Grave Digger - Trilogia Épica

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O Grave Digger é mais uma banda de Power Metal alemã (o que será que tem na água que esse povo bebe?) que surgiu em meados da década de 80. Estando em um mercado altamente competitivo (cabe lembra que na mesma época também surgiram o Rage, Running Wyld e Helloween) a banda ralou para poder divulgar suas músicas e se firmar como um projeto viável do ponto de vista comercial. Depois de lançar alguns bons discos o grupo caiu em uma armadilha comercial ao se render ao estilo Glan que estava surgindo, e dominando a década de 80, e lançaram o disco Stronger Than Ever, que foi fracasso de vendas e críticas. Depois desse tombo, o vocalista Chris Boltendahl resolve reformular a banda e retornar ao velho Heavy Metal. A parte mais importante dessa volta e que solidificou o nome do Grave Digger no cenário mundial foi um conjunto de três discos épicos que são, sem sombra de dúvidas, perfeitos.

Tunes of War (1996)

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Esse disco é praticamente uma sonorização do filme Brave Heart, que tinha sido lançado um ano antes. Através de música pesada e alguns elementos de música escocesa, o Grave Digger conta a história de lutas e sofrimento do povo da Escócia para se livrar do domínio do império britânico. O disco foi um grande sucesso de crítica e vendas. A banda, composta por Chris Boltendahl (vocal), Uwe Lulis (gutarra), Stefan Arnold (bateria) e Tomi Gich (baixo), executa uma música rápida e ao mesmo tempo melódica. Mas, o fã do Heavy Metal Melódico mais clássico pode estranhar um pouco o vocal mais ríspido e a velocidade das músicas. O disco contém ótimas músicas, mas não podemos deixar de destacar a Rebellion (The Clans Are Marching), que até hoje é um dos maiores clássicos da banda e possuí um videoclipe muito bacana. É o tipo da música que dá vontade de tirar a espada do armário e marchar contra algum exército opressor. Outras músicas que devem ser ouvidas com carinho são The Bruce [From The Lion King], The Ballad of Mary (Queen of Scots), Cry for Freedom [James the VII] e Culloden Muir. Disco bacana para ser executado durante lampejos de heroísmo.

Knights of the cross (1998)

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Aproveitando o grande sucesso do disco anterior, em 1998 veio a segunda pedrada épica do Grave Digger. Knights of the cross narra a ascensão e queda dos Cavaleiros Templários. A ordem, criada em 1118 com o objetivo de proteger os peregrinos que viajavam até a terra santa, adquiriu tamanho poder que foi destruída pelo Papa Clemente V e pelo rei Frances Felipe IV em 1307 através de acusações de heresia e prática de magia negra. O disco, embora um pouco inferior do ponto de vista criativo a seu antecessor, possuí uma mixagem muito melhor e os instrumentos estão mais bem colocados e mais nítidos. Em relação à formação da banda, a única diferença é a entrada de Jens Becker (baixo) e H.P.Katzenburg (teclado). O disco é muito bom e, para falar a verdade, foi o primeiro disco do Grave Digger que comprei. O mais interessante é que a música mais bacana do disco, The Battle of Bannockburn, faz uma ligação direta com o disco anterior, pois após a dissolução da ordem, alguns Cavaleiros Templários se juntaram ao exercito da Escócia (país que não estava nem aí para o que o Papa queria) e seu conhecimento militar foi de grande ajuda nas últimas batalhas contra a Inglaterra. Outras música que devem ser ouvidas a exaustão são Knights of the Cross, Lionheart, The Keeper of the Holy Grail e The Curse of Jacques.

Excalibur (1999)

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Sem descanso para aproveitar todos os louros do lançamento de Knights of the Cross, no ano posterior já estavam colocando nas lojas o disco que seria considerado uma obra perfeita. Excalibur narra a já manjada história do Rei Artur e dos Cavaleiros da Távola Redonda. Porém, boa parte do sucesso do álbum é tratar de um tema que já está enraizado no imaginário de quase todas as pessoas da sociedade ocidental. O disco não é apenas bom, ele é maravilhoso. Passei anos procurando por esse CD, pois até hoje não existe versão nacional para esse petardo. A sonoridade é um aperfeiçoamento do que foi apresentado no disco anterior. As letras são bem construídas e, em vez de focar somente na história, cada música conta um pouco de cada personagem envolvido na saga. Para tanto temos músicas como Morgane le Fay, Tristan’s Fate e Mordred’s Song (todas excelentes). Porém, as melhores músicas são as que narram fatos como a Pendragon, Round Table Forever, Avalon (música tranqüila e muito bacana), e a megafodastica Final War. A formação é a mesma do disco anterior, porém muito mais afiada. Esse é um disco obrigatório para sua coleção. Compre ou roube. Vale a pena.

Depois desses três discos o vocalista e dono da banda Chris Boltendahl decidiu que não queria mais fazer álbuns épicos. Essa decisão desagradou a alguns membros da banda e gerou uma briga interna pelo nome Grave Digger que chegou aos tribunais. Embora os discos posteriores tenham sido muito bons, a banda voltou aos trabalhos temáticos em 2005 com o disco The Last Supper, que contava a história da paixão de Cristo (outro disco que vale a pena ter).

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