Call of Duty 4 - Modern Warfare

Sou muito chato para jogos eletrônicos. Nunca gostei de jogos com quebra cabeças, desafios de raciocínio ou jogos de estratégia onde se precisa pensar muito (se quiser pensar eu jogo xadrez). Meu negócio sempre foi ignorância e ação explicita. Por isso meus jogos preferidos sempre são recheados de muita violência e crueldade. Antes que a bancada dos moralistas anônimos e babacas venha falar que esse tipo de entretenimento causa distúrbios mentais, saibam que isso nunca me afetou. Sempre achei que fanatismo religioso é mais perigoso do que qualquer jogo eletrônico. Dentro dessa perspectiva tenho agora em minhas mãos o jogo Call of Duty 4 - Modern Warfare.

A franquia Call of Duty se tornou famosa por recriar conflitos dentro da 2º Guerra Mundial. Nos três primeiros episódios os vilões e alvos, por conseqüência, eram os alemães. Algumas batalhas chegam a ser tão frenéticas que o jogados as vezes se perde no campo e não sabe direito o que esta acontecendo. Quando anunciaram que esse novo episódio seria ambientado em uma guerra nos dias atuais fiquei com o pé atrás. Afinal de contas, para que mudar o que está dando certo? Bem, eles mudaram tudo, mas continua sendo o mesmo jogo. Não entendeu? Eu explico. Todas os esquemas de jogabilidade e os comandos básicos foram mantidos. O que mudou foi o cenário e a história. E mudou para melhor.

A primeira coisa que chama a atenção quando se pega a caixa do jogo é o aviso de que ele é inadequado para menores de 18 anos. Isso já me deixou animado. A segunda coisa que me surpreendeu foi o tamanho do arquivo instalado no HD, que passa um pouco de 8 GB. Após algum tempo de instalação (que não é pouco) o jogo começa como todos os outros da franquia, com um treinamento básico para o novato conhecer os comandos e saber utilizar armas e golpes. Já na primeira missão notamos a evolução do jogo. Gráficos ultra-realistas fazem o queixo cair na hora. A ação é frenética e os inimigos estão muito mais inteligentes, aumentando o desafio. Outra coisa que mudou foi a sensação de impacto das balas. Agora há sangue que se espalha pelo chão e paredes quando você atinge um inimigo. Algumas cenas são muito cruéis, como o fato de matar inimigos adormecidos e executar prisioneiros após interrogatório.

A história é manjada. Forças Americanas e Inglesas se mobilizam para capturar um terrorista e eliminar seu exercito. O jogo acontece em dois cenários que se intercalam. O primeiro é dos americanos com uma guerra em larga escala com muitas mortes e destruição. A segunda é dos ingleses que tentam se infiltrar sorrateiramente para capturar o líder dos terroristas com ataques cirúrgicos, mas não menos violentos. Várias armas são usadas e vários veículos de guerra são utilizados, o que torna a experiência ainda mais real.

O único problema é a configuração necessária para rodar o jogo. Se você não tiver um computador com uma capacidade considerável de processamento vai ser quase impossível rodar o programa. A Activision, desenvolvedora do jogo, recomenda um computador com CPU de 2.0GHz, 512MB de memória RAM, 8GB de espaço disponível em disco, placa de vídeo aceleradora 3D com 128MB e DirectX 9.0c ou superior instalado. Mas, garanto que isso não é suficiente para ter um bom rendimento. Minha máquina tem o dobro de potencia da que é recomendada e não foi possível habilitar algumas características dos gráficos por conta de falta de memória.

Se você gosta desse tipo de jogo é obrigatório comprar esse lançamento. Veja abaixo uma pequena amostra do que estou falando.

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