
Acho que a galera de minha idade (31 anos) pode se lembrar de velhas séries que traziam para a televisão o mundo do sobrenatural. Eu gostava muito de assistir Loja do Terror, O Lobisomem Ataca de Novo e Além da imaginação (em qualquer versão, embora a primeira seja a melhor). Cada semana éramos apresentados a uma nova aventura onde os limites da realidade eram rompidos, apresentando mundos possíveis apenas na imaginação dos roteiristas ou em nossos piores pesadelos. Gostava especialmente de Loja do Terror, por conta dos diferentes possíveis enredos focados em objetos amaldiçoados. Então, a cada semana, tínhamos um novo monstro a ser perseguido.
Claro que fiquei muito feliz quando o SBT começou a exibir o seriado Sobrenatural (Supernatural, 2005) nos domingos à noite. A série era basicamente tudo isso que gostava nas antigas histórias de terror. Temos aventura, comédia, bons enredos e o monstro da semana, que fez o sucesso de várias séries, incluindo nessa lista o megablastersucesso Arquivo X. Na história temos os irmãos San Winchester (Jared Padalecki) e Dean Winchester (Jensen Ackles), especialistas em caçar fantasmas e demônios, o que eles chamam de negócio da família. Na realidade, ambos sofreram um severo trauma na infância quando um demônio de olhos amarelos matou sua mãe. Desde então seu pai, John Winchester (Jeffrey Dean Morgan) vem caçando essa criatura.
Pensei que o SBT ia fazer a molecagem de sempre com essa série e parar de passar na metade da temporada, mas a história foi diferente. Depois de um duelo entre o demônio e a família Winchester, os três acabam sofrendo um grave acidente de carro, ficando inconscientes na estrada. E dessa maneira broxante é que termina a primeira temporada. Demorei muito para conseguir a segunda e aqui estou depois de assistir os 22 episódios em dois dias. Posso dizer que essa temporada está muito melhor. Os irmãos estão muito mais entrosados e os roteiros melhoraram consideravelmente, embora eu tenha ficado preocupado com a necessidade de sempre encontrar uma aberração nova para ser caçada. E nessa temporada temos fantasmas, demônios, lobisomens, vampiros, metamorfos, espíritos vingativos e até um Djinn deu as caras (lembram-se de Mestre dos Desejos??).
Outra coisa muito bacana é que existem episódios com tônicas totalmente diferentes. Existem os mais descontraídos, onde o tom de comédia é mais forte, e os extremamente emocionais, aonde o expectador chega a sentir um aperto no peito. Um ponto interessante é que houve a manutenção de uma mitologia. Na primeira temporada, até pelo fato de não saber se o público ia aceitar a proposta, os episódios eram mais fechados e sem ligação. Nessa temporada houve uma interligação da história principal, que ainda roda sobre os planos do demônio que estão perseguindo, com os episódios, além de algumas sub-tramas que foram se construindo ao longo da temporada.
Uma característica bacanuda do seriado, e que vai ser do agrado de alguns dos leitores desse blog, é a trilha sonora dos episódios. Todas as músicas são apresentadas em velhas fitas K7 de Dean e que contém apenas o melhor do rock and roll. Podemos encontrar Ted Nugent, Creedence Clearwater Revival, The Chambers Brothers, Journey, AC/DC, Spinal Tap, Nazareth, Jefferson Airplane, além de muitos outros (uma média de três músicas por episódio). Porém, fiquei deveras impressionado com um cover de What a Wonderful World feito por Joe Ramone e que apareceu no vigésimo episódio da temporada (justamente o que eles enfrentam o Djinn) intitulado What Is, And What Should Never be. Sinceramente vou ter que comprar o disco.
Para quem não conhece eu sugiro procurar pelo box da primeira e da segunda temporada dessa série. Nos Estados Unidos eles se encontram na terceira temporada, que ainda vai demorar um pouquinho para chegar por aqui. Para matar a vontade o SBT está reprisando a primeira temporada no domingo de madrugada, aproximadamente as 03:00h.
Veja mais sobre a série em Supernatural House, no Séries On-LIne e no Supernatural.TV
SUPERNATURAL
é simplemente perfeito!