Ontem assisti ao último episódio da terceira temporada de Dexter. Assim como as temporadas passadas, essa teve poucos episódios, apenas 12. Essa é uma característica interessante que as outras séries parecem estar seguindo. Ano passado, por conta da greve dos roteiristas, todas as séries tiveram o número de episódios diminuídos drasticamente, fugindo do formato de 22 ou 24 episódios. Esse ano estamos vendo esse fenômeno se repetir, mesmo os roteiristas estando trabalhando normalmente. Mas, no caso de Dexter, isso é normal. Embora tenhamos a companhia de nosso psicopata preferido por apenas alguns meses ao ano, isso ajuda a manter uma história bem amarrada e coerente, o que não podemos apontar como características de muitas outras séries por ai (alguém lembrou de Heroes?).

Nessa nova temporada, Dexter Morgan está se recuperando da caçada que sofreu na segunda temporada após alguns mergulhadores terem encontrado o seu cemitério particular. O primeiro episódio mostra acontecimentos que vão marcar toda a temporada e nos apresenta os principais personagens dessa nova trama. No início da história, Dexter está atrás de um traficante local, Freebo (Mike Erwin), e ao invadir a sua casa se depara com uma briga. Em um momento de autodefesa ele acaba matando um desconhecido. Esse é o começo de seus questionamentos, pois matar sem conhecer a vítima vai de encontro ao código de conduta que ele obedece. As coisas ficam piores ao se descobrir posteriormente que a pessoa que ele matou é irmão do promotor Miguel Prado (ótima participação de Jimmy Smits). Tendo como indicativo esse começo, era de se esperar que ele se tornaria objeto de outra perseguição, mas a história toma um rumo inesperado e Miguel e Dexter acabam se tornando amigos e parceiros de assassinatos. Claro que tudo isso não podia acabar bem.

Essa temporada foi particularmente corajosa. Aos poucos estamos notando que Dexter não é um ser desprovido de emoções, como ele mesmo se descreveu no início da primeira temporada. Notamos que ele possuí uma forte empatia por quem é próximo a ele, principalmente nos momentos de explosões de raiva quando alguns deles são ameaçados. Esse é um jeito particular do protagonista mostrar que se importa. Outro fato surpreendente foi o casamento com sua namorada Rita (Julie Benz), que deve render boas risadas na próxima temporada. Imaginem como Dexter vai conciliar seu papel de pai de família com suas atividades noturnas. Todos os personagens principais estão de volta a série, com exceção dos que morreram, claro. Michael C. Hall continua perfeito na pele do serial killer mais conhecido do mundo. Estranho como seu profile no IMDB ainda não tem uma foto. O cara já atingiu o status de celebridade do mundo pop. Outros destaques são sua irmã Debra Morgan (Jennifer Carpenter), o Sargento Angel Batista (David Zayas) e a Tenente Maria Laguerta (Lauren Vélez).

Agora nos resta aguardar pela próxima temporada e torcer para que a segunda temporada seja lançada logo em DVD no Brasil.