
Hoje comemoramos o Dia Mundial da Terra. Em vez de fazer um texto sobre como estamos tratando mal nosso planeta ou dar apoio a algum movimento de preservação que não está antenado com a realidade, vou apenas colocar uma citação de Carl Sagan, astrônomo respeitado e grande divulgador da ciência no século XX, em seu livro Bilhões e Bilhões.
“A exceção dos milenaristas das várias seitas e dos tablóides, o único grupo de pessoas que parece se preocupar rotineiramente com as novas previsões de desastres – catástrofes ainda não vistas em toda história escrita de nossa espécie – são os cientistas. Eles chegam a compreender como é o mundo, e ocorre-lhes que ele poderia ser diferente. Um pequeno empurrão aqui, um pequeno puxão ali, e grandes mudanças poderiam acontecer. Como nós, humanos, somos geralmente bem adaptados às nossas circunstâncias – desde o clima global até o clima político – qualquer mudança vai ser provavelmente perturbadora, dolorosa e dispendiosa. Por isso, temos naturalmente a tendência de exigir dos cientístas de que estejam bem certos do que nos afirmam, antes de sair correndo para nos proteger de um perigo imaginário. Mas, alguns dos alegados perigos parecem tão sérios que surge espontaneamente o pensamento de que talvez fosse prudente levar a sério até a pequena possibilidade de um perigo muito grave.
O ato de pensar sobre as consequências futuras das ações presentes tem uma linhagem orgulhosa entre nós, primatas, sendo um dos segredos do que ainda é, de modo geral, a história espantosamente bem sucedida dos humanos sobre a terra”.
Carl Sagan era acima de tudo um otimista com os rumos da espécie humana. Hoje, vou me permitir compartilhar de seu otimismo.