Em 1983, o garoto David Lightman descobriu uma entrada no supercomputador do exército responsável por controlar todo o sistema de defesa. Pensando em se tratar de uma central de jogos o garoto começa a jogar com o computador uma simulação de ataques nucleares múltiplos. Encarando a partida como fatos reais, o programa inicia os preparativos para concretizar o lançamento de todo o arsenal nuclear americano em direção a Rússia (ainda vivíamos a Guerra Fria). Com pouco tempo para correr atrás do prejuízo, a única esperança de David é encontrar o construtor da máquina, o Dr. Stephen Falken, e juntos descobrirem uma maneira de evitar a III Guerra Mundial.

O enredo acima é a história de um dos filmes mais bacaninhas da década de 80. Clássico absoluto da Sessão da Tarde, War Games (Jogos de Guerra) trazia Matthew Broderick no papel do garoto viciado em computadores em uma época em que a internet apenas gatinhava e os computadores trabalhavam com discos de 8 polegadas, o principal sistema operacional era o DOS e os monitores apresentavam apenas a cor verde.

Quando fiquei sabendo que iriam regravar esse pequeno capítulo da cultura nerd, logo pensei que seria mais uma porcaria e que Hollywood realmente não tem mais originalidade para nada. Claro que me propus a não assistir a tal produção para não me decepcionar e não perder as boas lembranças que tenho do original, mas o DVD da produção (sim, já foi lançado o DVD) acabou caindo em minhas mãos e, como é difícil morder a língua, o filme até que é legal.

Felizmente, o filme não é apenas uma regravação. War Games – The Dead Code se mostra como uma continuação do filme original. O antigo sistema de computadores WOPR foi substituído por uma nova máquina batizada de RIPLEY que tem por objetivo monitorar, caçar e aniquilar qualquer atividade terrorista. Claro que o tema foi atualizado para a temática atual de caça aos terroristas muçulmanos. Aqui também entra o jovem hacker Will Farmer (Matt Lanter) que entra no sistema para jogar uma das simulações disponíveis. Como demonstra habilidade no jogo, RIPLEY o marca como possível terrorista. Esse é o ponto em que o computador fica maluco, ao melhor estilo SkyNet, e sobra para o pobre rapaz e para o Dr. Stephen Falken (personagem resgatado do primeiro filme) deter o fim do mundo.

Daí em diante os dois filmes ficam muito parecidos e uma sacada muito bacana é ressuscitar o antigo computador WOPR (também conhecido como Joshua) para se confrontar com a RIPLEY e ensinar para ela o dilema do jogo da velha que ele aprendeu no primeiro filme “Um jogo estranho. A única maneira de vencer é não jogar.”

Não vai se tornar um clássico, mas vai lhe garantir uma boa tarde de diversão.