não tenha ouvido o primeiro, já dá para saber qual é a praia da galera. O que temos aqui é um Heavy Metal pesado e com muita ênfase na guitarra rasgada. As composições são pesadas e podem soar muito estranhas para quem está acostumado com algo mais melódico. O que chama a atenção é a cara de anjo da vocalista Kate French e como ela canta mais agressivamente do que muito marmanjo que se diz vocalista. Claramente o destaque do disco são as guitarras bem encaixadas de Corbin King e John Yongblood. Embora todas as músicas estejam em um mesmo nível impossível não destacar Face of Death, Decapitation Attack e Act Of God. Nota 08.

W.A.S.P. - Dominator

O W.A.S.P. é uma banda veterana que está na estrada desde 1982. Assim como o Twisted Sister, eles chamavam muita atenção com suas letras, aparência e apresentações ao vivo. Embora tenham passado por altos e baixos em sua carreira, a banda sempre executou um Heavy Metal rápido, animado e competente, daqueles que dão vontade de sair pulando. Nos últimos anos a banda vem passando por um processo de revitalização de sua música que é bem evidente nesse último álbum. Músicas pesadas e rápidas dividem espaço com outras mais cadenciadas e melódicas. Porém, todas mantém a mesma linha de composição. Blackie Lawless, vocalista e único membro original remanescente da banda, ainda mantém toda a potência de seu gogó e dá a força necessária para as músicas emplacarem. Destaques óbvios do disco são Mercy (que abre o disco já mostrando o que nos espera), The Burning Man (que ao vivo deve ficar matadora), as duas partes de Heaven’s Hung In Black e Deal With The Devil (a mais Hard Rock das músicas desse disco). O único ponto negativo do disco é sua curta duração. São apenas 40 minutos de boa música. Nota 09.

Sonata Arctica - Unia

Sou um fã Die Hard do Sonata Arctica. Gosto de quase tudo que a banda lançou e acredito que o ápice da criatividade do grupo aconteceu com o disco Winterheart’s Guild (2003) que é absolutamente perfeito. Depois desse disco a banda entrou no que eu chamo de encruzilhada criativa. Quando você atinge um topo criativo não tem mais para onde ir. Quando se chega a esse ponto existem três saídas. A primeira é continuar executando o mesmo disco para sempre. A segunda é entrar em um processo megalomaníaco onde a linha criativa da banda acaba se perdendo e ninguém mais reconhece a música do grupo. E a terceira opção, a mais complicada, é revolucionar o estilo musical criando novos patamares a serem desbravados. Infelizmente o Sonata Arctica está enveredando pela segunda via. Esse novo disco, Unia, é o trabalho mais chato da banda. Tive que ouvir em doses homeopáticas. Aqui não temos nada da energia que foi a marca registrada da banda até 2003. Muita música lenta, tecladinhos irritantes e um vocal pouco inspirado. Não existem músicas que se possam destacar e sim pedaços criativos perdidos dentro de composições sem rumo. O único destaque vai para It won’t fade, música que me faz lembrar os velhos tempos. Se você acha que estou sendo muito duro com a banda, dê uma olhada no clipe de Paid in Full e me diga se não é a coisa mais chata dos últimos tempos dentro do Heavy Metal. Nota 04.

House of Shakira - Retoxed

Por mais que você conheça de música sempre vai acabar esbarrando em bandas que já estão a anos na estrada e você nunca ouviu falar. Mesmo com toda a onda de globalização ainda existem discos que são muito difíceis de se achar no Brasil. Retoxed é o sexto álbum de estúdio do House of Shakira. O que encontramos aqui é um Hard Rock ao estilo das grandes bandas americanas da década de 80 (Motley Crue é uma que me veio a mente ao ouvir a primeira música do disco). Sou um grande fã desse tipo de música, pois acho que Rock, acima de tudo, é diversão. O disco é bem construído e os músicos possuem muita competência, mas a banda carece de um pouco de originalidade. A partir da quarta música parece que tudo é igual e fica muito sacal continuar a ouvir o disco. Esse foi outro que acabei por encarar em doses homeopáticas. Não porque seja ruim, mas porque é tudo igual. Recomendo para quem é fã do estilo. Nota 06.

Shaman - Immortal

O Shaman foi uma banda que surgiu de um racha no Angra. Os dois primeiros álbuns foram muito bons (sendo que o primeiro é bem superior ao segundo), mas eles acabaram tendo um desentendimento e o único membro original que sobrou foi o baterista Ricardo Confessori. Depois de toda a treta envolvendo a saída dos demais membros o Shaman retorna com o álbum Immortal. Embora o disco não seja exatamente ruim, digamos que não me animou na audição. O principal problema do disco é que ele é comum demais. Parece que estou ouvindo uma demo de uma banda iniciante, visto que todos os clichês do Heavy Metal estão presentes. Infelizmente é necessário um diferencial para sobreviver dentro da música pesada de hoje em dia, e o Shaman tinha um lado progressivo que era muito interessante e que se perdeu nessa nova produção. Os lado instrumental e bem executado e o vocalista é muito bom, mas é tudo muito comum. Não dá vontade de ouvir novamente. Nota 06.

Rapidinhas

Para encerrar algumas rapidinhas.

- Os ingressos para o show do Iron Maiden em São Paulo já esgotaram. Quem não comprou agora vai ter que negociar com cambistas.
- Ontem, ao entrar no site do Nightwish me deparei com a opção do português para o idioma. Bandas de Metal Melódico tem que começar a respeitar o Brasil por conta do grande contingente de fãs que possuem por aqui.
- O Manowar esta disponibilizando em seu site para download gratuito a música natalina Silent Night (Noite Feliz). A música está disponível em inglês e alemão.

6 Responses to “Mega Post de lançamentos metálicos - Part II”

  1. Também não achei o disco do Shaman aquela maravilha. Achei que eles estavam tentando uma espécie de retorno aos discos anteriores. Soou forçado. Principalmente naquela balada que tenta parecer “For Tomorrow” na introdução.

    Mas se eles não foram bonzões, o Andre Matos também não emplacou um disco f*dão. Achei que o único destaque do novo álbum dele foi “Rio”.

  2. Gilson! Em tempo, ainda li seu post por completo… prometo ler e fazer um comentário digno. Quero somente lhe falar sobre o disco do Andre Matos, acabei queimando o filme dele no post anterior, porém a curiosidade mata e depois de ouvir Prelude To Oblivion do Viper, tive que correr atrás do CD… bem, não é lá um Angels Cry, nem mesmo um Holy Land e muito menos um Theatre Of Fate, mas Andre está vivo e mandando bem… vou engolir minhas palavras ruins e aguardar o próximo dele!

    Abraço!

  3. hehe, olha Sandrin, eu gostei do disco solo do André Matos. Realmente não é nenhuma obra prima, mas ele se mantém fiel ao estilo que o consagrou. E eu também gosto daquele tipo de metal melódico, hehehehe. Quem sabe no futuro aquelas características mais progressivas apareçam na música dele.

  4. Oi cara, tudo bem?
    Gostei das suas resenhas, fiquei curiosa pra ouvir. Desses só tive acesso ao Shaman e ao Sonata Arctica. Aliás, não sei se vc ouviu falar, mas todo álbum q o Sonata lançava era esculachado por essas revistas de metal. Diziam sempre que era sem imaginação (!). Já o Unia foi super elogiado! Disseram que “finalmente o Sonata tinha tentado uma coisa nova, diferente e talz…” Pô, eu sempre curti o Sonata, não sei pq não levavam a banda a sério. Tenho o Eclíptica, o Winterheart’s Guild e o Silence (que pra mim é a perfeição) e ainda não consegui comprar o Unia, mas já dei um jeito de escutar. Achei fraquíssimo, pra ser bem sincera, mas é difícil admitir que alguma coisa do Sonata não funciona… =/ Ainda tô na fase de ouvir em doses homeopáticas. Rsrs.
    Abraços.

  5. Bijou também sou muito fã do Sonata Arctica e não fiquei muito animado com o Unia, como você deve ter percebido pela minha resenha. Eu geralmente não gosto de ver criticas de revistas. Prefiro procurar um blog de fã como eu sou, afinal de contas o critico profissional tem uma opinião diferente do fã, então nada mais justo.

  6. Gilsonnnnnnnnnnnnnn !!!!!!!!!!!!!!! te amoooooooooooooooooooooooo

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