Segundo a Wikipédia, A palavra taiko (太鼓) significa simplesmente “grande tambor” em Japonês. Fora do Japão, a palavra é usada frequentemente para referir-se a alguns dos vários tambores japoneses (和太鼓, ‘wa-daiko’, “Tambor Japonês”, em Japonês).

No Japão feudal, taikos eram frequentemente usados para motivar as tropas, para ajudar a marcar o passo na marcha e para anunciar comandos e anúncios marciais. Ao se aproximar ou entrar no campo de batalha o taiko yaku (tocador de tambor) era responsável por determinar o passo da marcha, usualmente com seis passos por batida do tambor (batida-2-3-4-5-6, batida-2-3-4-5-6).

De acordo com uma das crônicas históricas (o Gunji Yoshu), nove conjuntos de cinco batidas servia para levar um batalhão à batalha, enquanto nove conjuntos de três batidas aceleradas três ou quatro vezes e seguidas pelos gritos “Ei! Ei! O! Ei! Ei! O!” era a chamada para avançar e perseguir o inimigo.

Semana passada, durante o VI Diálogo Interbacias de Educação Ambiental em Recursos Hídricos, realizado na cidade de Avaré, interior de São Paulo, tivemos uma apresentação de Taiko na abertura o evento. A deixa para a escolha dessa atividade cultural foram os 100 anos da migração japonesa. Falando simplesmente de um grupo de pessoas tocando tambor, pode parecer um lance extremamente chato. Mas, só quem está presente para sentir a força da coisa. Aqui é uma mistura de ritual, ritmo e resistência. Um atrativo a mais é que eram quase todos mulheres na apresentação. Hehe, fiquei com inveja da resistência física delas.

Quem tiver oportunidade de assistir uma apresentação dessas garanto que não vai se arrepender.