
Haviam vários motivos para assistir a esse filme. Primeiro que é uma regravação de um dos clássicos da ficção científica (The Day the Earth Stood Still, 1955). Depois, é um filme de ficção científica. O estilo anda tão ausente dos cinemas que qualquer produção deve ser conferida. E, por último, o filme foi indicado ao Framboesa Dourada desse ano. Por uma patologia mórbida de minha parte, eu gosto de conferir pessoalmente se um filme é realmente ruim. Não acredito muito na opinião dos outros.
No filme, um grupo de cientistas é reunido para estudar um meteoro que vai se chocar com a cidade de Nova Iorque. Porém, perto da hora do impacto o objeto diminui sua velocidade e pousa no meio do Central Parque. Ao chegarem ao local, um enorme globo de luz se encontra no gramado e duas figuras emergem desse globo. O primeiro é um robô gigante e o segundo um humanóide. Claro que os seres humanos em sua ignorância reagem com violência e ao atacarem o alienígena o robô responde com a mesma medida gerando a frase clássica do filme: klatu barada nikto, que é a ordem dada pelo alienígena ferido para o robô não machucar os humanos.
Depois dessa primeira cena de indefinição, o alienígena é levado para uma estação militar e descobrimos que o mesmo veio a Terra para trazer um pequeno aviso e espalhar o amor pelo meio ambiente. Ou nós cuidamos bem do planeta ou vamos ser dizimados. Claro que isso não deixa os militares americanos muito felizes, levando tudo a mais violência. Depois de correrias, discussões, problemas éticos e interpretações desprezíveis, o filme chega ao final feliz, mostrando que ainda existe salvação para a raça humana.
Infelizmente o filme é ruim. Não é horrível, visto que consegui assistir até o fim, mas poderia ser bem melhor. O tema é interessante e o filme que originou essa regravação é bacana de se assistir até hoje. Mesmo com várias cenas copiadas descaradamente do filme de 1955, essa nova produção não engrenou. Infelizmente faltou mais ação, uma história melhor amarrada e um pouco de aprofundamento psicológico. Parte da culpa desse fracasso é a interpretação capenga dos personagens principais. Que Keanu Reeves é um cara sem expressão facial nós todos sabemos, mas ele está interpretando um alienígena que é guiado pela lógica, então até passa. Mas, Jennifer Connelly, a sua parceira de interpretação, parece uma sonâmbula durante todo o filme. Porém, o pior é agüentar o moleque pentelho Jaden Smith. O moleque faz com que você passe a defender a tortura de crianças.
Se você tem a mesma patologia mórbida que eu, então esse é o seu filme. Caia com vontade. Mas, se está procurando uma boa diversão e entretenimento de primeira, então passe longe. É melhor dar pipoca aos pombos na praça.
Fale mal mais uma vez da mulher mais bonita do mundo (Jennifer Connelly), o único motivo preu ver esse filme, e eu paro de ler o seu blog
Ah vai, a mensagem do filme é legal hehehe eu nem achei tão ruim assim. Pior é o tal do Max Payne
Para mim o Max Payne foi pior porque estava aguardando ancioso pela produção Sou um grande fã do jogo. Tenho que parar de esperar muita coisa dessas produções. Assim assisto com a cabeça aberta. Foi assim com o Hitman. Não esperava nada do filme e gostei muito.