Ramones - Adios Amigos

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Atenção, essa é uma resenha de fã, então não existe a mínima possibilidade de imparcialidade.

Faz tempo que não escrevo aqui na Sessão de Domingo por pura falta de tempo, mas vamos ver se agora as coisas ficam um pouco mais calmas, embora tenha assumido mais um monte de coisas para fazer. Nas últimas semanas tenho ouvido muito Ramones. Embora meu direcionamento musical abranja pouca coisa do Punk Rock, o grupo de Nova Iorque sempre executou uma música forte, simples e dançante que me cativou desde seu primeiro, e tosco, disco. Como todo fã da banda, em 1995, fiquei estarrecido com a notícia de que o grupo ia encerrar as suas atividades com o disco Adios Amigos. Algum tempo depois, ficamos sabendo que tal atitude foi tomada pelo vocalista Joey Ramone que se encontrava debilitado pela luta de anos contra um câncer linfático. Porém, outro fator decisivo era o péssimo relacionamento pessoal entre os membros da banda (principalmente entre Joey e o guitarrista Jhonny Ramone). Alguns não se falavam a anos motivados por intrigas e brigas.

Porém, os fãs não sabiam disso. Ficou um gostinho de revolta, principalmente porque a banda estava novamente no auge. Depois de um período de lançamentos de qualidade média, o grupo tinha novamente encontrado o caminho das pedras com o disco Brain Drain (por conta do megasucesso Pet Sematary) e estourou com o disco Mondo Bizarro (com o hit Poison Heart) que ganhou Disco de Ouro em vários países.

Mas, tirando as agonias e desejos dos fãs, o disco é uma pedrada do início ao fim. É isso que chamo de despedida em grande estilo. O disco é uma mistura de músicas mais rápidas com músicas mais lentas e dançantes. A técnica dos músicos melhorou muito nos 20 anos de estrada e nem parece mais aquela banda, que mal sabia tocar seus instrumentos, do início da década de 70. Muitas das músicas, as mais rápidas, foram cantadas pelo baixista C.J. Ramone, demonstrando que a debilidade de Joey não era apenas uma mera desculpa. Porém, as músicas mais bacanas (e lentas) são cantadas pelo velho vocalista com seus óculos vermelhos e sua jaqueta de couro. Vários são os destaques do disco, mas é impossível deixar de citar She Talks To Rainbows, Born To Die In Berlin, Makin’ Monsters For My Friends e Have A Nice Day.

A banda, nesse disco, foi composta por Joey Ramone (vocal), Jhonny Ramone (Guitarra), C.J. Ramone (Baixo e Backing Vocal) e Mark Ramone. Vale também citar que várias das músicas encontradas nesse disco foram compostas pelo antigo baixista da banda Dee Dee Ramone.

Joey Ramone morreu em 2001 em decorrência de seu câncer linfático, mas antes de nos deixar gravou um disco solo tão bom ou até melhor do que os discos do Ramones (tema da próxima semana). Jhonny Ramone morreu em 2004 em decorrência de um câncer de próstata. Dee Dee Ramone morreu em 2002 devido a uma overdose de heroína. Embora esses monstros do Rock tenham nos deixado, o seu trabalho ainda é ouvido e reverenciado por muitos.

One Response to “Ramones - Adios Amigos”

  1. Não tem jeito Gilsão, eles se eternizaram. Não existe um show de banda em começo de carreira que um maldito fã não solte o fatídico:
    “Toca Ramones” (existe também o dos malucos belezas: toca raul!) :D Abração

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