A Telefônica também não gosta de mim
Toda vez que vejo no jornal ou em algum noticiário que o acesso à internet está crescendo de maneira notável no Brasil, eu penso na Telefônica. Não porque a empresa seja um primor de atendimento, para falar a verdade existem centenas de reclamações em relação ao seu serviço e acho que todos que são atendidos pela empresa já passaram algum tipo de raiva com seus atendentes zumbis, mas porque ela não liga para mim e para milhares de outras pessoas. Quase todo mundo que visita esse blog sabe que moro no interior de São Paulo, mais precisamente na cidade de Presidente Prudente. O meu problema é que moro em um bairro distante do centro da cidade onde residem apenas 25 mil pessoas. Toda vez que tento adquirir o Speedy (serviço de banda larga da empresa), a Telefônica garante que fornece o serviço, mas algum técnico local que presta serviço de manutenção cancela o contrato por dificuldades técnicas. Eles afirmam que não existe possibilidade técnica do sinal chegar até aqui.
Claro que isso me deixa muito irado. Quando você cancela um contrato com a empresa existem multas, penalidades e o diabo a quatro, mas quando a empresa cancela uma coisa que te vendeu a única coisa que você recebe é um “Desculpa ai, foi mal”. Isso me obriga a depender de um serviço de internet via radio que é uma porcaria (praticamente não funciona nos horários de pico) e me custa por uma conexão de 128kbps o mesmo que a Telefônica cobra pela de 1 mega. Tudo bem, posso viver com os problemas de morar na periferia, mas o mais bizarro aconteceu essa semana. Bem do lado de minha casa abriu uma Lan House que usa o Speedy. Perai, como assim?? Será que o problema foi resolvido?
Liguei para a Telefônica para fazer um novo pedido e fui informado pelo atentente zumbi que o problema de sincronismo da linha, segundo os técnicos locais, ainda não foi resolvido. Com a pulga atrás da orelha fui até a Lan House conversar com o atendente (o bom de bairro familiar é que você conhece todo mundo). O mesmo me indicou que o técnico local tinha levado um agrado para fazer um trabalho especial de sincronismo na linha para ele e que não era para contar para ninguém que ele estava usando Speedy. Caraca mano, esse é o país do jeitinho mesmo. Vai se lascar, depois você sai com uma arma e dá um tiro em um técnico desses, ainda vai para a cadeia. Mas, ninguém viu o que o indivíduo ta fazendo. Por isso que vou mudar para a Groelândia.
Uma alternativa pode ser o modem G3, se bem que na TIM tá em falta, de tanta procura.
Rapaz, que lixo essa Telefônica…
To passando por algo parecido, dá uma olhada no meu blog: http://www.vintecinco.net/haja-saco/vou-estar-transferindo-parte-2/
No meu caso, nem reclamando na Anatel resolveram ainda. É uma vergonha isso, a gente precisar “molhar a mão” dos técnicos pra coisa funcionar.
[]s
Ainda mais que os “técnicos” são terceirizados… uma molhadinha de mão é tudo!