Mais uma sacolada de bons lançamentos caíram em minhas mãos. Como já tinha comentado antes, não está dando tempo de escrever sobre cada disco individualmente. Então, estou fazendo comentários rápidos de vários discos ao mesmo tempo. Claro que lançamentos mais significativos ainda vão render posts exclusivos, mas por enquanto essa metodologia tem me economizado tempo.
The Man Who Would Not Die (Blaze Bayley) – Blaze é um dos caras mais injustiçados na história do Heavy Metal. Teve o azar de substituir Bruce Dickinson no Iron Maiden e enfrentar uma legião de fãs neuróticos que não aceitaram muito bem essa troca. Mas, a culpa não é dele e sim do animal que escolheu seu nome para o cargo. Depois de sair da Donzela de Ferro ele se empenhou em uma carreira solo vitoriosa cujo último fruto é esse The Man Who Would Not Die. Disco com músicas rápidas e pesadas, provando que seu vocal grave pode ser violento. Boas músicas e instrumental redondinho. Destaque para a música título e para a fodastica Samurai.
The Crucible of Man (Iced Earth) – Matthew Barlow está de volta. Depois de um período de indecisão em sua vida, o vocal mais bacana do Heavy Metal voltou a ecoar em um disco de uma das mais importantes bandas do estilo. The Crucible of Man é poderoso, rápido e épico. Coisa que não pode faltar em sua coleção. Quem nunca ouviu a banda pode até achar um som meio estranho, mas para os fãs vai ser uma experiência edificante. Destaque absoluto para a incrível Come What May.
Lonely are the Brave (Jorn Lande) – Jorn Lande tem uma carreira longa, embora a maioria dos brasileiros o tenha conhecido apenas depois que assumiu os vocais da banda Masterplan. Depois de excelentes discos com a banda alemã, o rapaz saiu do grupo e iniciou sua carreira solo. Lonely are the Brave é seu novo álbum e não vai adicionar muito ao que o cara já fez. Embora o vocal seja majestoso, as músicas são simples e se apóiam nos clichês mais manjados do Metal Melódico. Indicado para fãs do estilo.
Nostradamus (Judas Priest) – O Judas Priest voltou a ser relevante dentro do cenário musical quando seu antigo vocalista Rob Halford retornou a banda em 2004. Depois de lançar um disco bacana em 2005 (Angel of Retribution), agora chega às lojas o aguardado Nostradamus. Embora a história do profeta da bacia de água seja bem clichê no mundo pop, o disco é a primeira incursão da banda em trabalhos conceituais. O disco é duplo e possuí 23 faixas. Mesmo sendo um trabalho interessante, as músicas são muito arrastadas e lá pela metade do disco você já está com sono. Perfeito para ouvir em doses homeopáticas.
Death Magnetic (Metallica) – Sinceramente, não agüento mais ouvir ou ler nada sobre esse disco. A mídia especializada está saturada por comentários da banda e de pessoas que amam ou odeiam o disco. Depois de ouvir várias vezes o trabalho, cheguei à conclusão que ele é bacaninha. E só isso. Eu diria que esse seria um disco ótimo para ter saído depois do And Justice For All. Músicas rápidas, longas e com pouca melodia. Ao contrário dos primeiros trabalhos do grupo, mesmo depois de várias execuções, não existe nenhuma música que fique grudada em sua cabeça. Mas, mesmo assim, está muito superior ao que o grupo vem apresentando nos últimos anos. Os destaques negativos ficam por conta da versão porca que foi lançada no Brasil, o fato do contrabaixo ser inaudível no disco inteiro e a horrenda The Unforgiven III (parece que não vão largar esse osso nunca).
Shogum (Trivium) – pouca coisa me surpreende dentro da música nos últimos anos, pois a reciclagem de antigas idéias e a falta de inspiração são uma constante no meio. Mas, o Trivium conseguiu. Não que os caras sejam revolucionários, mas o Thrash Metal praticado pela banda americana é daqueles certeiros que fazem você pular pela casa com vontade de quebrar tudo. Um lance muito bacana são partes mais melódicas que entram de repente no meio da porradaria, mostrando um bom gosto refinado. Não conhecia nada dessa rapaziada, mas já virei fã. Ouça Kirisute Gomem ou Insurrection sem sentir ódio, no bom sentido, é claro.
Black Symphony (Within Temptation) – gravado ao vivo com a Metropole Orchestra, esse DVD do Within Temptation é, simplesmente, fenomenal. Aqui temos os grandes sucessos da banda representados por 22 ótimas canções. Ótimo instrumental e uma grande interação com a orquestra, mostrando que a música do conjunto casa perfeitamente com os instrumentos clássicos. Porém, o destaque absoluto da banda é a vocalista Sharon Den Adel. A moçoila é a perfeita junção entre talento e beleza. O DVD é um primor de produção e merece ser adquirido.
Por enquanto fica por aqui. Talvez essa semana ainda faça a crítica do novo disco do Queen. Ainda estou degustando a criança.
Curti bastante Unforgiven III. hehe