Rambo

rambo-i.jpgEsse fim de semana finalmente pude assistir ao novo filme de John Rambo (Sylvester Stallone). O combatente do Vietnã, que inclusive foi usado como propaganda pró Estados Unidos durante a fase final da Guerra Fria, está de volta para mostrar que todo grande guerreiro ainda tem uma última batalha para trilhar. A ressurreição de Rambo e de Rocky Balboa fazem parte da tentativa de Sylvester Stallone voltar ao estrelato e continuar a fazer trabalhos relevantes. Depois de alguns filmes que foram fracassos de bilheteria o ator entrou na perigosa zona do ostracismo. Não lhe ofereciam mais papeis e todos pensavam que estivesse acabado. Isso também é um reflexo da decadência enfrentada pelo tipo de filme em que ele costumava ser protagonista, o do cara machão que entra em um lugar com uma arma e mata todo mundo, mesmo indo contra todas as leis da probabilidade. Em uma situação difícil, nada melhor do que se apegar aos personagens que lhe trouxeram o melhor retorno de sua carreira.

Nesse novo filme, Rambo está vivendo pacatamente na Tailândia. Ele tem um barco e passa seu tempo pescando e caçando cobras venenosas. Um belo dia ele é visitado por missionários que querem alugar seu barco para chegar até Mianmar (antiga Birmânia), onde uma guerra civil devasta o país. Mesmo sendo avisados que lá não era lugar para turistas, os missionários estavam firmes em sua decisão de levar um pouco de amparo para a população daquele país. Claro que o pior acontece e todo mundo acaba refém do exercito do país e agora, junto a um grupo de mercenários, o velho Rambo tem que afiar a sua faca e tentar salvar esse pessoal da morte certa.

Embora não tenha todo o glamour das histórias anteriores, o filme se segura muito bem. As várias cenas de chacinas protagonizadas pelo exercito de Mianmar nas aldeias em que chegam tem um teor de denúncia. São cenas que chocam e estão muito longe da violência estilizada que encontramos nos outros filmes da série Rambo. Aliás, esse é um diferencial nesse filme. Desde os primeiros trailers liberados na internet notamos que a violência é extrema e que todas as mortes são rodeadas de um realismo assustador. Outra coisa que chama a atenção é que toda aquela lenga lenga de patriotismo não está presente nesse filme. Em certo ponto de seus pensamentos, Rambo diz para si mesmo que nunca matou por seu país e sim por ele mesmo. Uma das morais do filme é que você não pode negar o que é.

O filme, apesar de curto em minha opinião (77 minutos), é muito bom e, apesar de não ter rendido horrores na bilheteria, ele se pagou e gerou um lucro muito interessante. Alguns já comentam a possibilidade de um Rambo V. Os mais sensíveis podem ser afetados com a violência, mas temos que admitir que quando cenas de morte e mutilação são reproduzidas tão próximas a realidade aqueles filmes farofa de ação parecem muito bobos. Stallone está velho, mas não está morto.

2 Responses to “Rambo”

  1. O tema do filme continua o mesmo velho clichê. Porém pela tua análise, os efeitos gráficos melhoraram e deram mais realismo e vida ao filme. Mas ainda assim não é um filme que eu pagaria para assistir, talvez eu o vejo daqui uns dois anos na tela quente ou qualquer outro do gênero.

  2. Eu já tinha puxado, mas a qualidade estava péssima, acabei esquecendo, graças a seu artigo lembrei e achei um com qualidade DVDrip e já to baixando… vamo vê John arrebentando novamente hehehe
    Abração

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