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Sei que esse álbum é de 2006, mas não resisti em escrever alguma coisa aqui por conta de suas incríveis particularidades. Não conhecia a banda, embora esse Inhuman Rampage seja o terceiro disco de sua carreira que se iniciou oficialmente em 2000 com a demo Valley of the Damned. A primeira música que tive o privilégio de ouvir foi Through The Fire And Flames, que é uma das músicas mais complicadas e cultuadas de se tocar no jogo Guitar Hero III. Simplesmente pirei, pois se tratava de um belo exemplar do que mais gosto dentro do Heavy Metal melódico. Música rápida, bateria a velocidade da luz, vocal meloso e um refrão chiclete que não sai da cabeça. Claro que depois dessa experiência tive que comprar o disco. E o que posso dizer de Inhuman Rampage?? Ele é clichê.

Isso mesmo amigos adoradores do bom e velho Heavy Metal. Esse é o disco mais clichê que ouvi em toda minha vida, mas não se engane. Esse clichê é colocado aqui de forma positiva. A banda investe em todas as fórmulas consagradas e certeiras do estilo musical e desenvolveu um disco que vai agradar a todos. Through The Fire And Flames é de longe a melhor música do disco, mas temos outros bons momentos como em Revolution Deathsquad, com um pré-chorus muito bacana, Operation Ground And Pound, épica e forte em seus 7 minutos de duração, e na balada melacueca Trail Of Broken Hearts, que fecha o CD com maestria e faria André Matos chorar de inveja. Claro que você vai ter que ouvir o disco com a mente aberta para ver todas as qualidades que encontrei na bolachinha, mas nem tudo são flores.

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Embora o lado clichê garanta a diversão daqueles que tem uma mente mais aberta, ele também pode ser um tiro no pé. As músicas são muito parecidas entre si. As vezes temos a impressão que é apenas uma música com 56 minutos de duração. Mais um elemento que pode levar a essa noção é a longa duração da maioria das músicas (seis minutos e meio em média) e as poucas mudanças na evolução dos instrumentos. Outro fato que me deixa triste nesse estilo musical é a incapacidade de se ouvir o contra baixo, instrumento que prezo e admiro. Mas, tirando isso, a banda se segura e eu indico a audição desse trabalho. O conjunto é composto por ZP Theart (Vocal), Herman Li (guitarra), Sam Totman (guitarra), Dave Mackintosh (bateria), Fred Leclerca (baixo) e Vadim Pruzhanov (teclado).

Um lance interessante, e que fiquei sabendo apenas agora que estou escrevendo essa resenha, é que a banda ganhou, com esse disco, o titulo de disco mais involuntariamente engraçado do ano de 2006, que foi concedido pelo site cracked.com. Ou seja, a banda tenta fazer um lance sério, mas acaba ficando muito engraçado. Concordo plenamente com a premiação, mas isso não quer dizer que o disco não seja bacana. Leia mais sobre a premiação no site Metal Clube.

Para você que não conhece, veja o clipe de Through The Fire And Flames